Mostrando postagens com marcador -Xbox 360. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador -Xbox 360. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Análise: Velvet Assassin (2009)


Independente do jogo ser tão prazeiroso quanto um orgasmo ou tão ruim quanto cagar com hemorroidas nível 4, há um problema em comum com todos eles: a capa.

Sim, a capa.

Capa, cover, box ou seja lá como você quiser chamar, em 99.9% é aterrorizante e os outros 0.1% dividem-se entre ruim, razoável, bom e muito bom, considerando que a porcentagem desses dois últimos é invisivel a olho nu.

Por isso dou graças a Deus que raramente a capa classifica o que um jogo deve ser.

Justamente por isso jogos com capas lindas me chamam a atenção. É coisa rara de ver. Por mais fudido que o jogo pareça ser, o box é o suficiente para atrair minha atenção.

E foi justamente o caso de Velvet Assassin.

Olhem pra capa. Não é uma das coisas mais belas que você já viu?

Sim, me refiro não só a mulher como também ao "resto" e ao "molde artístico" dela (da capa, não da gost... mulher).

E chega. Vamos direto ao ponto: a capa é uma maravilha... e o jogo?

Soldado estúpido. Não vai nem saber o que te matou.

Comecemos do início inicial e... iniciando!

A história retrata uma agente britânica que fazia vários tipos de "serviços" (não sexuais, lamento) que incluía matar generais importantes aliados a hitler. É baseado em uma história real até.

É muito mais coisa que isso, mas dá pra resumir vagamente assim.

Você pode até dizer: "Porra, segunda guerra de novo? Chega de segunda guerra!". Eu até entendo você, mas não concordo.

Por quê? Porra... segunda guerra tem mais história do que poderia se contar de toda a idade média.

O que? RPGs? RPGs são coisas inventadas que se BASEIAM na idade média, não que são iguais. Dragões, guerreiros valentes que lutam por uma mulher, reinos em que o rei é idolatrado. Isso tudo não existe e nem existiu.

É esse o melhor momento para falar: "que grande descobrida você fazeu".

...

Uma das animações de morte "por trás"

Enfim, voltando a VA: é claro que uma agente sozinha não vai poder contra 500 mil nazistas, então qual é a solução? Não, ela não é esposa de Neo e nem de Rambo.

Ela é uma agente "ninja".

Sim, é o típico jogo "stealth". Daqueles que você tem que se esconder o tempo inteiro e se for encontrado pode declarar sua morte.

Eu não sou fã desse tipo de jogo, na verdade detesto. Mesmo gostando de jogos estratégicos e que seja legal matar sem ver... continuo detestando. Esse é o motivo porque nunca fui fã de Splinter Cell, mesmo com muitos dizendo que é um jogão.

Mas pela arte gráfica da capa resolvi dar uma chance.

O cenário dá até uma impressão artística e o reflexo ajuda.

Bom, a primeira fase se passa em lugar no meio do nada e você aprende como deve matar os inimigos. Para facilitar o jogo te dá um soldado alemão bêbado de graça. Mesmo se você for correndo em direção a ele, este não vai te enfrentar.

De legal logo no início é o cenário. Se passa em um dia de outono que as folhas caem em quantidade e isso deixa ele bem mais belo. Não apenas isso como também o jogo incrivelmente transforma um cenário claro e aberto em um perfeito pra stealth. Claro que você não vai sair correndo e não vai ser visto, mas dá para se esconder facilmente nas sombras.

Os gráficos em geral não são excelentes. Pode-se dizer que são apenas comuns. É perceptível que o jogo utiliza um sistema muito parecido com Fallout 3 em reflexos para deixá-los mais bonitos. O caso é que se Fallout 3 tinha a desculpa que era gigantesco para ter gráficos não tão excepcionais, não existe isso em Velvet Assassin. Os gráficos não são ENORME coisa e poderiam ser bem melhores e ainda há slowdowns que podem atrapalhar e muito considerando o conceito do jogo.

A jogabilidade é digamos... "acostumável". O jogo é em terceira pessoa e o HUD não é confuso. O indicador de vida é nada mais que seu corpo mostrado em branco (quanto menos vida, mais baixo o branco fica). Quando você está teoricamente "invisível" para os inimigos, aparece uma borda azul em torno desse ícone. Em pouco tempo você descobre que a borda fica piscando em vermelho quando você chama a atenção de inimigos e eles sabem onde você está. A borda para de piscar quando eles estão te procurando, mas tem dúvida se realmente te viram ou se foi apenas um barulho qualquer.

O número de armas e balas disponíveis é bastante escasso. Você começa apenas com uma faca que é quase inútil se utilizada em um ataque corpo a corpo. Por algum motivo não dá para pegar as armas dos inimigos (que tem metralhadoras MP40).

Se disfarçar como general alemã é uma das estratégias para não precisar se matar a toa.

A primeira fase é como se fosse um tutorial. Primeiro ensina a você matar em stealth (o alemão bêbado), depois ensina a fazer estratégias para matar inimigos em conjunto (o que sua personagem pensa aparece em voz alta para você. Nessa ocasião ela pensa: "Tenho que esperar até que eles se separem", com um sotaque britânico sexy. hahaha), depois ensina a se abaixar para passar por buracos pequenos, ensina que os matos também podem ser escolhidos para se esconder, porém se você se mover perde o stealth até parar de se mover (caso continue no mato, claro) e finalmente ensina a utilizar a morfina.

A morfina não é nada mais que uma simulação de "tranquilidade". O tempo simplesmente para e até a morfina acabar, você pode pegar um cara pela faca, mesmo se ele estiver de frente pra você. Na simulação da morfina a personagem aparece com uma lingerie e tem uma chuva de flores caindo. Você não pode se abaixar (pelo menos nunca tentei e mesmo se utilizar a morfina abaixado, aparece correndo) apenas correr e dura apenas por alguns segundos. Não é possível carregar mais de uma morfina por vez e conforme as fases vão avançando o uso desta pode salvar seu traseiro. Nessa primeira fase é praticamente obrigatório o uso de morfina, porque o soldado que você vai enfrentar está de frente e nunca dá as costas.

