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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Análise: Fallout 3 (2008)


Eu sempre fui fã de coisas com temas pós-apocalípticos. Seja filmes, jogos, livros... enfim, qualquer coisa em que o mundo se fode no final ou já começa fudido.

Não precisa ter uma história parecida. Seja "Mad Max" ou "12 Monkeys", só tive realmente vontade pela temática pós-apocalíptica. No final me dei bem, pois além de tudo são ótimos filmes.

E "Mad Max 2" é melhor que os outros 2 da trilogia.

MAD MAX 2 OWNA!

NÃO DISCUTA COMIGO!!

...

No fim das contas (pra não usar "enfim" de novo) foi essa minha paixão por ver o planeta se fudendo que me fez jogar Fallout 3.

O terceiro game da série (sem contar os spin offs Tactics e... tem mais outro que eu esqueci? Bem, não importa. Seria uma porcaria do mesmo jeito) foi feito pela Bethesda Studios. Digamos que isso criou um "mimimi" dos fãs das versões anteriores. Os motivos, além da mudança da empresa que antes era da Interplay, era a mudança de estilo. Fallout passou de um RPG de turnos para um FPS.

OK, eu entendo as reclamações e sou um dos caras mais chatos em relação a isso (não é necessário leitura incessante no meu blog para descobrir que sou fã de jogos velhos e normalmente detesto mudanças), mas COME ON! Vamos dar uma chance aos caras. É a primeira vez e o marketing foi bom! Errar seria a total destruição da reputação da empresa. Eles simplesmente não poderiam se dar ao luxo...

...ou poderiam?

O que foi? Fiz algo errado?

Bom, comento sobre isso ao longo do post. Vamos a um pequeno resumo da excelente história de Fallout:

O inicio de tudo é 2051. O mundo se parece muito com o tecnológico imaginado do que seria 2000 em 1950. Essas coisas de carros voadores, cremes de barbear que não precisam de barbeador, roupas parecidas com "Os Jetsons", robôs que satisfazem qualquer necessidade humana (sim, inclui aquilo) e etc.

Se é uma sátira eu não sei, mas dificilmente eu imaginaria algo melhor.

A grande diferença é que o mundo não é tão mágico assim quanto imaginado. Falta petróleo (aparentemente recursos como alcool extraído da cana e biodiesel foram completamente descartados. Bem, considerando que o primeiro jogo é de 1997, posso extrair o biodiesel, mas eu me refiro a combustíveis naturais em geral) e, é claro, como o ser humano é uma espécie que proclama a paz independente de momentos, com certeza que facilmente chegaram numa solução.

Sim, eu fui irônico no fim do parágrafo acima.

Aí vem tudo aquilo que você ouve falar que acontece em pré-guerras: nações se fudendo, alguns tendo recursos em excesso e outros nada e os que tem em excesso não gostam de compartilhar (ok, eu também não gosto de dividir o halls) e bla bla bla. Acontecem coisas como o fim da ONU, países grandes como China perderem toda a reserva de energia e terem que invadir o alasca (na época um dos poucos lugares com reservas) porque os states não aceitaram compartilhar e etc.

Invasão aqui e acolá e no meio desse processo, experimentos radioativos com animais e construção de Vaults.

Good boy, Dogmeat (sim, Dogmeat tá nesse jogo ou ao menos o tataraneto dele)!

Um Vault é como se fosse uma residência subterrânea segura que protegeria de todos os efeitos da guerra nuclear (que não precisava ser inteligente para saber que aconteceria uma hora ou outra). Isso na teoria. Na prática funcionavam como lugares de experimentos. Em tais experimentos consistia achar a frequência ideal para hipnotização de humanos para se tornarem soldados fiéis, gases para testar comportamento em pessoas (provavelmente com o mesmo objetivo), vaults isolados completamente para testar como humanos viveriam em total isolamento, vaults com 1000 mulheres e apenas 1 homem (queria eu ser o sortudo) e outras coisas mais.

Darei uma de Super Spoiler e contarei o resultado dos Vaults: quase 100% de total falha.

Well, em 23 de outubro de 2077 finalmente vem a grande guerra (nomeada apenas assim). A duração dela foi brochante: apenas 2 horas, mas foi o suficiente para fuder boa parte do mundo inteiro.

Não se sabe quem atirou a primeira "pedra" e nem todos os lugares do mundo atingidos, mas foi o suficiente para que o planeta ficasse ferrado em boa parte.

Como a guerra foi totalmente nuclear isso criou cenários totalmente devastados. Imagine a bomba de Hiroshima... agora imagine uma bomba pelo menos 100x mais potente. Foram bombas desse tipo que caíram em DIVERSOS lugares do planeta.

Não demorou muito para que o efeito nuclear atingisse animais e humanos. Já começa com o chamado "inverno nuclear" pela fumaça que é deixada pelas bombas. Não tem idéia do tamanho efetivo de um inverno nuclear? Saiba que foi isso que realmente matou os dinossauros (meteoros não explodiriam o planeta inteiro, né?).

Como o despejo nuclear foi muito intenso, levou em média uns 3 anos para que espécies realmente assustadoras fossem criadas. Abelhas gigantes, ratos misturados com toupeiras, ursos com garras imensas e velocidades de leopardos e etc. Afetou também os humanos, criando super mutantes (humanos REALMENTE modificados) e Ghouls (humanos modificados que no fim das contas ficavam parecendo zumbis devido ao "derretimento" da pele).

Acontecem várias coisas entre 2080 em diante, mas considero mais "fan database", ou seja: quer saber? Jogue os jogos antigos e procure sobre o Fallout Bible.

No final de 2161 tem início o Fallout 1, em meados de 2241 tem início o Fallout 2 e finalmente em setembro de 2277 tem início o Fallout 3.

Pois é, isso foi um pequeno resumo. Boa sorte lendo o Fallout Bible inteiro (que nem inclui o Fallout 3).

Decisões e decisões. Não sou bom em decisões dificieis

É ou não é uma história no mínimo ATERRORIZANTE??? MWAHAHAHAHAHA!

HAHAHA!

HAHA!

Ha...

...

ENFIM, onde estávamos mesmo...? Ah! Quanto ao jogo...

Eu comentei acima que a Bethesda foi apedrejada pelos old fans antes mesmo de lançar o jogo. Há motivos, afinal como afinal uma mudança de um RPG de turnos pode se tornar um FPS sem grandes distorções?

