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terça-feira, 26 de maio de 2009

Análise: Unreal Tournament (1999-2000)


OK, 2 meses sem atualização. Desapareci sem simplesmente avisar.

O motivo? Fallout 3, Call of Duty 4 e 5 online, Worms Armageddon (eterno) online e alguns problemas individuais, mas que digamos que já foram resolvidos (ou em grande parte).

E MEU ANIVERSÁRIO FOI DIA 9 DESSE MÊS. PARABÉNS ATRASADO PRA MIM, EEEEEEE!

**Silêncio constrangedor (ou ensurdecedor, como costumam dizer)**

Mas eu disse que NÃO IREI ABANDONAR ISSO AQUI e quando eu disse está falado!

Divirta-se com mais um review:

-----------------------------------------------------------

Ah, 2002. Época saudosista que eu vivia no escritório de papai jogando clássicos como Doom, Qua...

Wait a minute... eu já contei essa história fora de hora.

Então, sorry. Mas nenhuma história para esse post.

Em troca colocarei um gif que irá lhe entreter por alguns minutos:


Enfim, 2002 provavelmente ficará como recordação de contar para os meus netos que conheci o melhor jogo da história. Queria contar que conheci UM DOS melhores jogos da história, mas do jeito que o mercado de games anda, provavelmente será mesmo O MELHOR da história.

Unreal Tournament para quem não sabe, nasceu de uma idéia da Epic Games (eu gosto de falar da Atari, mas parece que a Atari, ou antiga Infogrames - sim, com 'r' mesmo. Comentei isso em post passado e depois de muitos estudos ainda não entendi o porquê do 'r' - só distribuiu mesmo o jogo. A Epic foi realmente épica - essa foi boa, não foi? [/ironic]) que planejava lançar um patch para o seu famoso "Unreal" (hoje chamado de Unreal 1).

Entre os objetivos do patch estavam:

-Melhorar o multiplayer, considerando velocidade de tiro e de movimento, lags, bugs em geral.
-Aumentar o número de mapas disponíveis.
-Aumentar o número de skins disponíveis.
-Aumentar qualquer coisa que estava em falta ou era ruim disponíveis.

Ah se em UT tivesse faca... tem hammer, mas não é tanto humiliation :/

No fim das contas o patch ficou pronto. Ele só tinha um pequeno problema: era grande demais. Era como você baixar um patch para Fallout 3 (que tem 5.3 GB de tamanho) que teria mais de 1.5 GB.

Devido não só ao tamanho absurdo em relação ao jogo que ficou (que é bom lembrar que tal patch foi feito em 99, logo, banda larga, apesar de existir, não passava de super velocidades de 128-256K e só os mais favorecidos economicamente tinham e isso em países de primeiro mundo) como também pela absurda mudança no jogo. Eles mudaram tanto, mas tanto que o jogo deixou de ser Unreal.

MEO DEOLS! ESTOU CONTROLANDO A REDEEMER! VEJAM COMO SOU FODHA!

A conversa a seguir é completamente não baseada em fatos reais e preenchida de um "abaianamento" (sou baiano, meu rei):

John - Rapaz. Completamos a porra do patch! Agora é só lançar.
Clyde - Tá louco, Jô? O patch deve ter uns 200 MB. Pedir pra um ser com 56K baixar 200 MB é o mesmo que pedir pra Linda chupar meu pau na frente de todo mundo.

PS: Provavelmente Linda é uma mulher que trabalha com John e Clyde, que é provavelmente LINDA e gostosa e que acha Clyde um indíviduo tão útil quanto por a camisinha depois do sexo.

John - Faz sentido, Cly.
Clyde - Cly minha pica! Pare de me chamar por esse apelido feio pra desgraça!
John (ignorando totalmente o piti de Clyde) - Isso será um fracasso. O patch está ótimo, mas ninguém vai baixar achando que exageramos no tamanho.
Clyde - Foi o que eu disse.
John - O que você sugere?
Clyde - Bom, você é o cabeça dessa porra. Você quem deveria dar idéia.
John - Dar uma porra. Quem dá algo aqui é você. Sim, eu deveria pensar em algo, mas não consegui.
Mike - Ei, nigrinhas, qual é a resenha?
Clyde - Completamos o patch do Unreal hoje, mas ficou grande demais.
Mike - OK... então por que não lançam um novo jogo?

**Silêncio brutal por 10 segundos**

John - Como é que é?
Mike - Eu disse: lançam um novo jogo. Vejam só: perdemos horas e mais horas fazendo o maldito patch e este acabou ficando grande demais. Temos que lançar ele de alguma forma, então por que não lançar um novo jogo, colocar um nome sem grandes alterações, mas que dá pra reconhecer que é Unreal e encher o cu dos nossos chefes de dolares?
Clyde - Você quer dizer... lançar Unreal 2?
Mike - Se vai ser o 2 fica a cargo de vocês. Eu acho que deveria ser um jogo totalmente diferente, mas que dê pra reconhecer que seja baseado no velho Unreal.
John - ...mas que idéia...
Clyde - ...RÍDICULA!
Mike - ...
Clyde - VOCÊ É BURRO PRA CARALHO, MIKE! HAHAHAHA. VOCÊ ACHA MESMO QUE É SÓ CRIAR UM NOVO JOGO QUE NÃO MUDE PORRA NENHUMA E TODO MUNDO VAI COMPRAR COMO PIRIGUETES COMPRAM INGRESSO DE SHOW DE PAGODE? SE MATE, NAMORAL!
John - Sinceramente, Mike... você é filho de Peter (boss) ou algo assim? Você sempre tem idéias fudidas pra desgraça aqui. Nem sei como você dirige. Provavelmente pagou a Detran para passar no teste.

PS2: Sim, não há Detran nos states, é outra organização, mas serve pra você entender.

Mike - ...²
Mike - OK, não tá mais aqui quem falou.