Não há explicação pelo motivo de que a morfina haja desta forma, mas presumo que indique justamente o desejo da sua personagem: a paz temporária. Nem tudo precisa ser necessariamente explicado, né?

-BEHIND YOU!
-WHAT TH... AHHH!


A segunda fase já é em um local mais escuro e fechado e você já começa a utilizar armas: uma pistola silenciadora. Claro que bate a felicidade e você tem vontade de usar ela em tudo que é infeliz, mas logo você descobre que fez um grande desperdício de balas.

Se na primeira fase você não precisa utilizar a estratégia de mover corpos mortos para estes não serem vistos, na segunda isso já vai facilitar sua vida.

Existem outros tipos de estratégia que você logo descobre ao passar do jogo: quebrar fusíveis para desabilitar luzes, atirar a esmo apenas pra chamar atenção, correr com o mesmo objetivo, deixar um cara morto no caminho justamente para este ser visto e você poder matar os inimigos de outros ângulos e etc. Não é grande coisa, mas digamos que é "variadinho".

Com essas observações o jogo parece ser ótimo. De início eu realmente gostei bastante, mas não demora muito a se perceber problemas:

Você não pode se basear apenas por estar em um local nitidamente escuro. Por mais que pareça que você está protegidíssimo e invisível, se não aparecer a borda azul melhor temer a sua morte. As vezes você está em um local que até alguém com 10 graus de miopia te veria, mas tem a borda azul e as vezes você está em um local que quase não se vê e é visto pelos inimigos. Isso força a você "depender" de olhar pro ícone para ver se a borda azul aparece.

A inteligência artificial é completamente estúpida. Você pode atirar em alguém e se este não morrer e você estiver escondido ele só vai procurar praticamente onde você atirou. Se mover para um canto e ficar lá é mais do que o suficiente para despistá-lo e este desistir de te procurar. Que tipo de pessoa tomaria um tiro por trás, procuraria vagamente de onde veio e se não encontrasse desistiria?

Desligar rádios chama a atenção dos alemães estúpidos e podem ajudar bastante no jogo.

As diferenças entre a pistola silenciadora e o Luger (uma pistola comum de alemães na segunda guerra) não são grandes. Uma pistola silenciadora chamará a atenção de todos que estiverem por perto caso um soldado seja assassinado, só não chamará a atenção de quem estiver um pouco mais longe. A luger é mais forte, tem mais balas disponíveis ao decorrer do jogo, por não ter um silenciador tem um range maior e chamará a atenção quase do mesmo jeito que a silenciadora, pois nos únicos momentos que há inimigos por todo o redor, utilizar maneiras stealth é totalmente inútil.

Sobre o fim do paragrafo acima, esse é um ENORME problema. O jogo todo obriga a você se esconder e nas últimas fases é necessário dar uma de "Rambo". Quer zerar? A vontade, mas se prepare porque a jogabilidade e a fraqueza de sua personagem não ajudam em nada para dar uma de "soldado de Call of Duty" quando é realmente necessário ser.

Os slowdowns são frequentes e inexplicáveis. Em alguns momentos do jogo estes ocorrem justamente quando NÃO PODERIAM ocorrer.

Não pode salvar no jogo. É registrado checkpoints em momentos já determinados pelos criadores. O legal é que se você desistir de jogar em determinado momento, vai carregar o local do checkpoint e não o início da fase. O problema? Em mais ou menos 30% das vezes tais checkpoints demoram de acontecer, e/ou acontecem em momentos desnecessários e/ou acontecem nos piores momentos possíveis. Uma opção de salvar em qualquer lugar tornaria o jogo MUITO MAIS divertido e MUITO MAIS agradável.

Na última fase há um bug que você é visível até por um avião a 10 mil pés de altura e aparece a borda azul. Você acha que então está protegido, já que a maldita borda aparece, mas não é. De repente os inimigos atiram em você e não adianta correr.

E, como já comentado acima, deveria ao menos ter alguma explicação porque você não pode pegar as armas dos inimigos quando estas poderiam ser MUITO úteis.

De resto o jogo compensa com a boa história, os flashbacks legais e o "clima artístico" em si. Mesmo com os gráficos não sendo excelentes, o cenário é bem feito e diferente e o jogo em si também é. É agradável de se ver que finalmente variaram em algo que relata a segunda guerra.

Nada como apreciar essa vista lind... ooohhhh!

Então, vamos concluir:

Velvet Assassin é um jogo razoável. Não entrará na história por diversas falhas ridículas que seriam facilmente resolvíveis com um pouco de dedicação e atenção.

Vale a pena de ser jogado pelas suas vantagens, mas o jogador tem que estar ciente dos defeitos e acostumar com eles. Isso é chato, mas se você é fã de jogos com a temática de segunda guerra é um esforço razoavelmente recompensado.

Avaliação técnica das categorias:

Não avaliarei a versão PC. Não cheguei nem ao menos ver como esta seria, mas parece que não há grandes diferenças (no máximo graficamente falando).

Gráficos:
Apenas bons. O sistema de reflexo dá uma pequena melhorada. Conta com slowdowns chatos e que podem fazer você desistir de jogar se não for um gamer paciente.
Avaliação: 7,0

Artístico:
Há um molde artístico no jogo, mas como a categoria "artístico" refere-se mais ao surrealismo, Velvet Assassin não se encaixa nessa categoria.
Avaliação: NA (Não aplicável)

Diversão:
Matar inimigos a escondida e esconder seus corpos faz você se sentir como "dono do mundo"... OK, menos. Digamos que é um bom passatempo. A diversão é bem prejudicada pelos slowdowns frequentes e pelos checkpoints nos piores momentos, mas dá pra aguentar.
Avaliação: 6,0

Replay:
Não há multiplayer. Zerou, zerou. Não há também nenhum incentivo para zerar mais que uma vez, nem mesmo o achievement de zerar em menos de 5 horas.
Avaliação: 4,0

