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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Análise: Fallout 3 (2008)


Eu sempre fui fã de coisas com temas pós-apocalípticos. Seja filmes, jogos, livros... enfim, qualquer coisa em que o mundo se fode no final ou já começa fudido.

Não precisa ter uma história parecida. Seja "Mad Max" ou "12 Monkeys", só tive realmente vontade pela temática pós-apocalíptica. No final me dei bem, pois além de tudo são ótimos filmes.

E "Mad Max 2" é melhor que os outros 2 da trilogia.

MAD MAX 2 OWNA!

NÃO DISCUTA COMIGO!!

...

No fim das contas (pra não usar "enfim" de novo) foi essa minha paixão por ver o planeta se fudendo que me fez jogar Fallout 3.

O terceiro game da série (sem contar os spin offs Tactics e... tem mais outro que eu esqueci? Bem, não importa. Seria uma porcaria do mesmo jeito) foi feito pela Bethesda Studios. Digamos que isso criou um "mimimi" dos fãs das versões anteriores. Os motivos, além da mudança da empresa que antes era da Interplay, era a mudança de estilo. Fallout passou de um RPG de turnos para um FPS.

OK, eu entendo as reclamações e sou um dos caras mais chatos em relação a isso (não é necessário leitura incessante no meu blog para descobrir que sou fã de jogos velhos e normalmente detesto mudanças), mas COME ON! Vamos dar uma chance aos caras. É a primeira vez e o marketing foi bom! Errar seria a total destruição da reputação da empresa. Eles simplesmente não poderiam se dar ao luxo...

...ou poderiam?

O que foi? Fiz algo errado?

Bom, comento sobre isso ao longo do post. Vamos a um pequeno resumo da excelente história de Fallout:

O inicio de tudo é 2051. O mundo se parece muito com o tecnológico imaginado do que seria 2000 em 1950. Essas coisas de carros voadores, cremes de barbear que não precisam de barbeador, roupas parecidas com "Os Jetsons", robôs que satisfazem qualquer necessidade humana (sim, inclui aquilo) e etc.

Se é uma sátira eu não sei, mas dificilmente eu imaginaria algo melhor.

A grande diferença é que o mundo não é tão mágico assim quanto imaginado. Falta petróleo (aparentemente recursos como alcool extraído da cana e biodiesel foram completamente descartados. Bem, considerando que o primeiro jogo é de 1997, posso extrair o biodiesel, mas eu me refiro a combustíveis naturais em geral) e, é claro, como o ser humano é uma espécie que proclama a paz independente de momentos, com certeza que facilmente chegaram numa solução.

Sim, eu fui irônico no fim do parágrafo acima.

Aí vem tudo aquilo que você ouve falar que acontece em pré-guerras: nações se fudendo, alguns tendo recursos em excesso e outros nada e os que tem em excesso não gostam de compartilhar (ok, eu também não gosto de dividir o halls) e bla bla bla. Acontecem coisas como o fim da ONU, países grandes como China perderem toda a reserva de energia e terem que invadir o alasca (na época um dos poucos lugares com reservas) porque os states não aceitaram compartilhar e etc.

Invasão aqui e acolá e no meio desse processo, experimentos radioativos com animais e construção de Vaults.

Good boy, Dogmeat (sim, Dogmeat tá nesse jogo ou ao menos o tataraneto dele)!

Um Vault é como se fosse uma residência subterrânea segura que protegeria de todos os efeitos da guerra nuclear (que não precisava ser inteligente para saber que aconteceria uma hora ou outra). Isso na teoria. Na prática funcionavam como lugares de experimentos. Em tais experimentos consistia achar a frequência ideal para hipnotização de humanos para se tornarem soldados fiéis, gases para testar comportamento em pessoas (provavelmente com o mesmo objetivo), vaults isolados completamente para testar como humanos viveriam em total isolamento, vaults com 1000 mulheres e apenas 1 homem (queria eu ser o sortudo) e outras coisas mais.