**Mike sai de fininho**

1 MÊS DEPOIS - Lançado Unreal Tournament

Mike - Ei, caras.
John e Clyde - Fala, jumento.
Mike - Vem cá, esse Unreal Tournament que foi lançado foi feito com nosso patch, né?
John - É.
Mike - E tá fazendo o maior sucesso.
Clyde - É.
Mike - Tiveram uma idéia parecida com a minha, né?
John - Bom... se "parecida" para você significa "nada a ver", sim.
Mike - Porra, como assim "nada a ver"? Tá praticamente igu...
Clyde - Mike, entenda de uma vez: pessoas como você são tão burras que dizem que maracujá é laranja. Nossa idéia NÃO TEVE nada a ver com a sua GRANDE e ESPLÊNDIDA idéia. Aqui tem um dicionário (dá o dicionário pra Mike) caso você queira saber o que significa "esplêndida". Na dúvida você pode ver o que significa "grande" também.
John - Sim, procure o significado de "ironia" também, porque foi dessa forma que Clyde falou.
Mike - ...
Mike - Vão se fuder seus filodaputas, namoral.
John - Pegou ar.
Clyde - É esse o argumento de pessoas desprovidas de inteligência: xingamentos.
Mike - QUÊ? VOCÊS COPIAM A PORRA DA MINHA ID...
John - Viu só como você distorce as coisas? Primeiro nossa idéia foi parecida, depois se tornou praticamente igual. Agora já se tornou cópia.
Mike - SEMPRE FOI UMA CÓPIA, VOCÊS QUE ESTÃO SENDO CARAS DE PAU E DIZENDO QUE NÃO COPIARAM A DESGRAÇA DA MINHA IDÉIA!
Clyde - Pelo visto você além de burro é esquizofrênico. Pare de viver na porra do seu matrix e caia na real: you suck.
Mike - Vão tomar nos seus respectivos cus, grato.
John - Yeah, whatever.

O resto da conversa vocês podem imaginar e provavelmente não conseguirei enrolar vocês alongando o post dessa forma por muito tempo.

Campers. Odeio campers. Matem todos eles... e de hammer.

Sendo idéia do asno do Mike ou cópia dos descarados John e Clyde, nunca a Epic foi tão feliz fazendo algo.

Unreal Tournament foi lançado no final de 1999, junto com Quake 3. Era possível ver em revistas da época análises sobre os dois jogos em uma edição só. Unreal 1 foi uma novidade, mas Quake 2 acabou sendo superior economicamente falando. E UT?

Não havia grandes filas para comprar UT. Quem nunca tinha jogado nenhum dos jogos investiu de início em Quake 3, afinal... era Quake, oras bolas.

O sucesso de UT começou nas revistas gamers: de início os fãs bitolados de Quake (me refiro aos bitolados e não a todos. Se a carapuça serviu, lamento) diziam que UT não era nada mais que "overrated" (traduzindo pra português ficaria algo como "avaliado com pouca crítica" ou "nota alta demais"). Porém quando até as revistas mais críticas davam notas como A+, 5/5, 96/100 provavelmente pensaram: "alguma coisa de especial esse jogo tem".

Então de início Unreal Tournament era como uma segunda compra (depois de Quake 3) não demorou a se tornar uma compra obrigatória (junto com o Q3) e logo se tornou preferencial.

-PEGA ELE, PORRA! ELE TÁ FUGINDO COM A NOSSA BANDEIRA!
-NÃO SE PREOCUPEM! UTILIZAREI BIO RIFLE, A MELHOR ARMA DO JOGO, PARA MATÁ-LO!


A primeira vantagem que Unreal Tournament tinha em relação ao rival da iD era a leveza: enquanto Quake 3 obrigava placas de vídeo com suporte a OpenGL (que na época eram caríssimas. Acredite se quiser), UT pedia um mínimo de 1 Mb de vídeo, o que qualquer um que comprasse um PC de 2 anos atrás teria. Acha que não é nada demais? OK, cite um jogo "pop" atual que roda facilmente em um PC do início de 2007 com uma GeForce FX5200. Foi exatamente isso que a Epic fez: jogo em que você não precisasse gastar fortunas para poder apreciá-lo.

A segunda vantagem era a engine gráfica: claro que em um PC de 1997 UT nunca rodaria melhor que Quake, mas em um PC de 1997 Q3 dificilmente rodaria (a não ser que o PC tivesse um upgrade). Porém em um PC de 1999, você poderia apreciar com louvor a beleza de UT que, a depender das configurações gráficas, ficava superior ao Q3.

A terceira vantagem era o single player. Apesar de UT e Q3 terem o mesmo estilo de Single Player (várias partidas com bots), os bots de UT eram fodásticamente mais inteligentes. Muitos costumam dizer (me incluindo) que tais bots são os melhores criados até hoje no quesito AI (ou IA, como preferir). Se você joga no Novice, os bots serão burros, te dando muitas chances, mas a cada aumentada de nível (são 8 níveis de dificuldade pra escolher. Nunca vi um jogo com tanta variação, nem mesmo a edição CD de Corridor 7) a situação complica mais e você provavelmente será muito humilhado com os bots rindo da sua cara por um bom tempo até acostumar com a dificuldade.

Sim, eles realmente riem da sua cara com mensagens aleatórias gravadas como: "Die, bitch!" e "You suck!".

FFFFFFFFFUUUUUUUUUUUUUUUUUUU-

A trilha sonora é incomparável. Se Unreal 1 tinha uma trilha mais... digamos, "medieval", UT mudou isso drásticamente colocando músicas no melhor estilo techno e trance. É simplesmente incrível como cada fase tem uma música diferente e tal música combina perfeitamente. A repetição de músicas existe, mas é variado o bastante para você não sentir. Os efeitos sonoros? Tremendamente bem feitos.

Já o multiplayer... sim, o multiplayer. UT foi criado pensando no multiplayer e este não podia ser simplesmente deixado para lá. Posso definí-lo em 3 palavras repetidas e exclamativas:

FODA! FODA! FODA!

Você achou que o Monster Kill embutido descaradamente no CS veio de onde?

Até hoje UT tem um dos melhores multiplayers existentes independente do jogo, ano e gênero. Não importa se você está no Brasil e joga com alguém do Japão. Sim, o lag irá existir, mas ele não ficará variando incessantemente e nem perderá dados (a não ser que a conexão do criador, seja do japonês ou do brasileiro, esteja ruim ou SEJA ruim). O costume acaba vindo muito mais rápido com essa imensa vantagem.

Não é o suficiente? Bem, existe um mod chamado ZeroPing que faz a sniper, enforcer e shock atirarem no mesmo momento independente de lag. O jogo irá reconhecer depois o tiro, mas será reconhecido exatamente onde você atirou. É uma mãozona na roda para jogar em servers de qualquer lugar do mundo. Isso foi adotado apenas recentemente em multiplayers como no Call of Duty (pelo que eu saiba. Capaz de ter mais tempo, mas PRÉ-UT eu nunca tinha visto).