Jogabilidade:
Mesmo não sendo muito boa para "soldado de Call of Duty" nas últimas fases, é boa o suficiente para não ter grandes problemas. Dificilmente a culpa de você morrer no jogo é da jogabilidade.
Avaliação: 9,0

Dificuldade:
Inteligência Artificial rídicula. A última fase é uma indigestão imensa. Um real fail dos criadores.
Avaliação: 2,0

Diversidade:
Em cenários é bastante variado pois nenhuma fase é igual, em armas não é tanto e nas estratégias é repetitivo as vezes. Apenas normal.
Avaliação: 6,5

Som:
Os efeitos sonoros são de boa qualidade e a única desvantagem das músicas é que são repetitivas, mas aparecem no momento certo e quase 100% das vezes são combinativas.
Avaliação: 8,0

Multiplayer:
Inexistente. Também nem haveria muito o que explorar nesse tipo de jogo.
Avaliação: NA (Não aplicável)

Geral:
Velvet Assassin poderia ser um grande jogo se fosse melhor explorado e feito com melhor dedicação. Infelizmente por causa das falhas se tornou um jogo comum.

Provavelmente será esquecido em pouco tempo e zerar não é tão satisfatório assim. Uma pena, porque poderia ser muito melhor.

Vale a curiosidade e não a satisfação.

Avaliação Final: 6,6 / 10 (Mediano)


TOME! TOME! TOME! MORRA! MORRA! MORRA!

---------------------------------------------------------

Por agora, é isso.

Dessa vez resolverei dar uma surpresa e não revelarei o que farei no próximo post.

Isso pode ser chamado também de: "Não tenho nenhuma idéia para análises futuras, então enrolarei vocês achando que postarei algo grandioso e no fim é algo frustrante que não vale a expectativa".

Então, até breve!

o/

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Análise: Fallout 3 (2008)


Eu sempre fui fã de coisas com temas pós-apocalípticos. Seja filmes, jogos, livros... enfim, qualquer coisa em que o mundo se fode no final ou já começa fudido.

Não precisa ter uma história parecida. Seja "Mad Max" ou "12 Monkeys", só tive realmente vontade pela temática pós-apocalíptica. No final me dei bem, pois além de tudo são ótimos filmes.

E "Mad Max 2" é melhor que os outros 2 da trilogia.

MAD MAX 2 OWNA!

NÃO DISCUTA COMIGO!!

...

No fim das contas (pra não usar "enfim" de novo) foi essa minha paixão por ver o planeta se fudendo que me fez jogar Fallout 3.

O terceiro game da série (sem contar os spin offs Tactics e... tem mais outro que eu esqueci? Bem, não importa. Seria uma porcaria do mesmo jeito) foi feito pela Bethesda Studios. Digamos que isso criou um "mimimi" dos fãs das versões anteriores. Os motivos, além da mudança da empresa que antes era da Interplay, era a mudança de estilo. Fallout passou de um RPG de turnos para um FPS.

OK, eu entendo as reclamações e sou um dos caras mais chatos em relação a isso (não é necessário leitura incessante no meu blog para descobrir que sou fã de jogos velhos e normalmente detesto mudanças), mas COME ON! Vamos dar uma chance aos caras. É a primeira vez e o marketing foi bom! Errar seria a total destruição da reputação da empresa. Eles simplesmente não poderiam se dar ao luxo...

...ou poderiam?

O que foi? Fiz algo errado?

Bom, comento sobre isso ao longo do post. Vamos a um pequeno resumo da excelente história de Fallout:

O inicio de tudo é 2051. O mundo se parece muito com o tecnológico imaginado do que seria 2000 em 1950. Essas coisas de carros voadores, cremes de barbear que não precisam de barbeador, roupas parecidas com "Os Jetsons", robôs que satisfazem qualquer necessidade humana (sim, inclui aquilo) e etc.

Se é uma sátira eu não sei, mas dificilmente eu imaginaria algo melhor.

A grande diferença é que o mundo não é tão mágico assim quanto imaginado. Falta petróleo (aparentemente recursos como alcool extraído da cana e biodiesel foram completamente descartados. Bem, considerando que o primeiro jogo é de 1997, posso extrair o biodiesel, mas eu me refiro a combustíveis naturais em geral) e, é claro, como o ser humano é uma espécie que proclama a paz independente de momentos, com certeza que facilmente chegaram numa solução.

Sim, eu fui irônico no fim do parágrafo acima.

Aí vem tudo aquilo que você ouve falar que acontece em pré-guerras: nações se fudendo, alguns tendo recursos em excesso e outros nada e os que tem em excesso não gostam de compartilhar (ok, eu também não gosto de dividir o halls) e bla bla bla. Acontecem coisas como o fim da ONU, países grandes como China perderem toda a reserva de energia e terem que invadir o alasca (na época um dos poucos lugares com reservas) porque os states não aceitaram compartilhar e etc.

Invasão aqui e acolá e no meio desse processo, experimentos radioativos com animais e construção de Vaults.

Good boy, Dogmeat (sim, Dogmeat tá nesse jogo ou ao menos o tataraneto dele)!

Um Vault é como se fosse uma residência subterrânea segura que protegeria de todos os efeitos da guerra nuclear (que não precisava ser inteligente para saber que aconteceria uma hora ou outra). Isso na teoria. Na prática funcionavam como lugares de experimentos. Em tais experimentos consistia achar a frequência ideal para hipnotização de humanos para se tornarem soldados fiéis, gases para testar comportamento em pessoas (provavelmente com o mesmo objetivo), vaults isolados completamente para testar como humanos viveriam em total isolamento, vaults com 1000 mulheres e apenas 1 homem (queria eu ser o sortudo) e outras coisas mais.

Darei uma de Super Spoiler e contarei o resultado dos Vaults: quase 100% de total falha.

Well, em 23 de outubro de 2077 finalmente vem a grande guerra (nomeada apenas assim). A duração dela foi brochante: apenas 2 horas, mas foi o suficiente para fuder boa parte do mundo inteiro.