Darei uma de Super Spoiler e contarei o resultado dos Vaults: quase 100% de total falha.

Well, em 23 de outubro de 2077 finalmente vem a grande guerra (nomeada apenas assim). A duração dela foi brochante: apenas 2 horas, mas foi o suficiente para fuder boa parte do mundo inteiro.

Não se sabe quem atirou a primeira "pedra" e nem todos os lugares do mundo atingidos, mas foi o suficiente para que o planeta ficasse ferrado em boa parte.

Como a guerra foi totalmente nuclear isso criou cenários totalmente devastados. Imagine a bomba de Hiroshima... agora imagine uma bomba pelo menos 100x mais potente. Foram bombas desse tipo que caíram em DIVERSOS lugares do planeta.

Não demorou muito para que o efeito nuclear atingisse animais e humanos. Já começa com o chamado "inverno nuclear" pela fumaça que é deixada pelas bombas. Não tem idéia do tamanho efetivo de um inverno nuclear? Saiba que foi isso que realmente matou os dinossauros (meteoros não explodiriam o planeta inteiro, né?).

Como o despejo nuclear foi muito intenso, levou em média uns 3 anos para que espécies realmente assustadoras fossem criadas. Abelhas gigantes, ratos misturados com toupeiras, ursos com garras imensas e velocidades de leopardos e etc. Afetou também os humanos, criando super mutantes (humanos REALMENTE modificados) e Ghouls (humanos modificados que no fim das contas ficavam parecendo zumbis devido ao "derretimento" da pele).

Acontecem várias coisas entre 2080 em diante, mas considero mais "fan database", ou seja: quer saber? Jogue os jogos antigos e procure sobre o Fallout Bible.

No final de 2161 tem início o Fallout 1, em meados de 2241 tem início o Fallout 2 e finalmente em setembro de 2277 tem início o Fallout 3.

Pois é, isso foi um pequeno resumo. Boa sorte lendo o Fallout Bible inteiro (que nem inclui o Fallout 3).

Decisões e decisões. Não sou bom em decisões dificieis

É ou não é uma história no mínimo ATERRORIZANTE??? MWAHAHAHAHAHA!

HAHAHA!

HAHA!

Ha...

...

ENFIM, onde estávamos mesmo...? Ah! Quanto ao jogo...

Eu comentei acima que a Bethesda foi apedrejada pelos old fans antes mesmo de lançar o jogo. Há motivos, afinal como afinal uma mudança de um RPG de turnos pode se tornar um FPS sem grandes distorções?

Mas devo dizer que felizmente a Bethesda acertou.

Ela já começou acertando mudando o local de Los Angeles para Washington. Não que LA seja ruim, mas quer mudar tudo sem prejudicar o conceito dos fãs? Não se apegue a velhas histórias.

Você é um habitante do Vault 101. Aprende desde pequeno que todos nasceram no Vault e morreriam no Vault. Os bastardos te enrolam bonitinho.

Tudo está indo felizmente bem e alegre como uma sociedade atual, até que você descobre que seu pai sai do Vault.

O velho fode tudo e o overseer (digamos que é o "presidente" do vault) quer te fuder na mesma intensidade. Sexualmente ou não.

É claro que você que não é masoquista e nem gay (é? Bem, não importa. No jogo não é) e resolve fugir. Daí começa a real aventura e não a vida normal para pussies.

WHAT THA FUCK? AAAHHHHHH!! *BANG BANG*

Velhas coisas foram preservadas: história sobre moradores de vaults, outsiders, mutantes, cenários desoladores, músicas combinativas, sistema V.A.T.S. (Vault-Tec Assisted Targeting System - era um sistema utilizado nos fallouts antigos para definir que parte do corpo ia acertar e cada parte tinha sua porcentagem e seu dano. Bem útil contra alguns inimigos com pontos fracos) e, não poderia faltar, a grande história.