Aliás, mods é uma das coisas que mais prolongaram a vida de UT que em dezembro fará uma década de vida. Existem mods de tudo quanto é coisa. Provavelmente o mais famoso deles seja o Tactical Ops. Caso você não conheça, Tactical Ops é pro UT o que Counter Strike é pra Half-life.

Quem não vive perigosamente não sabe o que significa viver.

Existem mods de tudo quanto é tipo: mudam a ordem das armas, mudam o estilo de jogo, mudam a gravidade, mudam a força das armas, mudam o fire rate... qualquer coisa que você imaginar é possível de achar com uma breve procura no google.

Caso tal coisa impressionantemente não exista, você pode modificar utilizando o Unreal Script. Sim, requer aprender uma nova linguagem e requer conhecimento de programação, mas com dedicação (coisa que não tenho. Os 2 meses sem posts provaram isso) dá para fazer qualquer coisa, mas QUALQUER COISA mesmo.

Quer mais? UT tem um criador de fases! O Unreal Editor!

CRIADOR DE MAPAS! ROFL

Quer mais ainda? É um editor fácil de mexer!

Quer mais ainda??? Você acha tutoriais em diversas línguas (incluindo português) espalhados pela net facilmente.

Mas mesmo sem fazer nenhuma modificação nem saber criar mapas, o UT conta com 6 modos de jogo diferentes, quase meia centena (ou mais) de mapas, 10 armas diferentes e vários mods já embutidos (que inclui baixa gravidade, arena de uma só arma e etc).

É fantástico a variação de coisas disponíveis em UT!

Eu poderia ficar falando sobre o clássico UT pelo resto da minha vida. Continuarei impressionado como UT é tão bom mesmo com o passar dos anos.

Um FPS sofre com o tempo, mas Unreal Tournament está aguentando muito bem. Até quando?

Bom, se depender do mercado atual de games...

FOREVER!

Boom!

Avaliação técnica das categorias:

Gráficos:
Excepcionais para sua época e a engine era fantástica. Era possível de jogar Unreal Tournament com bons gráficos tendo apenas um computador razoável.
Avaliação: 9,5

Artístico:
Futurístico e armamento surreal, mas não chega a ser artístico
Avaliação: NA (Não aplicável)

Diversão:
Provavelmente um dos jogos mais divertidos de todos os tempos. Som, multiplayer e jogabilidade ajudaram bastante.
Avaliação: 10

Replay:
Excelente multiplayer, várias fases a sua escolha, CRIADOR DE MAPAS (!), bots configuráveis e a fácil criação de mod tornaram Unreal Tournament praticamente um jogo eterno para quem sabe o quê e onde procurar por add-ons.
Avaliação: 10

Jogabilidade:
Fácil, configurável, rápida e com limitações imperceptíveis. "Perfeita" é pouco pra se dizer.
Avaliação: 10

Dificuldade:
Nas menores dificuldades os bots de UT demonstram algumas burradas, mas isto é compensado nas maiores dificuldades, que por muito tempo foram ditas como "verdadeira Inteligência Artificial".
Avaliação: 9,0

Diversidade:
Como já dito: criador de mapas, bots configuráveis e com alguma noção de programação dá para criar mods, sons, modos de jogo e até mesmo armas. Não tem como ser mais diversificado que isso.
Avaliação: 10

Som:
Trilha sonora fantástica e empolgante, efeitos sonoros de qualidade e provocações como "Die, Bitch!" e "You suck?"? Awesome!
Avaliação: 10

Multiplayer:
Uma verdadeira inovação na época. Se Quake 3 praticamente "forçava" a popularização do multiplayer, UT foi mais competente e fez isso da melhor forma: vendendo um produto melhor e multifuncional.
Avaliação: 10

Geral: "Fantástico" é pouco para classificar Unreal Tournament. Sem dúvida um dos melhores jogos da história!

Desbancar Quake é para poucos, e a Epic fez isso com estilo no "patch de Unreal".

Se não jogou, jogue hoje, amanhã, depois de amanhã... eternamente se possível! Poucos jogos merecem tanto.

Avaliação Final: 9,8 / 10 (Incrível)

Medalha de ourinho pro melhor joguinho ever!

Versão PlayStation 2

Essa é a capa americana e quanto a európeia?

Americanos, desistam de modificar capas. Vocês não prestam para isso.

Muitos talvez nem façam idéia, mas em 2000 (um pouco depois do lançamento desse VG da Sony) Unreal Tournament foi portado para PS2.

Nessa época UT já estava com sua fama feita no PC e foi bem recebido pelos donos do novo VG da Sony.

Não é tão diferente. Ponto positivo... ?

E era realmente bom?

Não prolongarei isso. Veja no "resumão" abaixo:

Avaliação técnica das categorias:

Gráficos:
Parecidos com a versão PC visualmente falando, mas uma engine completamente irreconhecível que causava lags contínuos e loadings várias vezes irritantes.
Avaliação: 7,5

Artístico:
Nesse ponto não há diferença com a versão PC.
Avaliação: NA (Não Aplicável)

Diversão:
Unreal Tournament é Unreal Tournament. Por mais inferior que a versão de PlayStation 2 tenha se saído, ainda é um jogo puta divertido. Multiplayer Split Screen com 4 jogadores é meio bagunçado, mas continua divertido do mesmo jeito.
Avaliação: 8,5

Replay:
Nada de criador de mapas, nada de bots configuráveis, nada de bonus packs, nada de multiplayer online. O fator replay da versão PS2 resume-se a 10 fases e 3 modos diferentes no modo split screen (e todas as fases em system link. Prefiro dois PCs em rede se for esse o caso).
Avaliação: 4,5

Jogabilidade:
Salva por uma mira semi-automática que nos jogos multiplayer não define habilidade. Difícil de acostumar e pouco configurável. Absolutamente nada de especial.
Avaliação: 7,0

Dificuldade:
Apesar de ter menos opções de escolha de níveis de dificuldades e bots não configuráveis, é um dos pontos que herdou bem da versão PC. Sem a mira semi-automática seria impossível de vencer nas 2 últimas dificuldades que são muito parecidas com as de mesmo nome na versão PC.
Avaliação: 8,5

Diversidade:
A diversidade de UT pra PS2 resume-se em escolher diferentes tipos de personagens e umas 2 dezenas de mapas. No número de armas, não é tão variado assim.
Avaliação: 7,0

Som:
Boa parte das músicas e provocações permaneceram. Os efeitos sonoros continuam de qualidade. Nisso não decepcionou.
Avaliação: 9,5

Multiplayer:
A falta de multiplayer online é compensada com um multiplayer split screen e um system link. Não chega a ser tão FODÁSTICA quanto a online da versão PC, mas tem suas vantagens.
Avaliação: 8,0

Nada de mais screens de oitava categoria de vídeos do youtube sem High Quality! :D

Geral: O port de PS2 de Unreal Tournament não chega a ser um desastre, mas o futuro do PS2 provou que era possível fazer algo muito melhor.