Não se sabe quem atirou a primeira "pedra" e nem todos os lugares do mundo atingidos, mas foi o suficiente para que o planeta ficasse ferrado em boa parte.

Como a guerra foi totalmente nuclear isso criou cenários totalmente devastados. Imagine a bomba de Hiroshima... agora imagine uma bomba pelo menos 100x mais potente. Foram bombas desse tipo que caíram em DIVERSOS lugares do planeta.

Não demorou muito para que o efeito nuclear atingisse animais e humanos. Já começa com o chamado "inverno nuclear" pela fumaça que é deixada pelas bombas. Não tem idéia do tamanho efetivo de um inverno nuclear? Saiba que foi isso que realmente matou os dinossauros (meteoros não explodiriam o planeta inteiro, né?).

Como o despejo nuclear foi muito intenso, levou em média uns 3 anos para que espécies realmente assustadoras fossem criadas. Abelhas gigantes, ratos misturados com toupeiras, ursos com garras imensas e velocidades de leopardos e etc. Afetou também os humanos, criando super mutantes (humanos REALMENTE modificados) e Ghouls (humanos modificados que no fim das contas ficavam parecendo zumbis devido ao "derretimento" da pele).

Acontecem várias coisas entre 2080 em diante, mas considero mais "fan database", ou seja: quer saber? Jogue os jogos antigos e procure sobre o Fallout Bible.

No final de 2161 tem início o Fallout 1, em meados de 2241 tem início o Fallout 2 e finalmente em setembro de 2277 tem início o Fallout 3.

Pois é, isso foi um pequeno resumo. Boa sorte lendo o Fallout Bible inteiro (que nem inclui o Fallout 3).

Decisões e decisões. Não sou bom em decisões dificieis

É ou não é uma história no mínimo ATERRORIZANTE??? MWAHAHAHAHAHA!

HAHAHA!

HAHA!

Ha...

...

ENFIM, onde estávamos mesmo...? Ah! Quanto ao jogo...

Eu comentei acima que a Bethesda foi apedrejada pelos old fans antes mesmo de lançar o jogo. Há motivos, afinal como afinal uma mudança de um RPG de turnos pode se tornar um FPS sem grandes distorções?

Mas devo dizer que felizmente a Bethesda acertou.

Ela já começou acertando mudando o local de Los Angeles para Washington. Não que LA seja ruim, mas quer mudar tudo sem prejudicar o conceito dos fãs? Não se apegue a velhas histórias.

Você é um habitante do Vault 101. Aprende desde pequeno que todos nasceram no Vault e morreriam no Vault. Os bastardos te enrolam bonitinho.

Tudo está indo felizmente bem e alegre como uma sociedade atual, até que você descobre que seu pai sai do Vault.

O velho fode tudo e o overseer (digamos que é o "presidente" do vault) quer te fuder na mesma intensidade. Sexualmente ou não.

É claro que você que não é masoquista e nem gay (é? Bem, não importa. No jogo não é) e resolve fugir. Daí começa a real aventura e não a vida normal para pussies.

WHAT THA FUCK? AAAHHHHHH!! *BANG BANG*

Velhas coisas foram preservadas: história sobre moradores de vaults, outsiders, mutantes, cenários desoladores, músicas combinativas, sistema V.A.T.S. (Vault-Tec Assisted Targeting System - era um sistema utilizado nos fallouts antigos para definir que parte do corpo ia acertar e cada parte tinha sua porcentagem e seu dano. Bem útil contra alguns inimigos com pontos fracos) e, não poderia faltar, a grande história.

Claro, a história do Fallout 1 é de cair em depressão (acredite, isso é um elogio), a do 2 é fantástica incluindo até mesmo pedofilia (não em aberto. Você podia convencer crianças com papos metafóricos como "Vamos brincar de casinha?") e sexo em geral. Tinha até mesmo uma classificação para quando você ainda era virgem no jogo.

No 3 essa história é nitidamente inferior, porém é muito, muito, muito, mas MUITO melhor que a da maioria dos jogos de hoje em dia. A forma que é contada e a liberdade que você pode seguí-la são simplesmente impressionantes.

Assim como nos Fallouts antigos, você pode definir que tipo de pessoa quer ser. Isso inclui ser tão bom que não aceita recompensas e dá água purificada a mendigos (é quase o mesmo que hoje dar um galão de petroleo a cada mendigo que achar), pode ser tão mau que escraviza pessoas inocentes em troca de o mínimo de dinheiro ou pode ser uma pessoa comum que pensa mais nela que nos outros, ajudando quando não tem prejuízos no fim das contas.

Os gráficos não chegam a ser impressionantes, mas usam um sistema de reflexo que deixam eles bem mais bonitos. A liberdade de andar praticamente por boa parte de Capital Wasteland (como Washington foi nomeada após sua explosão) e de entrar em vários locais abandonados é incrível. A cada local que você entrar, você será recompensado. Isso inclui armas únicas, itens bons em quantidade e/ou grandes inimigos para ganhar experiência.

O sistema V.A.T.S.. É péssimo em FPS? Ele é a solução!

A jogabilidade não deve nada para um FPS. O sistema V.A.T.S. deixa ela ainda mais fácil e melhor. Você tem disponível como arma praticamente qualquer coisa que dê para usar: desde canos até lançadores de mini misseis nucleares e armas lasers aliens. A diversidade de inimigos é simplesmente incrível: você enfrenta de baratas gigantes até humanos que foram modificados pela radiação de uma forma tão intensa que ficaram do tamanho de Golias (o da bíblia, não o comediante morto. Que Deus o tenha).

Se você gostar do jogo (o que duvido muito que não aconteça), o fator replay é bem longo em relação a um jogo single. Você tem vontade de explorar tudo que é lugar, conquistar tudo que é arma, matar tudo que é tipo de inimigo, se intrometer em quantas histórias quiser. Arrumar brigas com grandes gangues e até mesmo matar vacas com bazucas (aquele cara do Yes, man! não estava sozinho). Como eu disse há pouco: vida normal é para pussies.