Mas devo dizer que felizmente a Bethesda acertou.

Ela já começou acertando mudando o local de Los Angeles para Washington. Não que LA seja ruim, mas quer mudar tudo sem prejudicar o conceito dos fãs? Não se apegue a velhas histórias.

Você é um habitante do Vault 101. Aprende desde pequeno que todos nasceram no Vault e morreriam no Vault. Os bastardos te enrolam bonitinho.

Tudo está indo felizmente bem e alegre como uma sociedade atual, até que você descobre que seu pai sai do Vault.

O velho fode tudo e o overseer (digamos que é o "presidente" do vault) quer te fuder na mesma intensidade. Sexualmente ou não.

É claro que você que não é masoquista e nem gay (é? Bem, não importa. No jogo não é) e resolve fugir. Daí começa a real aventura e não a vida normal para pussies.

WHAT THA FUCK? AAAHHHHHH!! *BANG BANG*

Velhas coisas foram preservadas: história sobre moradores de vaults, outsiders, mutantes, cenários desoladores, músicas combinativas, sistema V.A.T.S. (Vault-Tec Assisted Targeting System - era um sistema utilizado nos fallouts antigos para definir que parte do corpo ia acertar e cada parte tinha sua porcentagem e seu dano. Bem útil contra alguns inimigos com pontos fracos) e, não poderia faltar, a grande história.

Claro, a história do Fallout 1 é de cair em depressão (acredite, isso é um elogio), a do 2 é fantástica incluindo até mesmo pedofilia (não em aberto. Você podia convencer crianças com papos metafóricos como "Vamos brincar de casinha?") e sexo em geral. Tinha até mesmo uma classificação para quando você ainda era virgem no jogo.

No 3 essa história é nitidamente inferior, porém é muito, muito, muito, mas MUITO melhor que a da maioria dos jogos de hoje em dia. A forma que é contada e a liberdade que você pode seguí-la são simplesmente impressionantes.

Assim como nos Fallouts antigos, você pode definir que tipo de pessoa quer ser. Isso inclui ser tão bom que não aceita recompensas e dá água purificada a mendigos (é quase o mesmo que hoje dar um galão de petroleo a cada mendigo que achar), pode ser tão mau que escraviza pessoas inocentes em troca de o mínimo de dinheiro ou pode ser uma pessoa comum que pensa mais nela que nos outros, ajudando quando não tem prejuízos no fim das contas.

Os gráficos não chegam a ser impressionantes, mas usam um sistema de reflexo que deixam eles bem mais bonitos. A liberdade de andar praticamente por boa parte de Capital Wasteland (como Washington foi nomeada após sua explosão) e de entrar em vários locais abandonados é incrível. A cada local que você entrar, você será recompensado. Isso inclui armas únicas, itens bons em quantidade e/ou grandes inimigos para ganhar experiência.

O sistema V.A.T.S.. É péssimo em FPS? Ele é a solução!

A jogabilidade não deve nada para um FPS. O sistema V.A.T.S. deixa ela ainda mais fácil e melhor. Você tem disponível como arma praticamente qualquer coisa que dê para usar: desde canos até lançadores de mini misseis nucleares e armas lasers aliens. A diversidade de inimigos é simplesmente incrível: você enfrenta de baratas gigantes até humanos que foram modificados pela radiação de uma forma tão intensa que ficaram do tamanho de Golias (o da bíblia, não o comediante morto. Que Deus o tenha).

Se você gostar do jogo (o que duvido muito que não aconteça), o fator replay é bem longo em relação a um jogo single. Você tem vontade de explorar tudo que é lugar, conquistar tudo que é arma, matar tudo que é tipo de inimigo, se intrometer em quantas histórias quiser. Arrumar brigas com grandes gangues e até mesmo matar vacas com bazucas (aquele cara do Yes, man! não estava sozinho). Como eu disse há pouco: vida normal é para pussies.

Infelizmente o jogo não tem apenas vantagens.

A engine gráfica é fantástica e você não precisa de muita potência para rodar Fallout 3 no seu PC, porém ela traz um mesmo problema visto em The Elder Scrolls IV: Oblivion (a mesma engine): bugs excessivos.

Alguns são apenas engraçados, como humanos que perdem os musculos quando morrem, escorpiões gigantes voadores e pinball de partes de corpo dos inimigos, mas alguns podem se tornar de irritantes a frustradores. Nesse meio estão os bugs que impedem missões de serem completadas se você não seguir a risca e bugs que te prendem na parede, obrigando-o a carregar os últimos saves com a maior dor no coração.

Alguns pontos podem ser repetitivos, como os metrôs. Todos tem praticamente o mesmo objetivo e tipo de inimigos. Diferenças entre uma e outra coisa aqui e ali.

Os jogadores dos velhos fallouts podem sentir uma incrível falta de liberdade. Para quem começar o jogo do terceiro (eu não vejo nenhuma razão para se começar pelo terceiro, mas convenhamos que sem dúvida o Fallout 3 foi de onde muitos apreciadores começaram) a liberdade é fantástica, mas para quem jogou os antigos da série, isso chega a ser frustrante.

Se você seguir o bê-a-bá do jogo, este pode ser zerado em 5-6 horas. É MUITO pouco considerando um RPG (sim, é um FPS, mas traz características de RPG, como XP, HP, perks, levels...). Tente zerar Oblivion seguindo a risca as missões principais e você vai ver que eles poderiam fazer melhor, muito melhor.

Alone in the universe...

Felizmente os erros são ignoráveis e não tornam Fallout 3 ruim. Nem mesmo perto disso.

Fallout 3 não é um jogo para ser jogado e zerado apenas. É para ser apreciado e para você ficar pensativo depois de jogá-lo. É esse futuro que queremos? Lutar contra super mutantes é divertido, mas perder entes queridos por causa de baratas gigantes é divertido?

Ah... WHAT THE HELL! Matar baratas gigantes e deathclaws é AWESOME! FUCKIN' AWESOME! GIVE ME A GUN!

Em 2010 vem Fallout: New Vegas e em outubro desse ano sai Fallout 3 G.O.T.Y. Edition que conta com o jogo + as 5 expansões.

EU ORDENO QUE COMPREM!

Versão Xbox 360


Eu deveria ter muito o que falar dessa versão, afinal foi a que eu mais joguei. Foi onde fiz minhas 110 horas de jogo para conseguir todos os Achievements.