Claro, a história do Fallout 1 é de cair em depressão (acredite, isso é um elogio), a do 2 é fantástica incluindo até mesmo pedofilia (não em aberto. Você podia convencer crianças com papos metafóricos como "Vamos brincar de casinha?") e sexo em geral. Tinha até mesmo uma classificação para quando você ainda era virgem no jogo.

No 3 essa história é nitidamente inferior, porém é muito, muito, muito, mas MUITO melhor que a da maioria dos jogos de hoje em dia. A forma que é contada e a liberdade que você pode seguí-la são simplesmente impressionantes.

Assim como nos Fallouts antigos, você pode definir que tipo de pessoa quer ser. Isso inclui ser tão bom que não aceita recompensas e dá água purificada a mendigos (é quase o mesmo que hoje dar um galão de petroleo a cada mendigo que achar), pode ser tão mau que escraviza pessoas inocentes em troca de o mínimo de dinheiro ou pode ser uma pessoa comum que pensa mais nela que nos outros, ajudando quando não tem prejuízos no fim das contas.

Os gráficos não chegam a ser impressionantes, mas usam um sistema de reflexo que deixam eles bem mais bonitos. A liberdade de andar praticamente por boa parte de Capital Wasteland (como Washington foi nomeada após sua explosão) e de entrar em vários locais abandonados é incrível. A cada local que você entrar, você será recompensado. Isso inclui armas únicas, itens bons em quantidade e/ou grandes inimigos para ganhar experiência.

O sistema V.A.T.S.. É péssimo em FPS? Ele é a solução!

A jogabilidade não deve nada para um FPS. O sistema V.A.T.S. deixa ela ainda mais fácil e melhor. Você tem disponível como arma praticamente qualquer coisa que dê para usar: desde canos até lançadores de mini misseis nucleares e armas lasers aliens. A diversidade de inimigos é simplesmente incrível: você enfrenta de baratas gigantes até humanos que foram modificados pela radiação de uma forma tão intensa que ficaram do tamanho de Golias (o da bíblia, não o comediante morto. Que Deus o tenha).

Se você gostar do jogo (o que duvido muito que não aconteça), o fator replay é bem longo em relação a um jogo single. Você tem vontade de explorar tudo que é lugar, conquistar tudo que é arma, matar tudo que é tipo de inimigo, se intrometer em quantas histórias quiser. Arrumar brigas com grandes gangues e até mesmo matar vacas com bazucas (aquele cara do Yes, man! não estava sozinho). Como eu disse há pouco: vida normal é para pussies.

Infelizmente o jogo não tem apenas vantagens.

A engine gráfica é fantástica e você não precisa de muita potência para rodar Fallout 3 no seu PC, porém ela traz um mesmo problema visto em The Elder Scrolls IV: Oblivion (a mesma engine): bugs excessivos.

Alguns são apenas engraçados, como humanos que perdem os musculos quando morrem, escorpiões gigantes voadores e pinball de partes de corpo dos inimigos, mas alguns podem se tornar de irritantes a frustradores. Nesse meio estão os bugs que impedem missões de serem completadas se você não seguir a risca e bugs que te prendem na parede, obrigando-o a carregar os últimos saves com a maior dor no coração.

Alguns pontos podem ser repetitivos, como os metrôs. Todos tem praticamente o mesmo objetivo e tipo de inimigos. Diferenças entre uma e outra coisa aqui e ali.

Os jogadores dos velhos fallouts podem sentir uma incrível falta de liberdade. Para quem começar o jogo do terceiro (eu não vejo nenhuma razão para se começar pelo terceiro, mas convenhamos que sem dúvida o Fallout 3 foi de onde muitos apreciadores começaram) a liberdade é fantástica, mas para quem jogou os antigos da série, isso chega a ser frustrante.