Como a versão PC é fácil de ser encontrada e jogada, a versão PS2 se torna apenas um port curioso e/ou apenas para fãs.

Avaliação Final: 7,5 / 10 (Bom)

You have failed, PS2 port.

Versão Dreamcast

Uma das piores capas ever. Não estou sendo irônico.

Tudo que sei dessa versão é que saiu em uma data bem próxima da de PlayStation 2.

Dizem que a versão DC é tão boa, mas tão boa que é quase comparada como "bom substituto" a versão PC.

Se é verdade? Quando eu comprar um Dreamcast eu lhe digo!

Inclusive planejo fazer uma campanha de me ajudarem a comprar um. É tão barato (30 dolares), mas nunca sobra dinheiro :(

I hate my life sometimes.

E não me venha com emuladores. Pode até rodar bem, mas existem quesitos (a.k.a. Jogabilidade) que só saberei jogando em um real dreamcast.

Além de que eu não tenho o jogo (não o do Dreamcast), logo baixar a rom seria ilegal.

Você está tentando me convencer a realizar um ato ilegal?

Como você consegue dormir a noite??

VICTORY IS MINE²!

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Sim, I'm back e aqui termino mais um post!

O próximo jogo que falarei é um que se tornou uma exceção em relação aos jogos mais novos: Fallout 3.

O futuro pode ser mais assustador do que é previsto.

Posso dizer de início que F3 é no mínimo histórico.

Até breve (realmente breve se Deus quiser).

o/

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Análise: Worms Armageddon (1999)


Antes de comentar sobre o jogo, tenho uma linda e emocionante história para contar:

Era 1999, maio pra ser mais exato e chego da escola a noite, cansado pra porra e não querendo ver mais nada que água e cama na minha frente.

Chego em casa e mamãe comenta para mim:

-Filho, tenho uma surpresa pra você.

BARNEY? RUN TO THE HILLS!

Bom, meu passado não conta com surpresas ruins então estava mais que emocionado. Perguntei logo o que era. E ela disse: "vá ver no seu quarto".

Antes de chegar no quarto, vejo que meu 486 continuava no quarto da empregada (é, isso mesmo. Eu tinha um 486 em 1999. Digno de choro).

Tá, eu gostava dele.

Quando então chego no meu quarto... solto um imenso:

-PUTAQUEPARIU!

Vejo lá um PC, com cara de novíssimo, monitor CRT (aqueles de bunda) de 15" e um design fascinante (para época).

Repito os "putaqueparius", e começo a soltar uns "caralhos", "meudeouls", "wow" e etc.

Eu já sabia que minha mãe pretendia comprar um novo PC, mas não sabia que ela realizaria aquilo e ainda PERTO DO MEU ANIVERSÁRIO!

Claro que meu cansaço se tornou alegria e eu liguei o bendito.

Era um Pentium 2 350 Mhz, 32 MB de RAM (!!), 8 MB de vídeo (!!) e HD de 6.4 GB (!!!)

PENTIUM DOOIIIIIIIISSSS! OH MY GOOOOOOOOOOOOODDDD!

6.4 GB!

Era parecido com esse.

Eu comentava no colégio que tinha um HD de 6.4 GB e ninguém acreditava em mim. Ainda retrucavam com: "Que mentira. Só existem HDs de até 4 GB".

"MAS É 6.4 GB, PORRA!" - dizia eu com aquela cara de: "Que porra, por que vocês não acreditam em mim? Eu não to mentindo!"

Mas voltando sobre o PC:

Mamãe tinha comprado um jogo junto, o Actua Soccer.

Eu bem que tentei, mas só achei o box de PlayStation.

Eu tava tão emocionado com o PC que nem sequer queria saber se o tal jogo era bom ou ruim. Botei lá para jogar.

E o jogo? RUIM PRA CARALHO! Tá, ok, não é tããããããão ruim assim, mas é ruim ao ponto de nem merecer um review.

E NÃO INSISTA! HUNF!

Pior que o jogo era uma completa bosta e lá estava eu, jogando todo emocionado como se fosse o melhor jogo de futebol da história.

Mas depois de uns meses trancafiados no quarto me divertindo com um jogo de bosta, eu tive outros jogos. Como Diablo 2, Age of Empires 1 e 2 e Worms Armageddon.

Viu? Cheguei ao ponto que eu queria.

Lambo, you are fucked!

Minha mãe comprou pra mim o Worms Armageddon lá pro início de 2000 (que muitos costumavam dizer que já era século 21. Que erro grotesco).

Eu nunca havia ouvido falar em Worms, não tinha a menor idéia do que era. Ela comprou mesmo porque alguns amigos meus da região comentavam que era legal. Então insisti para ela comprar.

De primeira vista o jogo não parecia mais nada que "engraçadinho" e já tive poucas esperanças nele.

Mas lá fui eu, botei o modo mais rápido de jogar o single player e iniciei.

Era EXATAMENTE isso.

Me deparo com um jogo de turnos, completamente diferente do que já tinha jogado. Não parecia tão divertido. Como minha placa de som não veio com os drivers instalados (acredite se quiser: eu jogava Actua Soccer SEM SOM AINDA!), eu nem sabia que elas ficavam falando coisinhas engraçadas.

Mas foi só começar a jogar que comecei a gostar.

O jogo era diferente do que todos que já tinha jogado. Era uma boa estratégia e convenhamos que tinha uma puta diversidade de armas comparando com outros jogos da época.

E minha emoção se tornou maior quando vi que o jogo estava em português. Jogos em português eram RARÍSSIMOS! Quem viveu essa época sabe.

Outra coisa que eu adorava no jogo era a física. Era legal atirar nas minhocas inimigas com a bazuca para ver quanto elas voavam.