Infelizmente o jogo não tem apenas vantagens.

A engine gráfica é fantástica e você não precisa de muita potência para rodar Fallout 3 no seu PC, porém ela traz um mesmo problema visto em The Elder Scrolls IV: Oblivion (a mesma engine): bugs excessivos.

Alguns são apenas engraçados, como humanos que perdem os musculos quando morrem, escorpiões gigantes voadores e pinball de partes de corpo dos inimigos, mas alguns podem se tornar de irritantes a frustradores. Nesse meio estão os bugs que impedem missões de serem completadas se você não seguir a risca e bugs que te prendem na parede, obrigando-o a carregar os últimos saves com a maior dor no coração.

Alguns pontos podem ser repetitivos, como os metrôs. Todos tem praticamente o mesmo objetivo e tipo de inimigos. Diferenças entre uma e outra coisa aqui e ali.

Os jogadores dos velhos fallouts podem sentir uma incrível falta de liberdade. Para quem começar o jogo do terceiro (eu não vejo nenhuma razão para se começar pelo terceiro, mas convenhamos que sem dúvida o Fallout 3 foi de onde muitos apreciadores começaram) a liberdade é fantástica, mas para quem jogou os antigos da série, isso chega a ser frustrante.

Se você seguir o bê-a-bá do jogo, este pode ser zerado em 5-6 horas. É MUITO pouco considerando um RPG (sim, é um FPS, mas traz características de RPG, como XP, HP, perks, levels...). Tente zerar Oblivion seguindo a risca as missões principais e você vai ver que eles poderiam fazer melhor, muito melhor.

Alone in the universe...

Felizmente os erros são ignoráveis e não tornam Fallout 3 ruim. Nem mesmo perto disso.

Fallout 3 não é um jogo para ser jogado e zerado apenas. É para ser apreciado e para você ficar pensativo depois de jogá-lo. É esse futuro que queremos? Lutar contra super mutantes é divertido, mas perder entes queridos por causa de baratas gigantes é divertido?

Ah... WHAT THE HELL! Matar baratas gigantes e deathclaws é AWESOME! FUCKIN' AWESOME! GIVE ME A GUN!

Em 2010 vem Fallout: New Vegas e em outubro desse ano sai Fallout 3 G.O.T.Y. Edition que conta com o jogo + as 5 expansões.

EU ORDENO QUE COMPREM!

Versão Xbox 360


Eu deveria ter muito o que falar dessa versão, afinal foi a que eu mais joguei. Foi onde fiz minhas 110 horas de jogo para conseguir todos os Achievements.

Aliás, Achievements são incríveis. Não valem merda nenhuma, mas você tem uma vontade incontrolável de conquistá-los.

Mas não é bem assim. A versão Xbox 360 não tem nada de especial em relação a versão PC. Na verdade não tem absolutamente PORRA NENHUMA de especial e sim desvantagens:

-Não tem console (console é divertido pra caraleo).
-Não tem direito a mods (além das expansões).
-Expansões não são free.

Eu disse "free"??

Bom, eu quis dizer que são mais baratas.

SIM, EU QUIS DIZER QUE SÃO MAIS BARATAS! PONTO FINAL! NÃO ME FORCE A DESTRUÍ-LO!

De qualquer forma, a vantagem da X360 é que vai rodar no seu X360!

Espere aí... isso não é bem uma vantagem... ah, whatever. Divirta-se com a sua versão lixo E VAI COMPRAR UM PC QUE PRESTE PRA RODAR ESSE JOGO COMO DEVE!

Eu ainda não fiz isso, mas sou hipócrita de insistir que você compre um PC que preste. Não sou demais?

E chega que já alonguei isso demais.

Versão PlayStation 3


OK, eu nunca joguei a versão do PS3. Já disse que não tenho o menor interesse por PS3 e não conheço ninguém que tenha um.

Mas pelo que eu saiba, além das desvantagens vistas no X360 ainda existem as desvantagens de lançamentos atrasados das expansões.

Se matem donos de PS3. MWAHAHAHAHAHAHA

HAHAHA!

HAHA!

Ha...

...hahaha! This's me laughing! You kill him, I kill her!

Hahaha, This's me before the ultra-slim-fast. You kill her, I kill him!

...

Preciso ver Family Guy com menor frequência.

-Espere, espere! Deve haver uma maneira melhor de resolver isso!
-Show de talentos?
-Show de talentos!


Avaliação técnica das categorias:

Avaliarei as categorias juntando PC com Xbox 360 para não alongar isso mais do que deve. A versão PS3 não está incluída, não posso avaliar o que eu não joguei.

Gráficos:
PC - Como dito acima: não são grande coisa, mas tem um bom reflexo que tornam eles bem mais bonitos. A capacidade de jogar dia e noite, a engine bem feita e a arte do céu deixam o jogo awesome.

Pelo menos as pessoas não tem mais Sindrome de Down como em Oblivion.
Xbox 360 - Não se diferem em absolutamente nada.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,0

Artístico:
PC - Pós-apocalíptico e criativo, mas artístico? I don't think so.
Xbox 360 - No Fallout 3 de Xbox 360 o jogo parece com o quadro "O Grito"... of course not! É a mesma porra de jogo!
Avaliação PC e Xbox 360: NA (Não Aplicável).

Diversão:
PC - É bem divertido chutar a bunda de uns monstros e enganar pessoas. Matar pessoas inocentes e vê-las gritando é ainda melhor! Tirando a parte sádica, você se diverte com alguns diálogos e com a história em si.
Xbox 360 - A falta de console faz o jogo ter uma pequena queda de rendimento. Criar 100 deathclaws e mandar mini-nukes neles, travando seu PC de tanto bicho é muito engraçado! Ha ha ha!
Avaliação PC: 9,5
Avaliação Xbox 360: 9,0

Replay:
PC - Simplesmente incrível como um jogo single player pode ter tanta utilidade e ser possível de jogar por 100 horas ou mais. Só vi algo parecido em Monster Hunter.