Se você seguir o bê-a-bá do jogo, este pode ser zerado em 5-6 horas. É MUITO pouco considerando um RPG (sim, é um FPS, mas traz características de RPG, como XP, HP, perks, levels...). Tente zerar Oblivion seguindo a risca as missões principais e você vai ver que eles poderiam fazer melhor, muito melhor.

Alone in the universe...

Felizmente os erros são ignoráveis e não tornam Fallout 3 ruim. Nem mesmo perto disso.

Fallout 3 não é um jogo para ser jogado e zerado apenas. É para ser apreciado e para você ficar pensativo depois de jogá-lo. É esse futuro que queremos? Lutar contra super mutantes é divertido, mas perder entes queridos por causa de baratas gigantes é divertido?

Ah... WHAT THE HELL! Matar baratas gigantes e deathclaws é AWESOME! FUCKIN' AWESOME! GIVE ME A GUN!

Em 2010 vem Fallout: New Vegas e em outubro desse ano sai Fallout 3 G.O.T.Y. Edition que conta com o jogo + as 5 expansões.

EU ORDENO QUE COMPREM!

Versão Xbox 360


Eu deveria ter muito o que falar dessa versão, afinal foi a que eu mais joguei. Foi onde fiz minhas 110 horas de jogo para conseguir todos os Achievements.

Aliás, Achievements são incríveis. Não valem merda nenhuma, mas você tem uma vontade incontrolável de conquistá-los.

Mas não é bem assim. A versão Xbox 360 não tem nada de especial em relação a versão PC. Na verdade não tem absolutamente PORRA NENHUMA de especial e sim desvantagens:

-Não tem console (console é divertido pra caraleo).
-Não tem direito a mods (além das expansões).
-Expansões não são free.

Eu disse "free"??

Bom, eu quis dizer que são mais baratas.

SIM, EU QUIS DIZER QUE SÃO MAIS BARATAS! PONTO FINAL! NÃO ME FORCE A DESTRUÍ-LO!

De qualquer forma, a vantagem da X360 é que vai rodar no seu X360!

Espere aí... isso não é bem uma vantagem... ah, whatever. Divirta-se com a sua versão lixo E VAI COMPRAR UM PC QUE PRESTE PRA RODAR ESSE JOGO COMO DEVE!

Eu ainda não fiz isso, mas sou hipócrita de insistir que você compre um PC que preste. Não sou demais?

E chega que já alonguei isso demais.

Versão PlayStation 3


OK, eu nunca joguei a versão do PS3. Já disse que não tenho o menor interesse por PS3 e não conheço ninguém que tenha um.

Mas pelo que eu saiba, além das desvantagens vistas no X360 ainda existem as desvantagens de lançamentos atrasados das expansões.

Se matem donos de PS3. MWAHAHAHAHAHAHA

HAHAHA!

HAHA!

Ha...

...hahaha! This's me laughing! You kill him, I kill her!

Hahaha, This's me before the ultra-slim-fast. You kill her, I kill him!

...

Preciso ver Family Guy com menor frequência.

-Espere, espere! Deve haver uma maneira melhor de resolver isso!
-Show de talentos?
-Show de talentos!


Avaliação técnica das categorias:

Avaliarei as categorias juntando PC com Xbox 360 para não alongar isso mais do que deve. A versão PS3 não está incluída, não posso avaliar o que eu não joguei.

Gráficos:
PC - Como dito acima: não são grande coisa, mas tem um bom reflexo que tornam eles bem mais bonitos. A capacidade de jogar dia e noite, a engine bem feita e a arte do céu deixam o jogo awesome.

Pelo menos as pessoas não tem mais Sindrome de Down como em Oblivion.
Xbox 360 - Não se diferem em absolutamente nada.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,0

Artístico:
PC - Pós-apocalíptico e criativo, mas artístico? I don't think so.
Xbox 360 - No Fallout 3 de Xbox 360 o jogo parece com o quadro "O Grito"... of course not! É a mesma porra de jogo!
Avaliação PC e Xbox 360: NA (Não Aplicável).