Aliás, Achievements são incríveis. Não valem merda nenhuma, mas você tem uma vontade incontrolável de conquistá-los.

Mas não é bem assim. A versão Xbox 360 não tem nada de especial em relação a versão PC. Na verdade não tem absolutamente PORRA NENHUMA de especial e sim desvantagens:

-Não tem console (console é divertido pra caraleo).
-Não tem direito a mods (além das expansões).
-Expansões não são free.

Eu disse "free"??

Bom, eu quis dizer que são mais baratas.

SIM, EU QUIS DIZER QUE SÃO MAIS BARATAS! PONTO FINAL! NÃO ME FORCE A DESTRUÍ-LO!

De qualquer forma, a vantagem da X360 é que vai rodar no seu X360!

Espere aí... isso não é bem uma vantagem... ah, whatever. Divirta-se com a sua versão lixo E VAI COMPRAR UM PC QUE PRESTE PRA RODAR ESSE JOGO COMO DEVE!

Eu ainda não fiz isso, mas sou hipócrita de insistir que você compre um PC que preste. Não sou demais?

E chega que já alonguei isso demais.

Versão PlayStation 3


OK, eu nunca joguei a versão do PS3. Já disse que não tenho o menor interesse por PS3 e não conheço ninguém que tenha um.

Mas pelo que eu saiba, além das desvantagens vistas no X360 ainda existem as desvantagens de lançamentos atrasados das expansões.

Se matem donos de PS3. MWAHAHAHAHAHAHA

HAHAHA!

HAHA!

Ha...

...hahaha! This's me laughing! You kill him, I kill her!

Hahaha, This's me before the ultra-slim-fast. You kill her, I kill him!

...

Preciso ver Family Guy com menor frequência.

-Espere, espere! Deve haver uma maneira melhor de resolver isso!
-Show de talentos?
-Show de talentos!


Avaliação técnica das categorias:

Avaliarei as categorias juntando PC com Xbox 360 para não alongar isso mais do que deve. A versão PS3 não está incluída, não posso avaliar o que eu não joguei.

Gráficos:
PC - Como dito acima: não são grande coisa, mas tem um bom reflexo que tornam eles bem mais bonitos. A capacidade de jogar dia e noite, a engine bem feita e a arte do céu deixam o jogo awesome.

Pelo menos as pessoas não tem mais Sindrome de Down como em Oblivion.
Xbox 360 - Não se diferem em absolutamente nada.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,0

Artístico:
PC - Pós-apocalíptico e criativo, mas artístico? I don't think so.
Xbox 360 - No Fallout 3 de Xbox 360 o jogo parece com o quadro "O Grito"... of course not! É a mesma porra de jogo!
Avaliação PC e Xbox 360: NA (Não Aplicável).

Diversão:
PC - É bem divertido chutar a bunda de uns monstros e enganar pessoas. Matar pessoas inocentes e vê-las gritando é ainda melhor! Tirando a parte sádica, você se diverte com alguns diálogos e com a história em si.
Xbox 360 - A falta de console faz o jogo ter uma pequena queda de rendimento. Criar 100 deathclaws e mandar mini-nukes neles, travando seu PC de tanto bicho é muito engraçado! Ha ha ha!
Avaliação PC: 9,5
Avaliação Xbox 360: 9,0

Replay:
PC - Simplesmente incrível como um jogo single player pode ter tanta utilidade e ser possível de jogar por 100 horas ou mais. Só vi algo parecido em Monster Hunter.

As expansões já existentes e as que vem por aí ajudam ainda mais em repetir o jogo diversas vezes.
Xbox 360 - Não há nada de especial nesse ponto em relação a versão PC e nem nada inferior. OK, tem os achievements, mas eu já disse acima que eles são inúteis.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,0

Jogabilidade:
PC - A combinação mouse + teclado + botões configuráveis é o suficiente para que pelo menos 80% dos pontos sejam conquistados. De resto o sistema V.A.T.S. ajuda ainda mais e a jogabilidade também não é lenta, nem muito rápida (e se estiver, a solução é simplesmente mudar a sensitividade) e você nunca terá problemas em falhas na jogabilidade, porque estas não existem.
Xbox 360 - Também configurável, mas mirar torna-se complicado porque o controle do X360, mesmo sendo o melhor da história para shooters, podem ter problemas em relação a mirar e tal. Isso implica em apelar para o V.A.T.S. mais vezes do que seria necessário. Uma mira semi-semi-automática (sim, eu repeti de propósito) ajudaria e muito, provavelmente igualando a avaliação.
Avaliação PC: 10
Avaliação Xbox 360: 9,0

Dificuldade:
PC - 5 diferentes para escolher e pode-se mudar no meio do jogo. Os inimigos não contam com tanta excelência em Inteligência Artificial, mas nem é tão necessário assim.
Xbox 360 - Prejudicada (aumentada) um pouco pela jogabilidade. Nada ATERRORIZANTE e FRUSTRANTE. De resto é equivalente a versão PC.
Avaliação PC: 9,0
Avaliação Xbox 360: 8,5

Diversidade:
PC - Mods, G.E.C.K. (Garden of Eden Creation Kit), console e muitos itens, locais, pessoas e inimigos para conhecer/destruir. 20 levels para evoluir (30 com a expansão Broken Steel), vários perks, várias missões, várias armas únicas, várias maneiras de concluir a história. Excepcional.
Xbox 360 - Não conta com mods, nem G.E.C.K. e nem console. Ainda assim conta com a imensa diversidade já existente no jogo. Poderia ser melhor, mas já está excelente.
Avaliação PC: 10
Avaliação Xbox 360: 9,0

Som:
PC - Músicas desoladoras, sons diversificados e combinativos. Repetição quase inexistente.
Xbox 360 - Sem diferenças.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,5

Multiplayer:
PC - Inexistente.
Xbox 360 - Inexistente². Uma pena. Poderia ser bem melhor explorado nesse ponto.
Avaliação PC e Xbox 360: NA (Não Aplicável).

Geral:
PC - Fallout 3 prova que chegou pra ficar e já é um futuro clássico. Um daqueles jogos que merecem ser apreciados e não apenas engolidos.

História digna de oscar, personagens com personalidades fortes (diferentes do visto em "Oblivion") e diversidade digna de um jogo atual. Nada de linearidade e nada de limites.

