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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Análise: Unreal Tournament 3 (2007/2008)


Começando o post com mais uma historinha:

Era 2002, eu ficava depois da aula o dia inteiro no escritório do meu pai (ao menos era melhor do que ficar em casa assistindo os ótimos programas de TV).

Eu que era fã de jogos FPS (First Person Shooter = Tiro de Primeira Pessoa), comecei a baixar jogos antigos (meu pai tinha um Pentium III que apesar de não ser tão ruim na época, não rodava jogos novos).

Voltei a jogar Quake e Quake II além dos 2 Dooms, Wolfenstein 3d, Blood, Shadow Warrior... enfim, todos os jogos que eu conhecia e fizeram parte de minha infância.

Doom: a capa mais FODA dos games. E eu só fui perceber o pobre ali correndo pra te ajudar recentemente

Sim, eu vagabundava no próprio escritório do meu pai! Ele me via jogando e falava alguma coisa inaudível, mas de resto não fazia a mínima questão.

Bom, pelo menos enquanto não tivesse trabalho pra fazer, coisa que não levava mais do que 15 minutos.

Trabalho fácil, não?

Mas... CONTINUEMOS!

Cansado daqueles mesmos jogos que jogava por mais de meia década, eu resolvi procurar vários jogos.

Procurando no melhor lugar para achar isso, o site da UOL (sim, eu estou sendo irônico), achei um jogo chamado "Unreal Tournament".

UNREAL TOURNAMENT!

Nas screenshots o jogo parecia bem feito e quase tomei um susto com as configurações mínimas, rodava até no meu Pentium II que estava sem muito uso em casa!

É claro que arrumei uma forma de conseguir o jogo (acho que deu pra você sacar). Consegui uma versão ripada de 180 MB e que ainda estava no primeiro patch.

Como resultado não deu pra jogar online (já que precisava do patch 436), mas me diverti offline.

Pega e corre!

Resultado: FUCKIN' AWESOME!

Eu era fã de DMs, mas eu não conseguia jogar em nenhum jogo. Primeiro pela falta de amigos, segundo pela falta de internet, que só tinha no escritório do papai e terceiro pela falta de bots. Aliás, na época nem sabia que a adição de bots era possível. Fui descobrir mesmo pelo UT.

EDIT DESESPERADO APÓS O POST: Quando eu me refiro a falta de amigos é falta de amigos que pudessem jogar online. Não se preocupem que não sou anti-social não. Ora essa!

Sim, eu conhecia o Quake 3 e eu ia jogar em 2000, mas como eu tinha 32 MB de RAM e o jogo requeria 32, eu não pude jogar.

"Perae, como assim?" xo explicar:

O jogo pede 32 MB, mas EXATAMENTE 32, nem um pouco menos.

O caso é que meu PC não tinha 32 MB de RAM, mas sim 31.8 MB

...

Sim, imagine minha frustração quando eu descobri isso. Foi uma cena tão cômica (para os outros) quanto uma queda de bunda.

Não tão humilhante quanto essa, mas algo parecido.

Na primeira vez que vi a cena, eu quase grito de horror quando descubro que a merda do jogo não me deixava jogar por 200 Kilobytes de RAM.

200 KB!

Como se esses 200 KB fizessem uma diferença ENORME ao jogar...

Por isso detesto Quake 3 no fundo do meu coração até hoje. Quake 3 maldito!

Hum. Dessa forma quem sabe eu possa gostar dele :D

Mas! Voltando ao UT.

O jogo rip só tinha 2 músicas: a Mechanism 8 e a FireBR. Quem conhece UT sabe que eles preservaram as MELHORES músicas! Pena que nem todas as fases tinham elas, então eu rezava para que as fases que tivessem essas músicas viessem depressa!

Joguei o modo Campaign e nunca me emocionei tanto em um jogo. Eu simplesmente não conseguia parar de jogar!