Diversão:
PC - É bem divertido chutar a bunda de uns monstros e enganar pessoas. Matar pessoas inocentes e vê-las gritando é ainda melhor! Tirando a parte sádica, você se diverte com alguns diálogos e com a história em si.
Xbox 360 - A falta de console faz o jogo ter uma pequena queda de rendimento. Criar 100 deathclaws e mandar mini-nukes neles, travando seu PC de tanto bicho é muito engraçado! Ha ha ha!
Avaliação PC: 9,5
Avaliação Xbox 360: 9,0

Replay:
PC - Simplesmente incrível como um jogo single player pode ter tanta utilidade e ser possível de jogar por 100 horas ou mais. Só vi algo parecido em Monster Hunter.

As expansões já existentes e as que vem por aí ajudam ainda mais em repetir o jogo diversas vezes.
Xbox 360 - Não há nada de especial nesse ponto em relação a versão PC e nem nada inferior. OK, tem os achievements, mas eu já disse acima que eles são inúteis.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,0

Jogabilidade:
PC - A combinação mouse + teclado + botões configuráveis é o suficiente para que pelo menos 80% dos pontos sejam conquistados. De resto o sistema V.A.T.S. ajuda ainda mais e a jogabilidade também não é lenta, nem muito rápida (e se estiver, a solução é simplesmente mudar a sensitividade) e você nunca terá problemas em falhas na jogabilidade, porque estas não existem.
Xbox 360 - Também configurável, mas mirar torna-se complicado porque o controle do X360, mesmo sendo o melhor da história para shooters, podem ter problemas em relação a mirar e tal. Isso implica em apelar para o V.A.T.S. mais vezes do que seria necessário. Uma mira semi-semi-automática (sim, eu repeti de propósito) ajudaria e muito, provavelmente igualando a avaliação.
Avaliação PC: 10
Avaliação Xbox 360: 9,0

Dificuldade:
PC - 5 diferentes para escolher e pode-se mudar no meio do jogo. Os inimigos não contam com tanta excelência em Inteligência Artificial, mas nem é tão necessário assim.
Xbox 360 - Prejudicada (aumentada) um pouco pela jogabilidade. Nada ATERRORIZANTE e FRUSTRANTE. De resto é equivalente a versão PC.
Avaliação PC: 9,0
Avaliação Xbox 360: 8,5

Diversidade:
PC - Mods, G.E.C.K. (Garden of Eden Creation Kit), console e muitos itens, locais, pessoas e inimigos para conhecer/destruir. 20 levels para evoluir (30 com a expansão Broken Steel), vários perks, várias missões, várias armas únicas, várias maneiras de concluir a história. Excepcional.
Xbox 360 - Não conta com mods, nem G.E.C.K. e nem console. Ainda assim conta com a imensa diversidade já existente no jogo. Poderia ser melhor, mas já está excelente.
Avaliação PC: 10
Avaliação Xbox 360: 9,0

Som:
PC - Músicas desoladoras, sons diversificados e combinativos. Repetição quase inexistente.
Xbox 360 - Sem diferenças.
Avaliação PC e Xbox 360: 9,5

Multiplayer:
PC - Inexistente.
Xbox 360 - Inexistente². Uma pena. Poderia ser bem melhor explorado nesse ponto.
Avaliação PC e Xbox 360: NA (Não Aplicável).

Geral:
PC - Fallout 3 prova que chegou pra ficar e já é um futuro clássico. Um daqueles jogos que merecem ser apreciados e não apenas engolidos.

História digna de oscar, personagens com personalidades fortes (diferentes do visto em "Oblivion") e diversidade digna de um jogo atual. Nada de linearidade e nada de limites.

Não entrará para história. Já entrou.
Xbox 360 - A prova que versões PC de jogos sempre terão o seu brilho. Continua incrível da mesma forma e fará parte entre "quais jogos bons eu posso jogar no meu velho Xbox 360?".