ATAQUE DOS CARNEIROS FRANCESES! VÃO!

Mas essa não foi a melhor época. Afinal eu disse acima que só comprei porque meus amigos recomendaram. Não demorei a descobrir que o bendito jogava não só de 2 como até com 6 pessoas.

6 PESSOAS!

E eu conhecia mais de 6 pessoas! Resultado: reunião geral lá em casa e ainda tinha quem ficasse "de fora" esperando perdedores.

Ninguém fazia questão de esperar 20 minutos para terminar uma rodada e como era melhor de 3, com 6 times poderia levar até mesmo umas 3 horas para terminar.

Ninguém se importava de quando saísse, ficasse apenas assistindo. O máximo que reclamavam é quando havia aquelas uniões sacanas de derrotar alguém (normalmente o mais forte). E lá iam todos atirar na mesma pessoa.

Tá, era uma sacanagem imensa, mas não deixava de ser divertido.

Méééé!

Eu costumo dizer que quem não teve uma infância composta de:

-Desenhos engraçadinhos que doentes criaram fetiches e hoje você vê o estrago.
-Futebol com bola canarinho.
-Worms com 4 pessoas no mínimo para jogar.

Não teve infância.

Não teve isso? Bem, meus pêsames. Você não teve infância, apenas uma faixa "inomeável" de idade que durou quase uma década.

Mas voltando ao jogo:

Tecnicamente falando, Worms não tinha intenção nenhuma de ser apenas um jogo infantil e engraçadinho. Era bem claro que a maior das intenções do mesmo era trazer algo inovador e uma boa estratégia.

Por algum motivo o Worms 1 e a versão Director's Cut pouquíssima gente jogou e eram ótimos jogos (não tanto quanto WA, mas eram sim).

E qualquer um há de concordar que o Worms 2 só foi fazer fama depois que saiu em uma revista estilo CD Expert da vida sendo vendido por R$ 9,90 nas bancas.

Por algum motivo² o Worms Armageddon se consagrou de uma maneira tão forte em cima dos seus antepassados que até eu começar a jogar Worms 2, sabia que existia jogos antes do WA, mas achava que eles eram ruim por algum motivo, por isso não tinham feito fama.

De certo que o Worms Armageddon tinha absurdas vantagens sobre seus "prequels", mas eles não eram ruins.

Mas deixando eles de lado e focando apenas o Worms Armageddon, ele contava com:

-Suporte Single Player razoável com 5 níveis de dificuldade.
-Suporte multiplayer via internet e shared play (mesmo computador) de 2 a 6 jogadores.
-Vários modos de jogo.
-Suporte de colocar o PC jogando junto com seus amigos. Ajudava bastante quando não contava com muita gente para jogar, pena que ficou obsoleto com o passar do tempo, pois o PC era fácil demais.
-Uma estupenda trilha sonora (que, como não tinha driver da placa de som instalado, só fui ouvir anos depois).
-Efeitos sonoros fenomenais (que seguem o mesmo caso acima)!
-Gráficos bonitos. Acho que não há como discordar que eram desenhos bem feitos.

Na minha opinião, o multiplayer shared play de WA foi o que consagrou a saga. Jogos de turno em si não são tão bons, mas eles se tornam bons quando você não precisa mais do que o próprio jogo em si e sua plataforma para poder jogar com 2 ou mais pessoas.

O Worms Armageddon contava com um modo online, mas ele tinha problemas sérios:

Apenas jogos em rede. Jogos em TCP/IP só eram possíveis se você conectasse em servidores deles. Convenhamos que o WormNet sofreu problemas severos por muitos anos. Quem jogou Worms 2 online quem o diga.

Sem contar o fato que naquela época internet não era tão barata e acessível para todos.

Ou seja: qual é a função do jogo em rede se eu posso jogar no mesmo computador com amigos?

De boa que o multiplayer conta com um item a mais: a invisibilidade. Mas ela é tão inútil, que se você usasse ela, não poderia atacar, senão ficaria visível de novo.

Além do fato que se você se mover pela tela, o seu amigo (que no jogo se tornava um arqui-inimigo) poderia ver!

É, eu não estou brincando. A tela se movia junto com você e a depender da situação de como o cenário estava, seu adversário poderia te achar facilmente.

Se mesmo que não ache facilmente, ao menos era só jogar uma arma pesada, como a Granada Santa ou a dinamite para te atingir e a depender do caso, até mesmo te lançar direto para a morte.

Ou seja: as diferenças entre jogar no mesmo computador ou em rede é tão grande quanto 30 graus e calor e ainda requer um PC (ou mais) a mais!

E eu não contei o fato de que jogar em rede ainda causava um pequeno lag a cada mudança de jogador.

Será que só eu acho isso um absurdo?

Pensem o quanto quiser. Não irão me vencer.

O modo TCP/IP era legal, pois era divertido conhecer outras pessoas no globo terrestre para jogar e até mesmo para jogar com um amigo de madrugada, afinal mamãe e papai não permitiam que você ficasse gritando em plena meia noite: "TOME, PUTA! HAHAHAH!".

Acredite: naquela época era bem divertido. Ninguém ficava apenas de chamado de "noob" se errasse um tiro ou de "xiter" se acertasse de primeira.

De problemas mesmo, só a WormNet, que como eu disse acima, era uma bosta de elefante estragada. Melhorou ultimamente, mas é claro. Não tem demanda!

Enfim, voltando ao modo single:

Além do modo "destruir tudo o que puder com o máximo de minhocas possível", o jogo contava com o modo de missões, treinos e deathmatch.

O modo de missões dava uns objetivos e você tinha que ir lá pra completar. A maioria delas não era nem um pouco díficil, outras faziam você arrancar os cabelos por vários motivos: muitas minhocas pro computador, poucas armas, armas que você não tinha, mas o computador metia bala em cima de você com elas... mas não deixava de ser divertido na maioria do tempo.

O modo de treino eu considero a melhor inovação de worms. Ele ensina a você usar praticamente todas as armas. Claro que se você fosse um gamer das antigas, você não teria um padrão muito vasto, mas se você estivesse aprendendo era uma puta de uma mão na roda.

O modo deathmatch, que também era novo, servia para você dizer que era o fodão. São em média 20 níveis para você evoluir e o início é tão fácil que se você perder uma minhoca, você atira na própria cabeça (na realidade). Porém ao passar dos níveis se torna tão complicado que você tem que se esconder e atacar ao mesmo tempo. O último nível mesmo conta com 15 minhocas inimigas do maior nível do PC contra 3 suas. Parece que nos novos patches lançados, é 1 minhoca sua contra 17 do computador de nível máximo.