As expansões já existentes e as que vem por aí ajudam ainda mais em repetir o jogo diversas vezes.
Xbox 360 - Não há nada de especial nesse ponto em relação a versão PC e nem nada inferior. OK, tem os achievements, mas eu já disse acima que eles são inúteis.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,0

Jogabilidade:
PC - A combinação mouse + teclado + botões configuráveis é o suficiente para que pelo menos 80% dos pontos sejam conquistados. De resto o sistema V.A.T.S. ajuda ainda mais e a jogabilidade também não é lenta, nem muito rápida (e se estiver, a solução é simplesmente mudar a sensitividade) e você nunca terá problemas em falhas na jogabilidade, porque estas não existem.
Xbox 360 - Também configurável, mas mirar torna-se complicado porque o controle do X360, mesmo sendo o melhor da história para shooters, podem ter problemas em relação a mirar e tal. Isso implica em apelar para o V.A.T.S. mais vezes do que seria necessário. Uma mira semi-semi-automática (sim, eu repeti de propósito) ajudaria e muito, provavelmente igualando a avaliação.
Avaliação PC: 10
Avaliação Xbox 360: 9,0

Dificuldade:
PC - 5 diferentes para escolher e pode-se mudar no meio do jogo. Os inimigos não contam com tanta excelência em Inteligência Artificial, mas nem é tão necessário assim.
Xbox 360 - Prejudicada (aumentada) um pouco pela jogabilidade. Nada ATERRORIZANTE e FRUSTRANTE. De resto é equivalente a versão PC.
Avaliação PC: 9,0
Avaliação Xbox 360: 8,5

Diversidade:
PC - Mods, G.E.C.K. (Garden of Eden Creation Kit), console e muitos itens, locais, pessoas e inimigos para conhecer/destruir. 20 levels para evoluir (30 com a expansão Broken Steel), vários perks, várias missões, várias armas únicas, várias maneiras de concluir a história. Excepcional.
Xbox 360 - Não conta com mods, nem G.E.C.K. e nem console. Ainda assim conta com a imensa diversidade já existente no jogo. Poderia ser melhor, mas já está excelente.
Avaliação PC: 10
Avaliação Xbox 360: 9,0

Som:
PC - Músicas desoladoras, sons diversificados e combinativos. Repetição quase inexistente.
Xbox 360 - Sem diferenças.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,5

Multiplayer:
PC - Inexistente.
Xbox 360 - Inexistente². Uma pena. Poderia ser bem melhor explorado nesse ponto.
Avaliação PC e Xbox 360: NA (Não Aplicável).

Geral:
PC - Fallout 3 prova que chegou pra ficar e já é um futuro clássico. Um daqueles jogos que merecem ser apreciados e não apenas engolidos.

História digna de oscar, personagens com personalidades fortes (diferentes do visto em "Oblivion") e diversidade digna de um jogo atual. Nada de linearidade e nada de limites.

Não entrará para história. Já entrou.
Xbox 360 - A prova que versões PC de jogos sempre terão o seu brilho. Continua incrível da mesma forma e fará parte entre "quais jogos bons eu posso jogar no meu velho Xbox 360?".

Avaliação Final (PC): 9,5 / 10 (Excelente)
Avaliação Final (Xbox 360): 9,0 / 10 (Muito Bom)



-----------------------------------------------

FINISH!

O próximo jogo analisado será um de Xbox 360 (desculpem donos de outras plataformas, mas o X360 foi o principal motivo desse meu sumiço. Tenho que falar sobre tudo que joguei) o Velvet Assassin. Relativamente novo. Lançado no final de abril desse ano.

Uma das melhores capaz que já vi. Não apenas pela... han... agente (!) da capa, mas sim pelo... han... OK. É só pela agente mesmo.

Saiu também para PC, mas não tive a oportunidade de jogar tal versão, então será concentrado na avaliação do port de X360.

See you later, guys!

o/

sexta-feira, 6 de março de 2009

Análise: Left 4 Dead (2008)


Não sei quanto a você, mas eu sou fã de jogos e filmes de zumbi.

Resident Evil, Dawn of the Dead, 28 Days Later, 28 Weeks Later.

28 Days/Weeks Later, dois clássicos incomparáveis.

Os melhores filmes de zumbis da história!

Trilha sonora estupenda, filmes com objetivo, expressões dos personagens são mais "reais" e por aí vai.

E foi exatamente isso que me atraiu pra jogar Left 4 Dead.

A premissa do jogo era ser um grande cooperativo. Outro grande motivo que me fez ter vontade de jogá-lo.

E eu amo jogos em cooperativo. Já disse isso por aqui.

O jogo tem modo cooperativo com 4 players e com split screen (!!), é de zumbis e FPS.

Parece um jogo feito exclusivamente para mim! haha

Mas L4D é essas "coca-colas" todas?

EU QUELU!

Bem...

O vídeo inicial conta o que está acontecendo, mas não conta o porquê que está acontecendo. Você não sente falta até então.

É bem feito e mostra que os sobreviventes devem estar juntos para sobreviverem. O espírito de união reina aqui.

Apesar de ser estupidamente longo, cumpre seu papel e é praticamente um "promo" mostrando o que vem por aí.

Na versão PC não há split screen (alguma novidade?). Na do Xbox 360 basta você apertar start nos controles que queira jogar (caso tenha mais de 1).

Daí você escolhe um entre os 4 personagens. Os 4 personagens são:

-Bill: um meia-idade parecido com John Locke do Lost. Parece ser fodão, mas no fundo dá pra perceber que não fez muito em toda a sua vida.

E não, ele não me parece do exército. Apenas um patriota americano qualquer.

Exército? Ham... sei.

-Francis: um daqueles caras trintões que teve uma adolescência e o início da idade adulta misturado com gangues, o que explica as tatuagens.

Ou simplesmente ele é um revoltado e frustrado que botou várias tatuagens e quer tirar onda de porreta.

Bom, tanto faz.

O fato que ele é tão revoltado que odeia tudo. Árvores, elevadores, zumbis...