Arrumei uma maneira pra instalar no meu Pentium 2 (por sinal nem sei como eu levei, acho que gravei em um CD que implorei para meu pai comprar no dia) e como ele tinha uma placa de vídeo superior (uma SiS 6326 de 8 MB contra uma qualquer de 4 MB do escritório), o UT rodava mais lindamente do que no escritório.

Rodava em 512x384 e tudo Low!

Um pouco inferior a isso aí.

...

Acredite, era melhor do que os 400x300 High do escritório.

Enfim, passou um tempo e descobri que existia uma versão 2003 do Unreal Tournament. Fui jogar ela depois de alguns meses, porque meu amigo comprou.

Quanto a ela, prefiro nem comentar... apenas quero dizer que essa versão era tão boa que menos de 1 ano foi lançado o UT 2004.

Já sobre o 2004...

Diferente...

OK, legal vai.

Não era que nem o classic. Longe disso na verdade, mas eles permaneceram os melhores mapas com versões novas mecanizadas.

Nada contra mecanizadas, mas acho que a prova de fogo que o UT é melhor com algo mais "humano" já foi feita.

O 2004 trouxe a opção de veículos. Nada muito impressionante, mas era legal de jogar ao menos.

Passando pra 2006 eu ouvi falar que estavam fazendo o Unreal Tournament 2007.

Após ver as screenshots eu nunca fiquei tão emocionado.

Capture the Flag eterno!

Continuava mecanizado, mas os mapas eram bem bonitos e trabalhados e eles diziam direto que tentariam voltar ao UT velho estilo.

Então, é claro que eu fiquei ansioso pelo que vinha aí e tinha quase total certeza que na minha ATI Radeon 9550 não rodaria.

O jogo ia ser lançado e eu estava preocupado para não sofrer uma frustração parecida com a que sofri em Quake 3.

Erros como esse eram previstos

Até que em novembro de 2007 (antes do lançamento) eu comprei um novo PC com ATI Radeon X1550 PCI-E 16x, 3 GB de RAM e Core 2 Duo. Não era grande coisa, mas rodaria o jogo.

E então o jogo foi lançado e o procurei. Nessa procurada descobri que eles chamaram o jogo de Unreal Tournament 3.

Unreal Tournament TRÊS!

...

Espera, tem algo errado aí. UT 3?

Unreal Tournament > Unreal Tournament 2003 > Unreal Tournament 2004 > Unreal Tournament 3.

Não, as setinhas acima não indicam superioridade, mas sim sequência. Eu nunca colocaria o 2003 como superior ao 2004 e ao 3.

Mas não era para ser o 4 então? Ou eles sabem contar tanto quanto o orkut?

Ou a Atari considerou que o UT 2003 era tão bom quanto cagar com hemorróidas e não contou ele?

Se foi isso mesmo, ponto pra Atari! Sabia que eles não iam me decepcionar!

HA-HA! UT 2003 SUCKS!

Enfim, falemos sobre o jogo:

A Atari chegou com aquela "onda" de que o jogo seria isso e aquilo e traria a Unreal Engine 3, e bla bla bla...

Devo dizer uma coisa sobre isso até: a Atari provou que sabe fazer engines.

O jogo era bonito e leve! Rodava em 800x600 com gráficos no médio, considerando que minha placa era para classes C em diante (pelo preço que era de 65 dolares e pela potência), rodou MUITO bem até!

E até mesmo no low o jogo era MUITO bonito e não sugava a potência da sua placa.

Os gráficos eram lindos, mas e quanto ao jogo?

Bonito demais!

Bem... vamos por partes:

O jogo trazia os modos Deathmatch (DM), Team Deathmatch (TDM), Warfare (WAR), Capture the Flag (CTF), Vehicle Capture the Flag (VCTF) e Duel 1x1 (Não sei a sigla desse).

Em primeira mão posso dizer que separar os modos Deathmatch e Duel 1x1 é tão inteligente quanto fritar um ovo na estrada com a temperatura de -10 graus celsius.

E por que? Simples: o duel consiste em um deathmatch que só pode ter no máximo 2 pessoas e o resto ficaria de espectador para enfrentar o vencedor.