Não entrará para história. Já entrou.
Xbox 360 - A prova que versões PC de jogos sempre terão o seu brilho. Continua incrível da mesma forma e fará parte entre "quais jogos bons eu posso jogar no meu velho Xbox 360?".

Avaliação Final (PC): 9,5 / 10 (Excelente)
Avaliação Final (Xbox 360): 9,0 / 10 (Muito Bom)



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FINISH!

O próximo jogo analisado será um de Xbox 360 (desculpem donos de outras plataformas, mas o X360 foi o principal motivo desse meu sumiço. Tenho que falar sobre tudo que joguei) o Velvet Assassin. Relativamente novo. Lançado no final de abril desse ano.

Uma das melhores capaz que já vi. Não apenas pela... han... agente (!) da capa, mas sim pelo... han... OK. É só pela agente mesmo.

Saiu também para PC, mas não tive a oportunidade de jogar tal versão, então será concentrado na avaliação do port de X360.

See you later, guys!

o/

sexta-feira, 27 de março de 2009

Análise: Steven Spielberg's Boom Blox (2008)


Mais de uma semana sem postagens. Quero me desculpar por ter sumido assim.

O motivo disso tudo é que eu falarei sobre um jogo de Wii e eu NÃO TENHO um Wii (so sad). Por isso queria utilizar o Wii do meu primo para pegar as shots do jogo.

Mas sempre esquecia disso e ia lá apenas pra jogar.

No fim das contas preferi pegar screenshots aleatórias da internet mesmo e fiz o review.

Isso não acontecerá de novo.

Saindo do ponto de "desculpas esfarrapadas", gostaria de dizer que a partir de agora eu falarei sobre o jogo e farei uma análise técnica no final. Presumo que tal análise técnica será de grande utilidade caso alguém tenha dúvida quando quiser comprar o jogo analisado.

Sim, copiei grotescamente essa idéia da IGN. Convenhamos que um resumão no final ajuda bastante em uma análise.

Digam o que acham disso (da idéia e não da cópia grotesca) :D

E pretendo analisar jogos ruins, mas alguns são tão ruins que não dá para fazer análises gigantes sobre os mesmos.

Então separarei entre "análises" e "mini-análises". Pretendo fazer algo como "Primeiras Impressões" também, mas este fica para um futuro mais distante.

Agora chega de enrolação e vamos adiantar o passo.

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Até há pouco tempo atrás, o máximo que eu tinha jogado no Wii era um Resident Evil 4 Wii Edition e tinha gostado muito, mas o jogo era muito mais difícil que nos consoles (porém bem mais real a jogabilidade).

Depois de jogar vários jogos de Wii e achar a maioria um piece of little shit, meu primo (ele de novo!) falou de um jogo chamado Boom Blox que usaria o esquema de realidade virtual no wii.

Sim, o recurso veio daquele asiático (ou decendente, who cares?) gordo que você viu no youtube.

Provavelmente ele patenteou e ganhou tanto dinheiro que teve um coma alimentício na Wendy's.

Hum... Wendy's... nham

Só em olhar pra essa imagem deu água na boca. Morrerei de infarto com certeza.

Enfim, o Boom Blox nasceu dessa idéia. Parece que a sua sequência, já estimada pra ser lançada em maio desse ano, usará oficialmente um óculos com sensor de movimento para que você apenas mova a cabeça e automaticamente a tela se mova também.

Pretty fun, hum?

Mas o segundo não importa. Ele nem mesmo lançado foi e esse post não é um preview ou coisa parecida.

Boom Blox de cara parece um jogo normal do Wii: gráficos infantis, multiplayer com até 4 jogadores e utiliza o wii mote como se fosse a coisa mais fantástica do mundo.

O jogo é mesmo isso? Sim, é.

LET'S BLOW EVERYTHING!

Boom Blox é o tipo de jogo que você não sabe o que tem que fazer, mas eis que o jogo te apresenta um tutorial para leigos.

Aliás, para mim todo jogo deveria ter tutoriais disponíveis e que NÃO FOSSEM OBRIGATÓRIOS. No game é exatamente isso: você pode seguir um tutorial inteiro como também pode simplesmente pulá-lo e ir direto pra "ação".

Nos tutoriais você aprende que Boom Blox é diferente de tudo que você já jogou desde a sua infância. É diferente porque não dá para criar um game como o Boom Blox sem algum dispositivo que dependa dos seus movimentos.

Um mouse já serve, mas não pensaram nele. Wii Remote é mais "show".

Nos modos você tem lançamento de objetos (que podem variar de uma bola de baseball até uma bomba atômica), "não deixe a torre cair", derrube as peças com pontos, tiro ao alvo, proteja os gems, não deixe tal bicho cair... e por aí vai.

Todo modo tem sua particularidade e devo dizer que alguns chegam a ser irritantes se você tentar conquistar as medalhas de ouro.

Eu achava xerifes estúpidos, mas alguém que comemora uma explosão que ocorre 2 metros atrás de onde ele esteja é retardamento.

Para vencer cada fase do jogo, você precisa ganhar uma medalha. Bronze é o suficiente para avançar, mas ouro é o necessário para que você zere 100%.

Apesar de parecer uma perda de tempo conquistar as medalhas de bronze e prata, já que não zeram o jogo de vez, recomendo que você não se preocupe com as de ouro de início.

Você não vai levar mais do que algumas horas para completar todas as fases e se o jogo já não parecer grande coisa, tentando conquistar tudo ouro é que você vai abandoná-lo de vez.

Então não se preocupe com ouro no início, apenas passe. Caso você adorou o jogo e não consegue viver sem ele, tente conquistar as medalhas de ouro nas fases já vencidas.

Destrua os zumbis para proteger os gatinhos fofos.

O jogo não tem história. Na verdade, em alguns modos, eles explicam uma simples historinha sobre o que vai acontecer, mas tal enredo se baseia em "temos que destruir o inimigo" e no final "vencemos".

Não creio que você vá se interessar pelo roteiro de Boom Blox. Apenas pule ele quando aparecer.

Se a história não é grande coisa, a física torna o jogo awesome.

Eu amo jogos que utilizam bem as leis da física, mesmo que essas leis sejam criadas apenas para aquele jogo. Felizmente esse não é o caso de Boom Blox.

Minha preferência é pelo modo de "não deixe a torre cair".