Com molotov na mão até eu tenho coragem

-Zoey: a mulher do grupo. Jovem, bonita e gostosa e não dá para saber muito sobre ela.

CARALHO, ZOEY! O HUNTER TÁ ATRÁS DE VOCÊ, PORRA!

-Louis: representa a classe "normal", ou seja: o adulto simples que trabalha 8 horas diárias, volta pra casa e assiste TV e repete tal rotina todos os dias. Nos fins de semana vai a shoppings e come fora se possível e o principal: não sabe porra nenhuma de caça a zumbis.

Pensativo, hein?

Bom, não que alguém saiba de caça a zumbis, mas muitos teriam reações melhores que a maioria das pessoas (entenda a "maioria das pessoas" como "Louises") teriam.

E não citarei que ele é o único negro do grupo senão me chamarão de racista por falar sobre isso.

...

Não faz diferença quem você escolha. Não é porque você escolha Louis que ele não saberá atirar e não é porque você escolhe a Zoey que ela não terá força para algumas armas e por aí vai.

Apesar de eu criticar muito essa falta de diversidade, tenho de concordar que as supostas vantagens/desvantagens de cada um atrapalhariam nas escolhas e provavelmente você não escolheria um dos personagens por tal motivo.

Independente de quem você escolha, você ainda escolhe 4 níveis de dificuldade (Easy, Normal, Hard e... esqueci o nome da quarta dificuldade), o cenário e o estágio.

Todos os estágios ficam disponíveis para a escolha já de início e como o jogo não conta com um "save game" ajuda bastante para quando você completar uma fase, poder jogar depois.

OK, Bill. Chega de pose e mata a PORRA DO ZUMBI QUE TÁ NA SUA FRENTE!

Digamos que você escolha o primeiro cenário "No Mercy" e a primeira fase. Logo no loading você vê uma imagem com todos os personagens como se fosse um poster de filme.

Quando o jogo começa, você tem uma disposição militar a sua escolha que aparece como em um passe de mágica em cima de uma mesa.

Você só pode carregar uma arma por vez e a pistola (ou pistolas. Dá pra usar 2 ao mesmo tempo). Dá para ter também pipebombs (lembra de Duke Nukem 3d?) ou molotovs, um kit de primeiros socorros e analgésicos.

Não demora muito para você descobrir que a uzi e a rifle são completamente inúteis. E o porquê?

As fases são entupidas de zumbis!

E eu não estou exagerando. São ENTUPIDAS mesmo!

Holy shit! HOLY SHIIIIIIIITT!! FUUUUUUUUUUUUUUUUUU-

Suas balas terminam em menos de 5 minutos de jogo e 100m andados. Para isso não acontecer, teria que ter disponivel umas 2000 balas reservas.

Como você não é rambo não dá para fazer isso.

Então, como qualquer pessoa inteligente, depois de ler essa parte você escolhe a shotgun.

Você também tem disponível uma sniper. Não de início, mas conforme você vai avançando no jogo.

E usar a sniper é tão prazeiroso como um exame de fezes.

Não sei se você assistiu o filme que citei no início do post, o Dawn of the Dead, mas se você não assistiu eu vou explicar: os zumbis daquele filme são maratonistas e isso se repete em Left 4 Dead.

Foi comer demais. Viu no que deu?

É muito legal parar 500 zumbis retardados com uma sniper em cima de um prédio, o caso é que no Left 4 Dead os zumbis não são tão retardados, são rápidos e NÃO HÁ UM LUGAR PARA UTILIZAR A SNIPER!

Quer dizer: até que existem os lugares, mas todos os monstros (eu disse: TODOS) sabem subir prédios e outras coisas gigantescamente altas.

Qual é a utilidade da sniper se você não tem como e onde utilizá-la?

Isso é quase tão útil quanto o cogumelo azul e raivoso de Super Mario Bros: The Lost Levels!

Ou tão útil quanto um abridor de latas americano!

Até hoje eu tento usar esse troço direito.

A uzi e a rifle são as MELHORES armas do jogo, mas NÃO TEM BALA!

Isso é quase como você ir lutar na segunda guerra mundial com uma bazuca com apenas 1 missil e sem misseis reservas!

Apesar de você ter 6 armas disponíveis no jogo, o que não é uma má variedade, apenas 3 delas são úteis: as 2 espingardas e a pistola.

Por mais estrategista que você seja, tenha certeza que seus planos serão tão infalíveis quanto os de Cebolinha caso queira utilizar a rifle, a uzi ou a sniper.

Selei o dono da lua!

Aliás, eles serão incrivelmente sem objetivo com qualquer arma que você tenha e o motivo disso? Não há como fazer estratégias.

Eu gosto de jogos estilo "mate o quanto puder na loucura", mas até mesmo nos jogos mais imbecis desse tipo há partes em que dá para ser estrategista. Como lançar uma granada em cima de 10 caras.

No Left 4 Dead isso SIMPLESMENTE NÃO EXISTE! Ou você mata ou você morre. Simples assim.

Se o jogo fosse apenas de zumbis seria repetitivo pra caralho, mas teria algum sentido. Só que existem outros tipos de inimigos.

Milharal. Who cares? Kill the zombies!

E falando nos tipos de inimigos... além dos zumbis, existem mais 5 tipos de inimigos:

-Boomer: é um obeso mórbido que vomita ou explode em cima de você. Se o vômito dele ficar em cima de você, atrai mais zumbis.

Tá precisando de um regime. Tá criando até caroços de gordura.

SIM! MAIS ZUMBIS!

JÁ NÃO ERA O SUFICIENTE, NÃO É MESMO??

-Hunter: é algum ser provavelmente geneticamente modificado que tem grande capacidade de pulo e é bem rápido. Lembra um pouco os hunters de Resident Evil 1, mas não são monstros e nem matam de vez.

Me lembra aqueles brancos que falam como rappers

-Smoker: tem uns tentáculos que tentam te estrangular e ao morrer deixam uma fumaça que não presta pra absolutamente nada além de seus caras ficarem tossindo.