Não é necessário muito trabalho manual para:

-Criar um jogo DM com máximo de 2 players.
-Criar infinitos lugares de espectadores.
-Após acabar o jogo, o perdedor passar o controle pro vencedor e se o jogo fosse online, rejoinar e ativar o modo espectador (caso você fosse o perdedor) ou rejoinar desativando o espectador (caso você fosse o substituto).

Entendeu? A única função do Duel era arrumar isso de uma forma mais "cômoda".

E o mesmo vale para os modos Capture The Flag e Vehicle Capture the Flag. As regras são as mesmas. A diferença? O VCTF tem veículos.

O modo Vehicle CTF. Esse skate ajuda bastante

...

Olha, se fosse para dizer que tem 6 modos de jogo, custava trazer de volta o Assault e o Domination? Até o Onslaught do UT 2004 eu aceito de presente.

O clássico Team Deathmatch eu até entendo a divisão. É um Deathmatch de times e fica mais arrumadinho. Dá até pra engolir, até porque o número de pontos que um time deve fazer varia MUITO entre DM e TDM.

Já sobre o modo Warfare: bom, não é ruim.

É como se fosse um substituto do domination. No Domination você tinha que controlar os Control Points (controlar os Control Points... legal) e pontuava com mais control points controlados por maior tempo.

Você consegue destruir esse monstro! Ái belívi im iu.

O Warfare tem nodes, que seriam como se fosse os Control Points. Você só pode tomá-los de 2 maneiras:

-Destruindo o node (caso esteja na mão do inimigo), chegando perto e construindo o seu. Enquanto estivesse em construção, você teria que defender e poderia usar o tiro especial da Plasma Gun para acelerar o processo.
-Ou simplesmente catando o orb do seu time e chegando perto do node. Você tomaria ele automaticamente e protegeria por algo de 1 minuto do ataque de outros orbs (apenas de orbs, não de ataques com armas).

A função seria linkar os nodes para o Core inimigo. Não precisava tomar todos os nodes, apenas os que linkavam até o Core.

Tomando tais nodes, é só atacar o Core inimigo (que é bastante resistente) e destruí-lo. Se o inimigo controlasse algum node no meio desse processo, o core não podia ser atacado. Isso também vale para os nodes: você não pode tomar os que não estiverem linkados ao seu time.

Hail, Hitler (OK, foi totalmente desnecessário essa)!

Em algumas fases esse objetivo muda para tomar um node específico e protegê-lo por 60 segundos. Caso você obtivesse sucesso nesse processo, você tiraria um pouco da vida do core adversário (core que por sinal ou estava muito bem guardado ou é invisível, já que ele não está em lugar algum).

Não chega a ser simples, mas também não é tão complicado.

Desse modo eu só tenho uma coisa a reclamar: jogando com bots no seu time eles sempre pegarão o orb antes de você (a não ser que você saia agoniado para pegar o orb).

E cara... como isso me dá raiva...

Os bots não tem a menor capacidade de sobrevivência e SEMPRE morrem antes de chegar no seu destino.

HAHAHAHAHA! WTF, MAN??!?!?!

Quer dizer: se VOCÊ pegasse o orb, você escolheria o MELHOR caminho para seguir até o node e conseguiria tomá-lo. Daí só repetir o processo até linkar os nodes até o core inimigo.

Coisa que não levaria nem mesmo 2 minutos.

Com o BOT pegando o orb, ele vai pelo caminho MAIS DIFICIL e morre no meio. Resultado: você tem que seguí-lo e proteger sua cabeça o máximo possível para quando ele morrer, finalmente você pegar o orb e atacar o node.

Os bots do seu time deveriam te ajudar e não te atrapalhar, porra!

I'm here you son of a bitch!

Essa é outra reclamação que eu tenho de fazer: a inteligência dos bots.

No Unreal Tournament Classic os bots eram EXEMPLO para jogos. Eram simplesmente os bots mais FODAS existentes, pois eles não eram burros e nem apelões. Quer dizer: eles eram relativamente burros, mas nos menores níveis.