Sim! 1 MINHOCA SUA CONTRA 17 DO COMPUTADOR DE NÍVEL MÁXIMO!

ISSO É SUPER-MEGA-ULTRA-BASTARD-COMPLETE-SAD-HARD!

Mas até chegar lá você vai estar tão treinado que não sentirá tantos problemas, ou seja: esse modo é bem útil para você destruir seus amigos.

E eles desistirem de jogar contra você logo depois, claro.

Worms Armageddon em um netbook? OMG! OMFG!

Mas, enfim! Não há mais nada para avaliar em Worms Armageddon.

Se você por algum motivo não jogou, seja porque acha infantil demais, seja porque começou direto nas versões 3d, jogue!

Recomendo também que jogue seus antecessores e o sucessor Worms World Party. Além das 2 versões de PSP (Worms Open Warfare), que apesar de não serem tão diversificadas em armas e um pouco inferiores na jogabilidade, são em 2d. Acho que merecem seu destaque.




Infelizmente não posso avaliar as versões de Nintendo 64, DreamCast, Game Boy Color e etc, pois não joguei nessas.

Como eu quero um DreamCast...

Ah! Eu não comentei da versão PS1? Bem, de qualquer forma acho que não há muito o que comentar.

O videogame deixa bem claro suas limitações. Os gráficos são bem inferiores (quadriculados e embaçados) e o limite de minhocas e times é menor que a versão PC. O que atrapalha bastante de jogar com amigos e tira um pouco da diversão.

Esse é o WA de PS1. Lindo, não?

Em compensação é uma boa alternativa para quem quer jogar com amigos e tenha um PS1 guardado no armário.

Outro ponto forte é que fizeram algum esforço para permanecer a mesma jogabilidade e dificuldade ao menos. Isso deixou o jogo bem agradável de se jogar e pode até mesmo ser pensado em substituto em algumas ocasiões.

Há uma coisa que eu não comentei sobre a versão PC: depois do update 3.0 a Team17 perdeu o interesse de atualizar o Worms Armageddon. Isso tornou o jogo inacessível por um tempo para quem jogava no Windows XP. Em outras palavras: era necessário uma puta de uma gambiarra para rodar o jogo e ainda sem perfeição.

Então que um ser chamado DeadCode foi recrutado pela Team17. Não sei quem é o sujeito, mas provavelmente é um fã. Hooray para ele \o/

Ao passar das atualizações outro ser chamado CyberShadow entrou no meio e ajuda o tal DeadCode. Hooray para ele também \o/ \o/

O resultado não poderia ser melhor: desde então é possível mudar a língua do jogo (lembra que comentei que era em português? Só é porque ele detectava a língua do sistema), apesar de continuar detectando automaticamente.

Outros aspectos: você pode por uma resolução customizável e provavelmente não terá problemas em achar uma compatível com o seu monitor. Além de melhorar a edição de mapas, por um suporte TCP/IP (sim, finalmente!) e é claro: suporte perfeito a Windows XP (se não me engano ao vista também), a melhora na WormNet e a possibilidade de por até as armas especiais no jogo, além de várias outras vantagens.

Worms 2 e Worms World Party não tiveram esse final feliz, infelizmente. Por isso o WA tornou-se a melhor alternativa entre esses 2, ao menos para mim.

Mais um motivo para você jogar.

Tá esperando o quê?

VÁ COMPRAR ESSA PORRA!

Não vai se arrepender. Eu agarantio!

Quem nunca teve vontade?

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Aqui termino esse GIGANTESCO review. Espero que tenha gostado.

O próximo jogo é um de PSP que garanto que muitos conhecem:

PATAPON!

PATAPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOON!!!!!

PATA PATA PATA PON!

FEEEEEEEVEEEEEEEEEEEEEER!!

Até breve!

o/

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Imagens retiradas de:

Não tem um site específico. Todas foram tiradas da pesquisa do google imagens. Desculpe se não listei 1 por 1.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Jogos que merecem um remake - Parte 1

Primeiramente, este é o primeiro post desse blog.

Pretendo falar sobre games em geral. Seja reviews, previews ou apenas simples comentários.

Além de top 10 disso, top 15 daquilo... essas coisas.

Não sou nenhum comediante. Toda pitada de humor que você observar nos meus blogs foram feitas com as maiores naturalidades. Tentarei de todas as formas não forçar em nada para não tornar a sua leitura massante, nem o blog desinteressante.

Os posts também podem conter palavrões, mas nunca excessivamente ou de maneira grotesca.

Acho que é isso!

Então, seja bem vindo e lá vamos nós!

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A indústria dos games (não só ela, como tudo em geral) está bem fraca hoje em dia no termo "criatividade", então sem dúvida esse é o melhor momento para investirem em remakes.

Para quem não sabe (alguém não sabe?), remake é nada mais que uma recriação de algo que na teoria deveria ser melhorada em todos os aspectos ruins e preservados os bons. Normalmente o remake é feito com uma ou mais das três seguintes intenções: ganhar dinheiro (claro) e/ou divulgar alguma série desconhecida se baseando no melhor jogo dela e/ou levar os "old fans" ao delírio com aquele jogo extremamente FODA lançado 500 anos antes.

Costumo dizer que não existe mais nenhum jogo ultra-fuckin-hardcore-awesome lançado atualmente. Os que são criativos e tem ótimos roteiros acabam sempre pecando em algo como jogabilidade ruim/lenta, gráficos estranhos, diversão nula e outros milhões de aspectos que arrombam o jogo e fazem ou você zerar como se sua vida dependesse daquilo e nunca mais se aproximar do jogo, ou abandonar nos 10 primeiros minutos de gameplay.

Então, que tal investir em jogos geniais de antigamente?

Nessa parte 1 falarei de 3 jogos que aposto que com certeza você já deve ter jogado ou ao menos ouvido falar.

Aí vão:

Unreal Tournament Classic (1999 - PC / PlayStation 2 / DreamCast)


Breve resumo

Unreal Tournament, UT, UTC, UT99, UT Classic e outras 500 milhões de nomenclaturas, foi lançado nos últimos dias antes de 2000 e tinha como principal objetivo melhorar o multiplayer do antigo Unreal (que era, além de ruim, lento), ou seja: o jogo nasceu de um gigantesco patch de Unreal que virou um jogo só.