Avaliação Final (PC): 9,5 / 10 (Excelente)
Avaliação Final (Xbox 360): 9,0 / 10 (Muito Bom)



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FINISH!

O próximo jogo analisado será um de Xbox 360 (desculpem donos de outras plataformas, mas o X360 foi o principal motivo desse meu sumiço. Tenho que falar sobre tudo que joguei) o Velvet Assassin. Relativamente novo. Lançado no final de abril desse ano.

Uma das melhores capaz que já vi. Não apenas pela... han... agente (!) da capa, mas sim pelo... han... OK. É só pela agente mesmo.

Saiu também para PC, mas não tive a oportunidade de jogar tal versão, então será concentrado na avaliação do port de X360.

See you later, guys!

o/

sexta-feira, 27 de março de 2009

Análise: Steven Spielberg's Boom Blox (2008)


Mais de uma semana sem postagens. Quero me desculpar por ter sumido assim.

O motivo disso tudo é que eu falarei sobre um jogo de Wii e eu NÃO TENHO um Wii (so sad). Por isso queria utilizar o Wii do meu primo para pegar as shots do jogo.

Mas sempre esquecia disso e ia lá apenas pra jogar.

No fim das contas preferi pegar screenshots aleatórias da internet mesmo e fiz o review.

Isso não acontecerá de novo.

Saindo do ponto de "desculpas esfarrapadas", gostaria de dizer que a partir de agora eu falarei sobre o jogo e farei uma análise técnica no final. Presumo que tal análise técnica será de grande utilidade caso alguém tenha dúvida quando quiser comprar o jogo analisado.

Sim, copiei grotescamente essa idéia da IGN. Convenhamos que um resumão no final ajuda bastante em uma análise.

Digam o que acham disso (da idéia e não da cópia grotesca) :D

E pretendo analisar jogos ruins, mas alguns são tão ruins que não dá para fazer análises gigantes sobre os mesmos.

Então separarei entre "análises" e "mini-análises". Pretendo fazer algo como "Primeiras Impressões" também, mas este fica para um futuro mais distante.

Agora chega de enrolação e vamos adiantar o passo.

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Até há pouco tempo atrás, o máximo que eu tinha jogado no Wii era um Resident Evil 4 Wii Edition e tinha gostado muito, mas o jogo era muito mais difícil que nos consoles (porém bem mais real a jogabilidade).

Depois de jogar vários jogos de Wii e achar a maioria um piece of little shit, meu primo (ele de novo!) falou de um jogo chamado Boom Blox que usaria o esquema de realidade virtual no wii.

Sim, o recurso veio daquele asiático (ou decendente, who cares?) gordo que você viu no youtube.

Provavelmente ele patenteou e ganhou tanto dinheiro que teve um coma alimentício na Wendy's.

Hum... Wendy's... nham

Só em olhar pra essa imagem deu água na boca. Morrerei de infarto com certeza.

Enfim, o Boom Blox nasceu dessa idéia. Parece que a sua sequência, já estimada pra ser lançada em maio desse ano, usará oficialmente um óculos com sensor de movimento para que você apenas mova a cabeça e automaticamente a tela se mova também.

Pretty fun, hum?

Mas o segundo não importa. Ele nem mesmo lançado foi e esse post não é um preview ou coisa parecida.

Boom Blox de cara parece um jogo normal do Wii: gráficos infantis, multiplayer com até 4 jogadores e utiliza o wii mote como se fosse a coisa mais fantástica do mundo.

O jogo é mesmo isso? Sim, é.

LET'S BLOW EVERYTHING!

Boom Blox é o tipo de jogo que você não sabe o que tem que fazer, mas eis que o jogo te apresenta um tutorial para leigos.

Aliás, para mim todo jogo deveria ter tutoriais disponíveis e que NÃO FOSSEM OBRIGATÓRIOS. No game é exatamente isso: você pode seguir um tutorial inteiro como também pode simplesmente pulá-lo e ir direto pra "ação".