Já no UT 3, não faz a diferença o nível que você escolher: eles serão burros do mesmo jeito e complicarão mais do que ajudarão pra você.

Eu considero o ditado de "em time que ganha, não se mexe" muito real. Isso vale para absolutamente tudo!

Se tem bots bons, porque substituí-los por bots burros e estúpidos??

Se já tem a fórmula do sucesso, porque substituí-la pela fórmula do fracasso?

Isso é BURRICE ANÊMICA ou o quê?

Pelo visto aquele limão não tava bom, né?

Deixando um pouco a burrice dos bots, vamos a trilha sonora.

O UT Classic tem a melhor trilha sonora existente. Não existem músicas ruins, apenas medianas e elas serviam muito bem para as fases. Techno de primeira!

Os UTs 2003 e 2004 mudaram essa trilha e se eu não me engano, não tem nenhuma música em comum com o UT Classic.

Não que elas sejam ruins, mas dava pra preservar algo aí né?

Então o que a Atari fez no UT 3? Fez um remix das músicas do UT Classic.

Cara, quase tive um orgasmo ao ouvir umas músicas do UT3! ERAM VERSÕES NOVAS DAS MÚSICAS QUE EU ADORAVA!

MUITO OBRIGADO, ATARI! EU AMO VOCÊS NO FUNDO DO MEU CORAÇÃO!!!

IGOR S2 ATARI

...

...

...

...²+²

OK, após essa declaração altamente nerd, vamos continuar:

Além dos 6 (seis?) modos de jogo disponíveis, você ainda tem o modo campaign.

O modo campaign consiste em uma historiazinha contada e você tem que seguí-la.

Eu achava a história do UT Classic bem fraquinha, mas eles conseguiram piorá-la no UT3.

Em primeira mão, o nome do jogo é Unreal TOURNAMENT, ou seja: ele se refere a um torneio. Não importa que merda de torneio é esse, é um torneio.

Era tão fácil quando o único objetivo era vencê-lo

No UT3 a história se refere a uma guerra entre sei lá quem e que você faz parte de uma das "facções".

Justamente por ter uma história eles tiveram que dar umas explicações, como que o único motivo para as pessoas voltarem a vida é porque cada time tem "respawners".

...

OK, vamos tentar ser lógicos aqui: se cada time tem seus respawners, não é mais fácil destruí-los e meter bala?

Pra Atari não. Pra eles é muito mais fácil tomar nodes e atacá-los ou capturar bandeira feito amiguinhos de infância para desativar os respawners.

Sim, DESATIVAR e não DESTRUIR. O que transforma em uma guerra infinita.

A burrice dos bots foi para os criadores também? Puta merda!

UT NÃO PRECISA DE HISTÓRIA! O que ele precisa é de um torneio sem nenhum objetivo e que você tem que destruir o campeão para tomar o seu lugar.

Só isso! Nada mais! Não compliquem!

Provavelmente os 2 desenhos que mais tiveram repercussão no UT Classic

Mas bem... não há nada mais que eu possa falar sobre o UT3 que eu não tenha dito.

Na verdade até tem: o UT 3 tem versões além do PC para o PS3 e Xbox 360 (a foto principal).

As diferenças não são muitas. O UT 3 do PC e o do PS3 são completamente possíveis de serem modificados. Novos mapas, skins, modos de jogo e por aí vai. A versão PS3 saiu 1 mês depois da versão PC.

Já a Xbox 360 provavelmente só saiu porque a Atari percebeu que não ia lucrar muito com o PS3. Foi quase 1 ano depois.

Por que não ia lucrar? Pense bem... você pode achar que os jogos de PS3 vendem mais que os do Xbox 360... talvez no Brasil.

Aqui os jogos de PS3 tem aproximadamente 25% de vendas a menos que os do Xbox 360.

A versão X360 tem suas vantagens e desvantagens. A principal desvantagem é não ser possível de modificar. Nada de mods, skins, mapas...

Mas trouxe algumas vantagens, como 5 mapas novos e o Split Screen.