O jogo não é foda. É FODA PRA CARALHO! Sem dúvida um dos melhores que joguei não só de FPS como também no geral. As músicas são fodas, os sons são fodas, os gráficos são fodas (até mesmo pra hoje), a diversão é foda, a jogabilidade é foda, enfim... TUDO nesse jogo é FODA!

Se você não considerar esse jogo ao menos como "muito bom", você é um herege maldito que não sabe nada sobre games. E tenho dito!

Pobre Cali

Por que fazer o remake?

-Primeiro porque o jogo é FODA!
-Segundo porque se adapta perfeitamente com o cotidiano gamer de hoje. As continuações de UT (2004 e 3) foram bem recebidas pelos gamers e tem a mesma temática. Ahn, UT 2003? Por favor, não me faça xingar sua árvore genealógica inteira, por favor!
-Terceiro porque o jogo é FODA!
-Quarto porque tá na hora da Atari (antiga Infogrames) voltar o UT ao velho estilo. Se não consegue fazer isso com sequencias, ao menos faça um remake para nós babarmos!

E já disse que o jogo é FODA?

Flak!

Como deveria ser o remake?

-Sou a favor de novos mapas (podem ser chupados de versões mais novas, não faço questão).
-Better graphics, of course. Mas por favor não me venham com aqueles caras com armaduras de 5 toneladas no corpo que morrem com quatro tiros de enforcer. Isso é muito... "quake". Não que Quake seja ruim, muito pelo contrário: é um jogo excepcional, mas isso não é Quake, é UT, porra!
-Jogabilidade e por favor, please, te rog, per favore, s'il vous plaît, a diversão preservados! Não quero saber de Double Jump, super armaduras, movimentação lenta e outras zilhões de coisas já feitas nas sequencias de UT.
-Multiplayer? Esse para mim não tem nada o que melhorar! Tá bom demais!
-NÃO TIREM A PORRA DO UNREALED!

MORRA, NIKITA! MORRA!

Chances de sair um remake?

Considero chances consideráveis pelos seguintes motivos:

-Até hoje UT é jogado. E me refiro a versão Classic.
-Até mesmo new gamers jogam jogos estilo UT.
-UT é FODA!
-UT é FODA²!
-UT é FODA³!
-UT é FODA²+²!
-UT dá dinheiro e como todos nós sabemos, dinheiro move o mundo.

De resto depende da boa vontade da Atari.

Novice? Loser!

Re-Volt (1999 - PC / PlayStation / Nintendo 64 / DreamCast)



Breve resumo

Re-Volt é um joguinho de corrida de carrinhos de controle remoto lançado em 99 pela Acclaim.

O jogo não tem história alguma, mas tem uma incrível jogabilidade e diversão indiscutível!

Sem contar os cenários que jogamos. Variam de supermercados a museus e o jogo tem um editor de pistas.

EDITOR DE PISTAS! OMFG!

ISSO MESMO! UM EDITOR DE PISTAS!

Não me emociono com um editor de pistas desde stunts. É bem limitadinho, mas dá pra fazer cada pista de fuder. Me diverti muito com ele.

Por que fazer o remake?

-Oras! É Re-Volt! Melhor jogo de RC (Remote Control) lançado da história!
-O jogo é perfeitamente adaptável para TODAS as idades. Não existe essa de que o jogo é infantil ou adulto demais. Qualquer um joga.
-A jogabilidade é impressionante. Apesar de ser diferente da maioria dos jogos de corrida, é perfeitamente adaptável e "leve".
-DIVERTIDÍSSIMO! \o/

Dr. Grudge na frente? Desista, Coll Moss!

Como deveria ser o remake?

-Novos cenários! Isso é um problemão. O jogo foi muito criticado por ter apenas 14 cenários e um campeonato com apenas 3/4 pistas.
-Como o UT, gráficos melhores. Gráficos que não são melhorados não atrai pessoas para comprar o jogo.
-Melhorar o multiplayer, de preferência com um server próprio. Até lançarem o RV House, o Re-Volt foi completamente esquecido pela dificuldade de se jogar online.
-Mais armas e mais opções de carros. Quanto ao último, já é bem variado na sua versão original, mas um pouco a mais não custa nada :D
-Multiplayer com opção de colocar o CPU junto. Peço isso desde o primeiro jogo multi de Re-Volt que joguei.
-Ainda em multiplayer: quem nunca teve a vontade de jogar campeonatos disputando pontos? Em Re-Volt isso está em falta.
-Ainda em multiplayer²: o modo battle não foi bem recebido e não é lá essas coisas. Ou dá uma boa melhorada, ou ele só vai gastar espaço na memória.

You have failed, Coll Moss! HA-HA!

Chances de sair um remake?

Infelizmente, chances remotíssimas, pelo seguinte:

-A Acclaim, criadora do jogo, não existe mais.
-Jogos de RC não são tão aceitos pelo público mais. Não só RC como carrinhos em miniatura. Só ver o Micro Machines v4 que ficou tão sem marketing que parece ter saído das "sombras" e não é um jogo ruim. Não mesmo.
-O jogo não é nem um pouco original e isso afasta os new gamers.
-Seguindo todas as características acima (excetuando a primeira), considero que seria um jogo lançado apenas para fãs babarem.

Que algum ser angelical compre os direitos de RV e lance o remake.

Esperarei sentado :/

Nada como correr sobre um piano.

Crash Team Racing (1999 - PlayStation)


Mais um jogo de 1999. Podemos dizer que esse ano foi quase um ano de ouro em meio de vários sombrios, hehe.

Breve resumo

Crash Team Racing é uma versão "Kart" com os personagens de Crash Bandicoot. Isso já foi feito e repetido com o italiano-japonês mário, além de recentemente com Pac-man.

O jogo não conta com nenhuma lógica. Afinal, por que merda Cortex que detesta Crash no fundo de sua alma, correria com ele como se fossem amigos de infância?

Nem mesmo as armas utilizadas no jogo explicam isso!

Mas o forte do jogo não é a sua lógica e sim como o Unreal Tournament e Re-Volt: diversão e jogabilidade.

CTR é um jogo fácil de jogar. Você consegue ganhar a primeira corrida em menos de 30 minutos de jogo e não há fases malditas o suficiente para você passar horas e mais horas tentando ganhar.