Nos tutoriais você aprende que Boom Blox é diferente de tudo que você já jogou desde a sua infância. É diferente porque não dá para criar um game como o Boom Blox sem algum dispositivo que dependa dos seus movimentos.

Um mouse já serve, mas não pensaram nele. Wii Remote é mais "show".

Nos modos você tem lançamento de objetos (que podem variar de uma bola de baseball até uma bomba atômica), "não deixe a torre cair", derrube as peças com pontos, tiro ao alvo, proteja os gems, não deixe tal bicho cair... e por aí vai.

Todo modo tem sua particularidade e devo dizer que alguns chegam a ser irritantes se você tentar conquistar as medalhas de ouro.

Eu achava xerifes estúpidos, mas alguém que comemora uma explosão que ocorre 2 metros atrás de onde ele esteja é retardamento.

Para vencer cada fase do jogo, você precisa ganhar uma medalha. Bronze é o suficiente para avançar, mas ouro é o necessário para que você zere 100%.

Apesar de parecer uma perda de tempo conquistar as medalhas de bronze e prata, já que não zeram o jogo de vez, recomendo que você não se preocupe com as de ouro de início.

Você não vai levar mais do que algumas horas para completar todas as fases e se o jogo já não parecer grande coisa, tentando conquistar tudo ouro é que você vai abandoná-lo de vez.

Então não se preocupe com ouro no início, apenas passe. Caso você adorou o jogo e não consegue viver sem ele, tente conquistar as medalhas de ouro nas fases já vencidas.

Destrua os zumbis para proteger os gatinhos fofos.

O jogo não tem história. Na verdade, em alguns modos, eles explicam uma simples historinha sobre o que vai acontecer, mas tal enredo se baseia em "temos que destruir o inimigo" e no final "vencemos".

Não creio que você vá se interessar pelo roteiro de Boom Blox. Apenas pule ele quando aparecer.

Se a história não é grande coisa, a física torna o jogo awesome.

Eu amo jogos que utilizam bem as leis da física, mesmo que essas leis sejam criadas apenas para aquele jogo. Felizmente esse não é o caso de Boom Blox.

Minha preferência é pelo modo de "não deixe a torre cair".

Você provavelmente já jogou isso na vida real. Lembra aquele jogo que você tirava uma peça, daí o outro tirava outra peça e assim ia até a torre cair? É exatamente isso que tem no game, com a exceção que você usa uma mão elástica para isso.

Justamente por ser uma mão elástica, cria várias situações de "fuu".

A câmera é limitada, então em algumas fases ela é bem afastada. Quanto mais afastada for, mais chance de pegar a peça errada.

E esta peça errada pode ser o suporte principal da torre.

Um movimento errado pode anular todo o seu sacrifício de 20 jogadas "certas".

Mas eu amo isso. Amo mesmo. É quase como você investir em um negócio, ele falir e você perder todo o dinheiro investido e mais um pouco em um tempo record.

Ou em um jogo de corrida com 50 voltas, ser líder da corrida por 49 voltas e meia e perder o controle o suficiente para cair pra último lugar e não conseguir recuperar.

Vai me dizer que você não gosta disso? Todo mundo tem seu lado masoquista, não seja tímido.

Aposto R$ 50 que ele vai morrer esmagado por aquela peça ali.

Mas, brincadeiras a parte, toda essa frustração é convertida em risadas quando você está jogando isso com um amigo.

Desde que não seja você quem faça o movimento errado e nem seja modo cooperativo.

E aliás, não é apenas esse modo que você se revolta. No "não deixe tal bicho cair", você xinga o maldito de tudo quanto é nome. Nomes que sua mãe se assustaria quando visse você jogando Boom Blox.

Indo para outros pontos, o jogo tem um CRIADOR DE FASES!