Eu sei que a qualidade tá horrível, mas no google não achei nada que prestasse.

SPLIT SCREEN!

E tem mais: não é apenas Split Screen, é Split Screen com modo cooperativo!

Ou seja: dá pra engolir a história muito ruim jogando com um amigo. Isso eu garanto. Nada melhor do que falar para seu amigo o que ele deve fazer ao vivo!

Eu amo qualquer jogo com suporte a split screen. Sei lá... deixa o jogo putamente divertido.

E isso foi um bom peso pra nota final.




Não posso avaliar a versão PS3 porque nunca joguei e não tenho um.

E não pretendo ter.

Mas... você quer minha opinião? O jogo vale a pena sim.

Há coisas que eu não comentei para não deixar o texto muito gigante, como a jogabilidade, armas disponíveis e tal.

No UT3 há a volta da Sniper e quem jogou o UT Classic não irá sentir falta de nenhuma arma. De certo que a Ripper não está aqui, mas convenhamos que a ripper era meio ruinzinha mesmo.

E eles fizeram questão de deixar a velocidade bem próxima da do UT original. Um ótimo começo.

Ihh, to encrecado. Olha a cara dele.

Mas eu ainda espero ansiosamente o remake do UT Classic.

Ansiosamente mesmo!

Faça isso por mim e pelos fãs do UT99, Atari!

PLEASE!

Procure no google se quiser essa imagem em tamanho maior. Dá um bom papel de parede.

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Aqui venço mais um leão e termino esse review.

O blog ainda está firme e forte, mesmo eu tendo que digitar enormes textos diariamente :D

E para o próximo post, falarei sobre algo mais atual: o videogame brasileiro Zeebo. Expectativas, jogos que espero e tal.

Zeebo. Será que você tem futuro?

Além sobre um console que eu espero nas próximas gerações.

Bem, então... até lá!

o/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Análise: Patapon (2007)


Eu comento com muitos conhecidos que a criatividade anda bem escassa ultimamente (só ver no meu primeiro post desse blog).

É remake disso, sequencia daquilo, multiplataforma daquilo outro.

Será que as boas idéias acabaram? Entraremos numa idade das trevas dos videogames?

Devo dizer que, pelo menos por enquanto, felizmente NÃO!

Apesar das sequencias anuais de várias séries e remakes em portáteis, jogos BEM criativos são lançados. A maioria deles você pode ver em videogames portáteis.

Antigamente o Game Boy servia apenas para você jogar Mário ou qualquer outro tipo de jogo em qualquer lugar. Daí os desenvolvedores descobriram que enquanto os portáteis ficassem mais potentes, remakes se tornaram uma boa idéia.

Eu tinha um! Só não tinha dinheiro para as baterias

É exatamente isso: espera um remake de algo antigo? Tenha quase certeza que ele sairá em algum portátil do mercado. São os melhores "alvos".

Infelizmente remake não é significado de criatividade. Valia mesmo a pena comprar um portátil para jogar remakes e versões pioradas dos jogos que você ama? Não sei quanto a você, mas para mim, não.

Mas, hooray! Eles pensaram de novo e descobriram que portáteis são os melhores alvos para idéias malucas! Idéias malucas não são nada mais que o namorado polígamo da criatividade.

Com isso tivemos vários lançamentos de jogos putamente criativos.

Como só tenho o PSP da geração portátil, só posso citar jogos dele: Exit 1 e 2, N+, Everyday Shooter, flOw, Locoroco 1 e 2, Echochrome... Patapon!

Se colocasse todos os jogos aqui, ficaria uma imagem gigantesca

PATAPON!

De vista, Patapon parece o que WA era para quem só via screenshots: um jogo infantil e "engraçadinho". Foi lançado em 2007 no japão, logo na terra que todos adoravam jogos "infantis" e "engraçadinhos".

Resultado: sucesso absoluto! Provavelmente por essa característica.

Que linduxu!

Mas Patapon era apenas isso?

NÃO!