Você provavelmente já jogou isso na vida real. Lembra aquele jogo que você tirava uma peça, daí o outro tirava outra peça e assim ia até a torre cair? É exatamente isso que tem no game, com a exceção que você usa uma mão elástica para isso.

Justamente por ser uma mão elástica, cria várias situações de "fuu".

A câmera é limitada, então em algumas fases ela é bem afastada. Quanto mais afastada for, mais chance de pegar a peça errada.

E esta peça errada pode ser o suporte principal da torre.

Um movimento errado pode anular todo o seu sacrifício de 20 jogadas "certas".

Mas eu amo isso. Amo mesmo. É quase como você investir em um negócio, ele falir e você perder todo o dinheiro investido e mais um pouco em um tempo record.

Ou em um jogo de corrida com 50 voltas, ser líder da corrida por 49 voltas e meia e perder o controle o suficiente para cair pra último lugar e não conseguir recuperar.

Vai me dizer que você não gosta disso? Todo mundo tem seu lado masoquista, não seja tímido.

Aposto R$ 50 que ele vai morrer esmagado por aquela peça ali.

Mas, brincadeiras a parte, toda essa frustração é convertida em risadas quando você está jogando isso com um amigo.

Desde que não seja você quem faça o movimento errado e nem seja modo cooperativo.

E aliás, não é apenas esse modo que você se revolta. No "não deixe tal bicho cair", você xinga o maldito de tudo quanto é nome. Nomes que sua mãe se assustaria quando visse você jogando Boom Blox.

Indo para outros pontos, o jogo tem um CRIADOR DE FASES!

CRIADOR DE FASES! VAMOS CRIAR XERIFES ESTÚPIDOS!

!!

!!!

!!!!

!!!!!²³²³²³³²³²³³³²³²

Cara, eu sou MUITO FÃ de um criador de fases. Por mais simples e estúpido que ele seja, jogo com criador de fases sobe muito no meu conceito.

E o melhor de tudo: no CRIADOR DE FASES dá pra criar QUALQUER tipo de jogo e é perceptível que os próprios criadores o utilizaram para desenvolver TODAS as fases do jogo.

De início ele é meio complicadinho, mas no próprio jogo tem um tutorialzinho e se você não aprender, desista porque você é muito retardado.

É fácil de montar as peças. Difícil mesmo é acertar as regras, mas quaisquer problemas é só editar uma das fases do tipo que você queira criar.

Sim, dá pra você editar as fases já feitas pro próprio jogo.

Isso não é simplesmente emocionante?

Aquele ali é o macaco louco criança?

Quanto ao modo multiplayer, posso dizer que há muito tempo eu não via um tão bem desenvolvido quanto o Boom Blox.

São muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

...uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

...uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

...

...

...uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitas fases a escolha. Se ainda assim não estiver bom pra você, só editar as fases do próprio jogo e botar o suporte a multiplayer nelas.

Se MESMO ASSIM ainda não tiver bom, você pode baixar fases na internet criada por fãs!

E se AINDA ASSIM não estiver legal, você pode criar sua própria fase.

Se mesmo depois disso tudo ainda não estiver bom, vá tomar no cu porque você tá querendo me sacanear.

Vai cair. Vai cair!

Mas sério, no multiplayer dá para jogar todos os modos disponíveis no single e em coop ou competitive. Você vai passar umas boas horas com amigos nesses modos.

AINDA ASSIM você vai querer repetir tais fases com amigos diferentes e/ou mais amigos. Quanto mais gente, mais divertido o jogo fica.

O jogo fica devendo mesmo é uma jogatina online. Apesar de eu não ser mais tão fã de jogar com desconhecidos como era há tempos atrás, tenho que reconhecer que isso ajudaria mais ainda para o jogo não ficar no armário.

Mas concluindo:

Vários jogos lançados pro Wii não merecem estar nesse console.

O Wii foi feito para diversão, seja em single ou multiplayer.

Felizmente nisso o Boom Blox soube aproveitar.

Não importa se você seja um depressivo sem vida social ou mais popular que Britney Spears quando dizia ser virgem. Se você não ligar para gráficos vai se divertir e muito no Boom Blox.

Quer comprar um Wii? Esqueça os mários e os jogos teoricamente ótimos (como Call of Duty V). Invista primeiro no Boom Blox e cada centavo gasto será recompensado.

Claro que se você estiver cagando dinheiro compre até o horripilante jogo de totó pro Wii.

Mas ele fica pra outra ocasião.

And you have failed. Please die.

Avaliação técnica das categorias:

Gráficos: Infantis como a maioria dos jogos do Wii. Não chegam a ser bons, considero como medianos. Estão muito longe do que o Wii teoricamente suportaria, mas também está bem mais avançado do que muitos jogos para o console.
Avaliação: 7,0

Artístico: Não considero o jogo como artístico. É apenas infantil e "engraçadinho".
Avaliação: NA (Não Aplicável)

Diversão: Até mesmo nos modos de jogos mais chatos que você se recusa por um momento a jogar, quando começa a fazer isso não quer mais parar. O jogo com multiplayer fica ainda mais legal, principalmente no modo de puxar peças e não cair a torre.
Avaliação: 9,5

Replay: Mesmo depois de ter zerado, o jogo conta com um modo multiplayer que irá entreter por várias horas e um CRIADOR DE FASES, PORRA!
Avaliação: 9,0

Jogabilidade: Os únicos problemas causados são pelas falhas do Wii Remote que acontecem se você estiver muito perto da barra de sensor. De resto o jogo é de fácil adaptação e em nenhum dos modos você terá problemas para aprender e melhorar.
Avaliação: 9,5

Dificuldade: O jogo é bem fácil mesmo nas últimas fases. Você só terá alguma dificuldade quando estiver aprendendo, coisa que não leva mais do que um modo de jogo para completar (o tutorial é o suficiente). Caso queira deixar o jogo mais difícil, tente ganhar medalha de ouro em todas as fases.
Avaliação: 6,0

Diversidade: CRIADOR DE FASES (!), possibilidade de baixar fases na internet e muitas... MUITAS fases disponíveis no jogo em si. De ruim mesmo é que você tem que completar os levels no modo single para desabilitar várias coisas no criador. Nada que um save baixado da internet não resolva.
Avaliação: 9,0

Som: Algumas músicas são repetitivas e os "grunhidos" dos bichos das fases também, mas não chegam a atrapalhar sua concentração e deixam até o jogo "engraçadinho". Já os sons dos eventos foram bem escolhidos e são empolgantes.
Avaliação: 8,5

Multiplayer: Modo cooperativo e competitivo que dá a possibilidade de jogar todos os modos disponíveis com um ou mais amigos. Com o Criador de Fases dá para criar levels com mais de um jogador. Possibilidade de jogar com um único Wii Remote para 2 ou mais pessoas em fases de turno. Pra ficar melhor só faltou um multiplayer online.
Avaliação: 9,5

Geral: Boom Blox vale a pena de ser jogado em qualquer tipo de ocasião: você tendo um Wii, seu amigo tendo um Wii, você jogar Wii em uma locadora... pode não parecer grande coisa na primeira impressão, mas é estupidamente divertido, multiplayer excepcional e um CRIADOR DE FASES que possibilita expandir sua vida útil de uma forma fascinante.