Na verdade a que chega mais perto disso que é a CTR Challenge de Papu's Pyramid você vence com um pouco de esforço e não mais que 10 restarts.

Justamente por ser fácil de jogar e não ser apelão, nem fácil demais de vencer as partidas, o jogo acaba sendo divertido. Além de contar com várias armas recicladas dos antigos jogos de Crash.

Para você ter idéia, até jogo de tabuleiro eu criei em 2000 com as armas de Crash.

UM JOGO DE TABULEIRO!

Tem noção disso? Com 13 anos eu fiz UM JOGO DE TABULEIRO com as armas de CTR que as regras não favoreciam ninguém nem tinham como serem burladas de alguma forma.

Infelizmente eu perdi todos os tabuleiros criados (cara, eu fiz um monte no fim de 2000!) e não lembro mais das regras.

Por isso sou a favor de criarem máquinas do tempo :/

Mas... caham! Esse breve resumo já virou longo. Vamos adiantar.

Maldito Ripper Roo! Dono de vários pesadelos na minha infância!

Por que fazer o remake?

-Os fãs de Crash Bandicoot (me refiro aos OLD fãs) costumam dizer que a saga Bandicoot terminou em Crash Team Racing.

Sim, eu sei que teve muitos jogos lançados depois, mas não passavam de jogos razoáveis pra baixo. O que mais chegou perto do CTR é o Crash Nitro Kart lançado em 2003 para PlayStation 2, com mais personagens e até mesmo uma historinha.

Crash Nitro Karts... boa promessa. Só promessa mesmo.

Mas não adianta. Eu me esforcei de todas as formas para ver se gostava de CNK e nada. Não consigo jogar mais do que meia hora. Não adianta. Tudo isso porque a Sony achou que ia ser legal deixar o jogo mais díficil que o CTR, com uma jogabilidade bem mais complicada e mais lento.

Sem contar as apelações com as armas. No CTR você poderia virar um jogo que estava em quarto faltando menos de 100m para completar se pegasse Aku-aku (ou Uka-uka. A depender de quem você escolhesse) ou uma arma que persegue todos até acertar o primeiro lugar.

No CNK isso não existe. Muito pelo contrário: ou você mantém uma regularidade na pista, ou desista de ser primeiro. Só que se manter em primeiro não é tao fácil, primeiro pelas pistas que contam com trocentos obstáculos e segundo pelos adversários que estarão na sua cola até o último segundo.

Você pode estar a 10m da linha de chegada liderando a corrida inteira quando toma um missil e é ultrapassado por metade dos corredores.

E o que você faz? Grita FUUUUUUUUUUUUUUUUUUU- e joga o controle na parede.

What a piece of shit.

Um remake de CTR caíria muito bem se for preservado tudo que fez esse jogo ser um ótimo jogo de Kart, diferente de muitos outros lançados (incluindo o CNK).

Não sabe quem é Aku-aku e Uka-uka?

HEREGE!

Mas ok, aí vão umas fotos para você lembrar quem é quem:

O queridinho da família

E a ovelha negra.

Lembrou agora?

EDIT: Descobri que o CNK é bem divertido no multiplayer. Nada como jogar com seus parentes.
-Jogos de Kart estão em falta.

Tá, OK. Eu sei que tem o Mario Kart Wii e Mario Kart DS e que parecem ser ótimos jogos (não, eu não joguei).

Mas, porra. Jogar algo com o gordo bigodudo cansa também de vez em quando!

A Sony deveria aproveitar a famosura de Crash Bandicoot e tentar recuperar a sua saga que até o lançamento dos novos Crash Bandicoots parecia ter um puta de um futuro!

Papu-papu! Você não é de nada!

Como deveria ser o remake?

-Gráficos adaptados, assim como qualquer remake lançado hoje em dia. A única coisa que eu acho bem legal nos Crash Bandicoots novos é justamente o gráfico. São bonitos de se ver!
-Mais pistas. Apesar de não fazer tanta falta assim (na verdade você nem sente que as pistas são limitadas), não custa nada por algo mais, né?
-CNK é a prova que o exagero de armas só faz complicar as coisas. Por mim permanece exatamente o número de armas.
-A diversão e a jogabilidade são os pontos mais fortes do jogo, então se forem alterados, o jogo virará um novo CNK. Por favor, não façam isso.

CHORE, CORTEX! CHORE! MWAHAHAHAHA!

Chances de sair um remake?

Não faço idéia. Existem coisas que pendem pra "SIM":

-O jogo é considerado o final da saga bandicoot pelos old-fãs como eu citei acima. Nada mais justo que trazer isso de volta.
-Nem de longe é um jogo ruim, então serviria para aquecer a indústria dos games.
-É Crash Bandicoot. Um dos mascotes mais bem patrocinados da indústria gamer (depois de Mario e Sonic).

Assim como para o "NÃO":

-Jogos de karts são considerados jogos infantis.
-Crash Bandicoot perdeu sua fama após este mesmo CTR por uma leva de jogos ruins.
-O jogo por melhor que fosse feito o seu remake, seria considerado um jogo comum e provavelmente poucos jogariam (mais os old-fãs mesmo). Algo que aconteceu em Crash Tag Team Racing (desse jogo prefiro nem comentar).

De qualquer forma aposto que assim como eu, muitos fãs de Crash Bandicoot babam por esse game.

Vocês querem dinheiro ou não?

ENTÃO LANCEM ESSA PORRA!

Garanto que muitos ficariam agradecidos de jogar de novo com Coco Bandicoot:

Coco cresceu, meu rapaz!

Claro, esta é uma foto atualizada. Ela não usa mais suspensório e virou uma mulher.

Ou seria uma fêmea?

Bom... whatever! Acho que deu para entender.

Recomendo que não olhem muito para a foto acima, senão logo estarão trancando as portas, fechando as cortinas e procurando no google...

Tá, ok. Chega.

E ela é uma boa corredora.

Nos dois sentidos.

OK. Tá bom. Parei.

Victory is mine!

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Bom, aqui finalizo o post de estréia do blog e também a parte 1 de "Jogos que merecem um remake".

E o próximo post analisarei Worms Armageddon.

AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!

WORMS ARMAGEDDON!

Um dos jogos de minha vida!

E ele também merece um remake :D

Mas isso fica para um post futuro.

o/

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Imagens retiradas de:

Google
Moby Games
GameSpot.com
IGN.com
Devianart.com