Quem nunca jogou e apenas viu imagens, acha logo que Patapon não passa de um game qualquer criado para criancinhas de 5 anos que a função é passar de um lado do cenário para o outro.

Apesar de ser recomendado para crianças acima de 3 anos (menores que isso comem o UMD), Patapon é um jogo mais complexo que isso.

Vamos logo começar que já to enrolando aqui:

A lenda dos guerreiros olhos gigantes

A história é básica e não tem muito de especial: conta a história de seres chamados Patapons que são guiados por algum tipo de Deus e por isso vencem todas as guerras, independente da força do adversário.

Por algum motivo, o tal Deus parou de guiá-los e como resultado eles ficaram mais perdidos que cegos em tiroteio. Não sabendo nem como voltar para "casa".

Sua função no jogo é se tornar o tal Deus e guiá-los.

"Que coisa besta" - você diz.

Após você assinar o contrato de responsabilidade sobre os Patapons (sim, você ainda assina um contrato), você tem que começar seu trabalho.

O início do jogo pede para você apertar "Pon" seguidamente.

Pon Pon Pon Pon Pon Pon Pon...

Pon? WTF?

Pon é nada mais que o círculo, bola, bolinha, 'O' e outras nomenclaturas utilizadas pelos gamers que a Sony achou que seria uma forma criativa de decorar os botões.

Aí você aperta e percebe que começa a tocar uma música. Só que nada acontece. Por algum motivo você tá fazendo isso errado.

"Mas que porra! Não era só apertar?"

Depois de quase cinco minutos com a tela preta e sem sair do lugar, você que é brasileiro e não desiste nunca, resolve diminuir a velocidade das apertadas e percebe que o jogo tá andando, mas não como deveria.

Depois de MUITO, mas MUITO esforço você descobre que tem que apertar os botões num certo intervalo de tempo e se não acertar tal intervalo, you have failed.

Após conseguir "ritmar" os botões, um Patapon começa a falar: "Que som é esse? Eu ouvi algo? Será nosso Deus?"

Ele tá falando comigo?

Nãããoooo. Imagina. Eu estou me matando de apertar os botões por quase 10 minutos apenas porque sou um retardado que gosta de apertar botões.

...

Depois do cíclope demente finalmente reconhecer que você é o Deus dele, ele te dá algo parecido com um tambor. Agora você tem que apertar o "Pata" que indiretamente o jogo mostra que é o quadrado.

"PUTAQUEPARIU! Demorei 10 minutos para conseguir acertar o ritmo dessa bigonha e agora tenho que apertar um botão novo?"

Bom, não é tão dificil dessa vez. Ele ensina a combinação Pata Pata Pata Pon e até fala com aquela voz fina: "Pata Pata Pata Pon!". Você não demora mais que alguns segundos para acertar.

LET'S GO!

Aí você faz 1 vez, 2, 3... o jogo pede pra continuar.

"Meu Deouls. Até quando terei que fazer isso?"

Finalmente o jogo fala que você acertou e você todo feliz para de apertar e fica com aquele sorriso de "consegui!".

Só que o Patapon para de falar e o jogo continua.

"AINDA NÃO ACABOU?"

Não acabou. Lá vamos nós.

Depois de 15 segundos do seu raciocínio genial (e, é claro, da gigantesca mensagem que fala o que você deve fazer), você descobre que é para continuar apertando e que o "Pata Pata Pata Pon" serve pro Patapon se mover um pouco.

After (para não repetir "depois") quase meia hora de "preparação", você finalmente pega a manha. Seu Patapon começa andar quase em velocidade de um jogo normal de plataforma e você vai encontrando outros Patapons perdidos.

Até que então os Patapons pedem para você ser mais rápido e a tela volta um pouco. Daí aparece um dragão te perseguindo.

MEO DEOULS! UM DRAGÃO!

UMA PORRA DE UM DRAGÃO!

Desculpem, mas esse eu tive que tirar do blog do grande Amer.

O desespero toma conta de você e automaticamente ritmos novos são criados, como Pata Pata Pon Pata, Pon Pata Pata Pata, Pata Pata Pon Pon e etc. Pena que esses ritmos não adiantam em porra nenhuma.