Com todos esses aspectos, Boom Blox ganha a medalha de bronze com folga.

Avaliação Final: 8,5 / 10 (Muito Bom)



YOU WIN! GOLD!

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The end por agora. Tem vários jogos de Wii que quero analisar, mas farei isso com mais planejamento da próxima vez.

E o próximo jogo que vou analisar é o Unreal Tournament.

Sim, o UT Classic!

FODA!²³²³³²³³³²³³³

Devo admitir que a análise será apenas para dar a primeira medalha de ouro a um jogo.

Ops... essa saiu sem querer.

Mas... até breve!

o/

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Análise: Unreal Tournament 3 (2007/2008)


Começando o post com mais uma historinha:

Era 2002, eu ficava depois da aula o dia inteiro no escritório do meu pai (ao menos era melhor do que ficar em casa assistindo os ótimos programas de TV).

Eu que era fã de jogos FPS (First Person Shooter = Tiro de Primeira Pessoa), comecei a baixar jogos antigos (meu pai tinha um Pentium III que apesar de não ser tão ruim na época, não rodava jogos novos).

Voltei a jogar Quake e Quake II além dos 2 Dooms, Wolfenstein 3d, Blood, Shadow Warrior... enfim, todos os jogos que eu conhecia e fizeram parte de minha infância.

Doom: a capa mais FODA dos games. E eu só fui perceber o pobre ali correndo pra te ajudar recentemente

Sim, eu vagabundava no próprio escritório do meu pai! Ele me via jogando e falava alguma coisa inaudível, mas de resto não fazia a mínima questão.

Bom, pelo menos enquanto não tivesse trabalho pra fazer, coisa que não levava mais do que 15 minutos.

Trabalho fácil, não?

Mas... CONTINUEMOS!

Cansado daqueles mesmos jogos que jogava por mais de meia década, eu resolvi procurar vários jogos.

Procurando no melhor lugar para achar isso, o site da UOL (sim, eu estou sendo irônico), achei um jogo chamado "Unreal Tournament".

UNREAL TOURNAMENT!

Nas screenshots o jogo parecia bem feito e quase tomei um susto com as configurações mínimas, rodava até no meu Pentium II que estava sem muito uso em casa!

É claro que arrumei uma forma de conseguir o jogo (acho que deu pra você sacar). Consegui uma versão ripada de 180 MB e que ainda estava no primeiro patch.

Como resultado não deu pra jogar online (já que precisava do patch 436), mas me diverti offline.

Pega e corre!

Resultado: FUCKIN' AWESOME!

Eu era fã de DMs, mas eu não conseguia jogar em nenhum jogo. Primeiro pela falta de amigos, segundo pela falta de internet, que só tinha no escritório do papai e terceiro pela falta de bots. Aliás, na época nem sabia que a adição de bots era possível. Fui descobrir mesmo pelo UT.

EDIT DESESPERADO APÓS O POST: Quando eu me refiro a falta de amigos é falta de amigos que pudessem jogar online. Não se preocupem que não sou anti-social não. Ora essa!

Sim, eu conhecia o Quake 3 e eu ia jogar em 2000, mas como eu tinha 32 MB de RAM e o jogo requeria 32, eu não pude jogar.

"Perae, como assim?" xo explicar:

O jogo pede 32 MB, mas EXATAMENTE 32, nem um pouco menos.

O caso é que meu PC não tinha 32 MB de RAM, mas sim 31.8 MB

...

Sim, imagine minha frustração quando eu descobri isso. Foi uma cena tão cômica (para os outros) quanto uma queda de bunda.

Não tão humilhante quanto essa, mas algo parecido.

Na primeira vez que vi a cena, eu quase grito de horror quando descubro que a merda do jogo não me deixava jogar por 200 Kilobytes de RAM.

200 KB!

Como se esses 200 KB fizessem uma diferença ENORME ao jogar...

Por isso detesto Quake 3 no fundo do meu coração até hoje. Quake 3 maldito!

Hum. Dessa forma quem sabe eu possa gostar dele :D

Mas! Voltando ao UT.

O jogo rip só tinha 2 músicas: a Mechanism 8 e a FireBR. Quem conhece UT sabe que eles preservaram as MELHORES músicas! Pena que nem todas as fases tinham elas, então eu rezava para que as fases que tivessem essas músicas viessem depressa!

Joguei o modo Campaign e nunca me emocionei tanto em um jogo. Eu simplesmente não conseguia parar de jogar!

Arrumei uma maneira pra instalar no meu Pentium 2 (por sinal nem sei como eu levei, acho que gravei em um CD que implorei para meu pai comprar no dia) e como ele tinha uma placa de vídeo superior (uma SiS 6326 de 8 MB contra uma qualquer de 4 MB do escritório), o UT rodava mais lindamente do que no escritório.

Rodava em 512x384 e tudo Low!

Um pouco inferior a isso aí.

...

Acredite, era melhor do que os 400x300 High do escritório.

Enfim, passou um tempo e descobri que existia uma versão 2003 do Unreal Tournament. Fui jogar ela depois de alguns meses, porque meu amigo comprou.

Quanto a ela, prefiro nem comentar... apenas quero dizer que essa versão era tão boa que menos de 1 ano foi lançado o UT 2004.

Já sobre o 2004...

Diferente...

OK, legal vai.

Não era que nem o classic. Longe disso na verdade, mas eles permaneceram os melhores mapas com versões novas mecanizadas.

Nada contra mecanizadas, mas acho que a prova de fogo que o UT é melhor com algo mais "humano" já foi feita.

O 2004 trouxe a opção de veículos. Nada muito impressionante, mas era legal de jogar ao menos.