Dá pra usar essa língua em outra coisa... não é nada sujo, seu pervertido!

-Witch: uma menina semi-nua (nada sexy, seu doente) que chora como uma criança e quando você incomoda ela, ela te persegue até te matar (te deixa incapacitado e logo depois começa a te espancar de raiva).

Eu disse que não era sexy.

Para não incomodar a Witch, você não pode:
*Ligar a lanterna na cara dela.
*Chegar perto dela.
*Atirar nela.
*Andar.
*Se mexer.
*Respirar.
*Existir.

Não é tão dificil, convenhamos.
-Tank: um monstrão gigantesco com quase 10000 de vida com a força de um Hulk (até se parece com um, só não é verde) e que te deixa incapacitado com 2 murros.

Olha a língua dele de: não to nem aí pra vocês! HA-HA!

Apesar da variação de inimigos ser menor do que a encontrada em Wolfenstein 3d (um jogo 16 anos mais antigo) esse não é o maior dos problemas.

O caso é que é tudo aleatório.

Isso implica que pode aparecer zumbis e hunters, zumbis e smokers, zumbis e boomers, zumbis e witch, zumbis e tank... sempre com zumbis, mas variado.

Você joga uma fase e nela se apareceu hunter na primeira vez, pode não aparecer ninguém ou aparecer um smoker no seu lugar. E por aí vai.

Devo dizer inclusive que esse random é um remendo para que o jogo não se torne repetitivo. É um remendo tão protetor quanto um band aid por sinal.

Comentando no geral, o jogo na primeira fase parece o melhor do mundo: bem feito, divertido, variado, objetivo, armas que servem para ocasião...

OH MEO DEOULS! HUNTER EM CIMA DE MIM! HELP! HELPP!!!

A primeira vez que o Boomer aparece você pergunta "Que porra é essa?" e quando ele vomita em cima de você bate o desespero, a primeira vez que o Hunter aparece você grita mais que o Louis, a primeira vez que o Smoker aparece você fala pro seu amigo: "CARALHO! ATIRA NESSA PORRA! VAI ME MATAR!", a primeira vez que a Witch aparece você nem sequer vê quem te matou e a primeira vez que o Tank aparece você se manda e como um filho da puta deixa seus amigos matarem o Hulk morto vivo.

Como diz o velho ditado: a primeira vez é inesquecível.

Bom... não foi exatamente assim.

O problema é que não existe uma daquelas máquinas de apagar memória do Men in Black, então vem a segunda vez, a terceira, a quarta...

Mais hunters, mais smokers, mais tanks, mais boomers malditos, mais witches...

Toda fase, eu disse TODA fase tem pelo menos 5 tipos de inimigos. Não importa que dificuldade você esteja jogando. Os únicos que podem variar nas fases que aparecem são os tanks e as witches. Ainda assim nas fases finais, eles aparecem direto.

Os cenários terminam quando você chama o transporte de resgate. É claro que os transportes de resgate não chegam rápido e você tem que esperar. O que acontece nesse meio tempo?

Mais monstros aparecem, claro!

Sério, eu joguei o modo cenário com meu primo no Normal, segunda dificuldade das 4 e apareceram 3 tanks enquanto o helicóptero não chegava.

Só um já é complicado. Imagine 3!

TRÊS TANKS!

Sem contar os 15 hunters, 10 smokers, 20 boomers e 54565 zumbis.

Imagine a quarta dificuldade?

O que resolvemos fazer então? Jogar no easy.

Nem tanks apareceram e provavelmente nem uns 2 hunters e 3 boomers. Não lembro nem de smokers.

Há uma variação IMENSA de dificuldade. Puta merda!

Mas enfim...

Apesar de ter vários pontos completamente revoltantes, o jogo conta com suas vantagens.

Assim como o UT3, a engine dele é bem leve. Provavelmente rode no seu PC comprado em 2006/2007 facilmente (se acha isso pouco, me diga quantos jogos de fim de 2008 e início de 2009 você consegue jogar com uma GeForce 6600?). Os gráficos não são grande coisa, mas não chegam nem perto de serem ruins. São acima do padrão "aceitável" de hoje em dia.

Além, é claro, do modo cooperativo. Provavelmente um dos jogos que tenha o melhor modo cooperativo de todos os tempos e eu não estou exagerando. É bem COOPERATIVO mesmo. Se seus amigos morrerem, você está completamente vulnerável no jogo. Ataques de Smokers e Hunters são impossíveis de serem parados pela vítima.

Fiquem todos juntos!

Outra grande vantagem é a variação de cenários. Enquanto em inimigos o jogo é revoltantemente repetitivo, os cenários são exatamente o contrário. Você joga em casas, cidades, cemitérios (!!), milharais, hospitais, esgotos...

Quanto ao modo Versus: não posso opinar sobre tal. Já que acabei não jogando. Uma pena. Tudo que sei é que é como se fosse um "Deathmatch" do Left 4 Dead. Você pode escolher os sobreviventes ou os monstros. Deve ser bem legal jogar com o Hunter ou com Tank.

E assim como a maioria de filmes/jogos de zumbis não há uma história. Você vive o presente e só. Pelo menos até onde joguei no jogo tudo que fiz foi matar zumbis e monstros variados e nada foi explicado. Inclusive cada cenário me pareceu apenas versões alternativas da "história" principal.




Como a maior vantagem do Left 4 Dead é o multiplayer minha recomendação é que: ainda não jogou? Quer jogar? Então arrume alguém para jogar!

Se for jogar a versão PC, arrume alguém que possa jogar em rede ou online.

O single player dele é muito razoável e não vale o esforço nem o preço que custa.

E lembre-se: se for incomodar a Witch, deixe esse trabalho para Zoey :D

Isso você não odeia né, safadinho? Tenho que admitir que eu também não :~

------------------------------------------

Terminado mais um review!

O próximo é a parte 2 dos "jogos que merecem um remake"

Resident Evil já foi um dos "premiados". :D

Não viu a parte 1? É o primeiro post do blog.

Até breve.

o/