Após você se acalmar, algo que demora em torno de 2 minutos, você volta a acertar o ritmo e percebe que A PORRA DO DRAGÃO é lento demais e você precisa ser muito imbecil para morrer para ele (até porque ele não tira absolutamente nada de sua vida). E o melhor: não precisa matá-lo. Apenas fugir.

Já no fim do caminho você encontra uns Patapons vermelhos.

Precisamos matar a porra do dragão! Me ajudem, porra!

"Ótimo! Agora dá para matar a porra do dragão!"

Mas aí você descobre que eles são seus INIMIGOS! E que se chamam Zigotons!

Ótimo. Já não basta uma porra de um dragão vindo por trás (lá ele!) e ainda mais estúpidos atrapalhando o caminho.

De alguma forma, por alguma força desconhecida (ou da porra de um dragão), os zigotons tentam te atacar, mas recuam logo e finalmente você vê algo parecido com o que marcava o checkpoint em Sonic.

"É o fim? Diga que é! Por favor!"

Sim! É o fim! Os patapons comemoram e aparecem fogos no céu.

É ano novo e não to sabendo?

E que coisa sem sentido... mas... FODA-SE! Você conseguiu! You won! Corra para a galera!

Ao vencer você chega na tribo dos outros patapons, que tem um dos cíclopes dementes que fala tudo o que você tem que fazer. Você consegue diferenciá-lo pelo rídiculo vestimento.

Você descobre que esse cíclope demente é fêmea e que o nome dela é Meden. Pelo que parece é uma princesa.

E ela fala que "Nós agradecemos pelo o que você fez, mas VÁ CAÇAR! SENÃO NÓS MORREREMOS DE FOME!".

Tudo bem que ela botou um "please", mas porque EU que tenho que caçar??

Só me faltava essa. Uma princesa mandando em um DEUS para ele caçar!

Mas ou você obedece a princesa megalomaníaca ou o jogo não continua e lá vai você caçar.

Quando a fase de caça começa, ele ensina outro ritmo, que é o Pon Pon Pata Pon. Esse serve para atacar. Não é mais tão dificil aprender ritmos, então o jogo de chato e desesperador, torna-se divertido.

Hora de atacar! Destruam o muro especial construído para aprender o ritmo!

Depois de caçar e alimentar a puta da Meden, você é MANDADO por ela a atacar os zigotons, que tomaram o território dos patapons.

Sim, não tente discutir. Apenas vá.

Aí começa a ação de verdade! Assim como na fase de caça, você tem que ficar variando os ritmos entre andar e atacar. Depois de quebrar o primeiro muro, aparece um novo patapon.

Você ataca ele como se fosse um zigoton, mesmo ele sendo branco. Não demora a descobrir que ele é seu amigo e que vai ajudar na jornada! E como ajuda.

Daí em diante você tem disponível a criação de Tatepons que são Patapons que atacam com armas diretas (espadas, machados, essas coisas).

Chovendo no deserto? Falo mais abaixo!

Apesar de que eu poderia contar o jogo todo nesse ritmo, isso é uma análise e não um detonado. Contei o ínicio apenas para que você tivesse uma noção do jogo.

Patapon conta com mais ritmos além de Pata Pata Pata Pon e Pon Pon Pata Pon. Você tem a opção de se defender, recuar e etc.

O jogo também é bem variado na questão de itens e você logo descobre que Patapons não precisam ser necessariamente brancos. Os coloridos são mais fortes, mas também são mais caros. Além dos próprios guerreiros: você tem os de lança, flecha, ogros, cavaleiros e por aí vai.

E olha que eu não habilitei tudo nesse save.

Eu comentei no início dessa análise que jogos criativos estão em falta e que Patapon era um deles. Muita gente ainda classifica Patapon como um jogo de criança, o que na minha opinião é totalmente errôneo.