Passando pra 2006 eu ouvi falar que estavam fazendo o Unreal Tournament 2007.

Após ver as screenshots eu nunca fiquei tão emocionado.

Capture the Flag eterno!

Continuava mecanizado, mas os mapas eram bem bonitos e trabalhados e eles diziam direto que tentariam voltar ao UT velho estilo.

Então, é claro que eu fiquei ansioso pelo que vinha aí e tinha quase total certeza que na minha ATI Radeon 9550 não rodaria.

O jogo ia ser lançado e eu estava preocupado para não sofrer uma frustração parecida com a que sofri em Quake 3.

Erros como esse eram previstos

Até que em novembro de 2007 (antes do lançamento) eu comprei um novo PC com ATI Radeon X1550 PCI-E 16x, 3 GB de RAM e Core 2 Duo. Não era grande coisa, mas rodaria o jogo.

E então o jogo foi lançado e o procurei. Nessa procurada descobri que eles chamaram o jogo de Unreal Tournament 3.

Unreal Tournament TRÊS!

...

Espera, tem algo errado aí. UT 3?

Unreal Tournament > Unreal Tournament 2003 > Unreal Tournament 2004 > Unreal Tournament 3.

Não, as setinhas acima não indicam superioridade, mas sim sequência. Eu nunca colocaria o 2003 como superior ao 2004 e ao 3.

Mas não era para ser o 4 então? Ou eles sabem contar tanto quanto o orkut?

Ou a Atari considerou que o UT 2003 era tão bom quanto cagar com hemorróidas e não contou ele?

Se foi isso mesmo, ponto pra Atari! Sabia que eles não iam me decepcionar!

HA-HA! UT 2003 SUCKS!

Enfim, falemos sobre o jogo:

A Atari chegou com aquela "onda" de que o jogo seria isso e aquilo e traria a Unreal Engine 3, e bla bla bla...

Devo dizer uma coisa sobre isso até: a Atari provou que sabe fazer engines.

O jogo era bonito e leve! Rodava em 800x600 com gráficos no médio, considerando que minha placa era para classes C em diante (pelo preço que era de 65 dolares e pela potência), rodou MUITO bem até!

E até mesmo no low o jogo era MUITO bonito e não sugava a potência da sua placa.

Os gráficos eram lindos, mas e quanto ao jogo?

Bonito demais!

Bem... vamos por partes:

O jogo trazia os modos Deathmatch (DM), Team Deathmatch (TDM), Warfare (WAR), Capture the Flag (CTF), Vehicle Capture the Flag (VCTF) e Duel 1x1 (Não sei a sigla desse).

Em primeira mão posso dizer que separar os modos Deathmatch e Duel 1x1 é tão inteligente quanto fritar um ovo na estrada com a temperatura de -10 graus celsius.

E por que? Simples: o duel consiste em um deathmatch que só pode ter no máximo 2 pessoas e o resto ficaria de espectador para enfrentar o vencedor.

Não é necessário muito trabalho manual para:

-Criar um jogo DM com máximo de 2 players.
-Criar infinitos lugares de espectadores.
-Após acabar o jogo, o perdedor passar o controle pro vencedor e se o jogo fosse online, rejoinar e ativar o modo espectador (caso você fosse o perdedor) ou rejoinar desativando o espectador (caso você fosse o substituto).

Entendeu? A única função do Duel era arrumar isso de uma forma mais "cômoda".

E o mesmo vale para os modos Capture The Flag e Vehicle Capture the Flag. As regras são as mesmas. A diferença? O VCTF tem veículos.

O modo Vehicle CTF. Esse skate ajuda bastante

...

Olha, se fosse para dizer que tem 6 modos de jogo, custava trazer de volta o Assault e o Domination? Até o Onslaught do UT 2004 eu aceito de presente.

O clássico Team Deathmatch eu até entendo a divisão. É um Deathmatch de times e fica mais arrumadinho. Dá até pra engolir, até porque o número de pontos que um time deve fazer varia MUITO entre DM e TDM.

Já sobre o modo Warfare: bom, não é ruim.

É como se fosse um substituto do domination. No Domination você tinha que controlar os Control Points (controlar os Control Points... legal) e pontuava com mais control points controlados por maior tempo.

Você consegue destruir esse monstro! Ái belívi im iu.

O Warfare tem nodes, que seriam como se fosse os Control Points. Você só pode tomá-los de 2 maneiras:

-Destruindo o node (caso esteja na mão do inimigo), chegando perto e construindo o seu. Enquanto estivesse em construção, você teria que defender e poderia usar o tiro especial da Plasma Gun para acelerar o processo.
-Ou simplesmente catando o orb do seu time e chegando perto do node. Você tomaria ele automaticamente e protegeria por algo de 1 minuto do ataque de outros orbs (apenas de orbs, não de ataques com armas).

A função seria linkar os nodes para o Core inimigo. Não precisava tomar todos os nodes, apenas os que linkavam até o Core.

Tomando tais nodes, é só atacar o Core inimigo (que é bastante resistente) e destruí-lo. Se o inimigo controlasse algum node no meio desse processo, o core não podia ser atacado. Isso também vale para os nodes: você não pode tomar os que não estiverem linkados ao seu time.

Hail, Hitler (OK, foi totalmente desnecessário essa)!

Em algumas fases esse objetivo muda para tomar um node específico e protegê-lo por 60 segundos. Caso você obtivesse sucesso nesse processo, você tiraria um pouco da vida do core adversário (core que por sinal ou estava muito bem guardado ou é invisível, já que ele não está em lugar algum).

Não chega a ser simples, mas também não é tão complicado.

Desse modo eu só tenho uma coisa a reclamar: jogando com bots no seu time eles sempre pegarão o orb antes de você (a não ser que você saia agoniado para pegar o orb).

E cara... como isso me dá raiva...

Os bots não tem a menor capacidade de sobrevivência e SEMPRE morrem antes de chegar no seu destino.

HAHAHAHAHA! WTF, MAN??!?!?!

Quer dizer: se VOCÊ pegasse o orb, você escolheria o MELHOR caminho para seguir até o node e conseguiria tomá-lo. Daí só repetir o processo até linkar os nodes até o core inimigo.

Coisa que não levaria nem mesmo 2 minutos.

Com o BOT pegando o orb, ele vai pelo caminho MAIS DIFICIL e morre no meio. Resultado: você tem que seguí-lo e proteger sua cabeça o máximo possível para quando ele morrer, finalmente você pegar o orb e atacar o node.

Os bots do seu time deveriam te ajudar e não te atrapalhar, porra!

I'm here you son of a bitch!

Essa é outra reclamação que eu tenho de fazer: a inteligência dos bots.

No Unreal Tournament Classic os bots eram EXEMPLO para jogos. Eram simplesmente os bots mais FODAS existentes, pois eles não eram burros e nem apelões. Quer dizer: eles eram relativamente burros, mas nos menores níveis.

Já no UT 3, não faz a diferença o nível que você escolher: eles serão burros do mesmo jeito e complicarão mais do que ajudarão pra você.

Eu considero o ditado de "em time que ganha, não se mexe" muito real. Isso vale para absolutamente tudo!

Se tem bots bons, porque substituí-los por bots burros e estúpidos??

Se já tem a fórmula do sucesso, porque substituí-la pela fórmula do fracasso?

Isso é BURRICE ANÊMICA ou o quê?

Pelo visto aquele limão não tava bom, né?

Deixando um pouco a burrice dos bots, vamos a trilha sonora.

O UT Classic tem a melhor trilha sonora existente. Não existem músicas ruins, apenas medianas e elas serviam muito bem para as fases. Techno de primeira!

Os UTs 2003 e 2004 mudaram essa trilha e se eu não me engano, não tem nenhuma música em comum com o UT Classic.

Não que elas sejam ruins, mas dava pra preservar algo aí né?

Então o que a Atari fez no UT 3? Fez um remix das músicas do UT Classic.

Cara, quase tive um orgasmo ao ouvir umas músicas do UT3! ERAM VERSÕES NOVAS DAS MÚSICAS QUE EU ADORAVA!

MUITO OBRIGADO, ATARI! EU AMO VOCÊS NO FUNDO DO MEU CORAÇÃO!!!

IGOR S2 ATARI

...

...

...

...²+²

OK, após essa declaração altamente nerd, vamos continuar:

Além dos 6 (seis?) modos de jogo disponíveis, você ainda tem o modo campaign.

O modo campaign consiste em uma historiazinha contada e você tem que seguí-la.

Eu achava a história do UT Classic bem fraquinha, mas eles conseguiram piorá-la no UT3.

Em primeira mão, o nome do jogo é Unreal TOURNAMENT, ou seja: ele se refere a um torneio. Não importa que merda de torneio é esse, é um torneio.

Era tão fácil quando o único objetivo era vencê-lo

No UT3 a história se refere a uma guerra entre sei lá quem e que você faz parte de uma das "facções".

Justamente por ter uma história eles tiveram que dar umas explicações, como que o único motivo para as pessoas voltarem a vida é porque cada time tem "respawners".

...

OK, vamos tentar ser lógicos aqui: se cada time tem seus respawners, não é mais fácil destruí-los e meter bala?

Pra Atari não. Pra eles é muito mais fácil tomar nodes e atacá-los ou capturar bandeira feito amiguinhos de infância para desativar os respawners.

Sim, DESATIVAR e não DESTRUIR. O que transforma em uma guerra infinita.

A burrice dos bots foi para os criadores também? Puta merda!

UT NÃO PRECISA DE HISTÓRIA! O que ele precisa é de um torneio sem nenhum objetivo e que você tem que destruir o campeão para tomar o seu lugar.

Só isso! Nada mais! Não compliquem!

Provavelmente os 2 desenhos que mais tiveram repercussão no UT Classic

Mas bem... não há nada mais que eu possa falar sobre o UT3 que eu não tenha dito.

Na verdade até tem: o UT 3 tem versões além do PC para o PS3 e Xbox 360 (a foto principal).

As diferenças não são muitas. O UT 3 do PC e o do PS3 são completamente possíveis de serem modificados. Novos mapas, skins, modos de jogo e por aí vai. A versão PS3 saiu 1 mês depois da versão PC.

Já a Xbox 360 provavelmente só saiu porque a Atari percebeu que não ia lucrar muito com o PS3. Foi quase 1 ano depois.

Por que não ia lucrar? Pense bem... você pode achar que os jogos de PS3 vendem mais que os do Xbox 360... talvez no Brasil.

Aqui os jogos de PS3 tem aproximadamente 25% de vendas a menos que os do Xbox 360.

A versão X360 tem suas vantagens e desvantagens. A principal desvantagem é não ser possível de modificar. Nada de mods, skins, mapas...

Mas trouxe algumas vantagens, como 5 mapas novos e o Split Screen.

Eu sei que a qualidade tá horrível, mas no google não achei nada que prestasse.

SPLIT SCREEN!

E tem mais: não é apenas Split Screen, é Split Screen com modo cooperativo!

Ou seja: dá pra engolir a história muito ruim jogando com um amigo. Isso eu garanto. Nada melhor do que falar para seu amigo o que ele deve fazer ao vivo!

Eu amo qualquer jogo com suporte a split screen. Sei lá... deixa o jogo putamente divertido.

E isso foi um bom peso pra nota final.




Não posso avaliar a versão PS3 porque nunca joguei e não tenho um.

E não pretendo ter.

Mas... você quer minha opinião? O jogo vale a pena sim.

Há coisas que eu não comentei para não deixar o texto muito gigante, como a jogabilidade, armas disponíveis e tal.

No UT3 há a volta da Sniper e quem jogou o UT Classic não irá sentir falta de nenhuma arma. De certo que a Ripper não está aqui, mas convenhamos que a ripper era meio ruinzinha mesmo.

E eles fizeram questão de deixar a velocidade bem próxima da do UT original. Um ótimo começo.

Ihh, to encrecado. Olha a cara dele.

Mas eu ainda espero ansiosamente o remake do UT Classic.

Ansiosamente mesmo!

Faça isso por mim e pelos fãs do UT99, Atari!

PLEASE!

Procure no google se quiser essa imagem em tamanho maior. Dá um bom papel de parede.

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Aqui venço mais um leão e termino esse review.

O blog ainda está firme e forte, mesmo eu tendo que digitar enormes textos diariamente :D

E para o próximo post, falarei sobre algo mais atual: o videogame brasileiro Zeebo. Expectativas, jogos que espero e tal.

Zeebo. Será que você tem futuro?

Além sobre um console que eu espero nas próximas gerações.

Bem, então... até lá!

o/