Patapon não pode ser jogado por uma criança de 3 anos, nem 5, nem 7... provavelmente só 8 para cima e olhe lá. Crianças dessas idades citadas precisam de coordenação e não será o Patapon que ensinará isso para elas. Provavelmente ficarão apertando botões feito malucas e indo a lugar nenhum.

Sem contar que no Patapon mostra uma leve violência. Sem sangue, nem perto de ser exagerada, mas mostra. Não sou um bitolado que acha que esse tipo de violência fará a criança matar seus pais, mas esse jogo não é tão infantil como parece.

É criativo pelo seguinte fato: não é um jogo de plataforma simples. É um jogo de plataforma misturado com musical!

Eu NUNCA gostei de jogos musicais. Nunca me atraíram para nada. Eu curto muito música, mas para mim música "jogada" não serve.

Aquilo é uma lesma gigante?

Sim, sou um herege que não suporta Guitar Hero, DJ Max, Dance Dance Revolution, Beats, entre outros...

Porém, mesmo assim eu arrisquei a jogar o Patapon e me apaixonei pelo jogo. A criatividade gráfica artística e na jogabilidade é simplesmente fenomenal!

O jogo ainda faz uma boa junção em jogabilidade e dificuldade. Apesar de parecer fácil, não é! Você demora para conseguir o Fever (entenda o Fever como se fosse um "turbo" dos patapons) e as fases não são tão fáceis. Você tem que montar um bom exército em várias ocasiões.

Há uma coisa legal no jogo: milagres. Sabe milagre da chuva, do vento, essas coisas? O Patapon tem isso. Além de aumentar a diversidade, torna o jogo mais complexo e você pode usar isso contra seus inimigos!

É ou não é, algo novo? Achava que ia ficar pulando e esmagando inimigos com olhos gigantes?

Esta imagem não tem nada a ver com o que disse há pouco. É meramente ilustrativa.

Até mesmo a história que parece básica é melhorada ao avançar do jogo. O final é simplesmente emocionante.

Dá até vontade de zerar de novo!

Mas irei me controlar antes que gaste mais 15 horas de minha vida e abandone o blog por uns 2 dias :B

E um jogo musical precisa ter uma boa trilha sonora e Patapon não deixa para menos.

Quando os Patapons precisam de sua ajuda toca uma música do estilo daquelas ancestrais e as músicas em si são muito legais! Tudo bem que uma ou outra até atrapalham, mas não são repetitivas e nem chatas. Chegar no Fever é quase como atingir o ponto g.

Ponto G?

Tá, exagerei. É quase como... como... jogar Patapon!

HÁ!

Não tem melhor comparação.

MEO DEOULS! A PORRA DO DRAGÃO DE NOVO!

Concluindo:

Tem um PSP e nunca jogou Patapon, seja por puro desconhecimento ou seja por achar infantil? Não se recuse a jogar. Ao menos TENTE!

Patapon não serve apenas para você jogar com olhos engraçadinhos. É simplesmente um jogo estilo old gamer no meio de milhares de lançamentos que não apostam mais do que em gráficos.

Talvez essa seja a maior vantagem dele: ser um jogo novo e ao mesmo tempo ser comparado a genialidade de vários antigos.



Pata Pata Pata Pon
Pata Pata Pata Pon
Pata Pata Pata Pon
Pata Pata Pata Pon
Pon Pon Pata Pon
Pon Pon Pata Pon
Pon Pon Pata Pon
Pon Pon Pata Pon
Chaka Chaka Pata Pon
Pon Pon Pata Pon
FEEEEEEEEEEEEEEEVEEEEEEEEEEEEEEEERR!!
Don DonDon DonDon!

Se fosse maior dava pra usar de papel de parede.

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E aqui termino a análise desse novo clássico!

Espero que tenha gostado e se não gosta de Patapon, Pon Pon Pata Pon para você!

Brincadeira! hehe

O próximo jogo que irei analisar será mais um de PSP, o PlayChapas.

Hum? Tampinhas?

Tenho traumas desse jogo. Principalmente porque a análise que tentei em vídeo foi dele.

Mas essa sai!

Até breve.

o/