CRIADOR DE FASES! VAMOS CRIAR XERIFES ESTÚPIDOS!

!!

!!!

!!!!

!!!!!²³²³²³³²³²³³³²³²

Cara, eu sou MUITO FÃ de um criador de fases. Por mais simples e estúpido que ele seja, jogo com criador de fases sobe muito no meu conceito.

E o melhor de tudo: no CRIADOR DE FASES dá pra criar QUALQUER tipo de jogo e é perceptível que os próprios criadores o utilizaram para desenvolver TODAS as fases do jogo.

De início ele é meio complicadinho, mas no próprio jogo tem um tutorialzinho e se você não aprender, desista porque você é muito retardado.

É fácil de montar as peças. Difícil mesmo é acertar as regras, mas quaisquer problemas é só editar uma das fases do tipo que você queira criar.

Sim, dá pra você editar as fases já feitas pro próprio jogo.

Isso não é simplesmente emocionante?

Aquele ali é o macaco louco criança?

Quanto ao modo multiplayer, posso dizer que há muito tempo eu não via um tão bem desenvolvido quanto o Boom Blox.

São muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

...uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

...uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...

...

...

...uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitas fases a escolha. Se ainda assim não estiver bom pra você, só editar as fases do próprio jogo e botar o suporte a multiplayer nelas.

Se MESMO ASSIM ainda não tiver bom, você pode baixar fases na internet criada por fãs!

E se AINDA ASSIM não estiver legal, você pode criar sua própria fase.

Se mesmo depois disso tudo ainda não estiver bom, vá tomar no cu porque você tá querendo me sacanear.

Vai cair. Vai cair!

Mas sério, no multiplayer dá para jogar todos os modos disponíveis no single e em coop ou competitive. Você vai passar umas boas horas com amigos nesses modos.

AINDA ASSIM você vai querer repetir tais fases com amigos diferentes e/ou mais amigos. Quanto mais gente, mais divertido o jogo fica.

O jogo fica devendo mesmo é uma jogatina online. Apesar de eu não ser mais tão fã de jogar com desconhecidos como era há tempos atrás, tenho que reconhecer que isso ajudaria mais ainda para o jogo não ficar no armário.

Mas concluindo:

Vários jogos lançados pro Wii não merecem estar nesse console.

O Wii foi feito para diversão, seja em single ou multiplayer.

Felizmente nisso o Boom Blox soube aproveitar.

Não importa se você seja um depressivo sem vida social ou mais popular que Britney Spears quando dizia ser virgem. Se você não ligar para gráficos vai se divertir e muito no Boom Blox.

Quer comprar um Wii? Esqueça os mários e os jogos teoricamente ótimos (como Call of Duty V). Invista primeiro no Boom Blox e cada centavo gasto será recompensado.

Claro que se você estiver cagando dinheiro compre até o horripilante jogo de totó pro Wii.

Mas ele fica pra outra ocasião.

And you have failed. Please die.

Avaliação técnica das categorias:

Gráficos: Infantis como a maioria dos jogos do Wii. Não chegam a ser bons, considero como medianos. Estão muito longe do que o Wii teoricamente suportaria, mas também está bem mais avançado do que muitos jogos para o console.
Avaliação: 7,0

Artístico: Não considero o jogo como artístico. É apenas infantil e "engraçadinho".
Avaliação: NA (Não Aplicável)

Diversão: Até mesmo nos modos de jogos mais chatos que você se recusa por um momento a jogar, quando começa a fazer isso não quer mais parar. O jogo com multiplayer fica ainda mais legal, principalmente no modo de puxar peças e não cair a torre.
Avaliação: 9,5

Replay: Mesmo depois de ter zerado, o jogo conta com um modo multiplayer que irá entreter por várias horas e um CRIADOR DE FASES, PORRA!
Avaliação: 9,0

Jogabilidade: Os únicos problemas causados são pelas falhas do Wii Remote que acontecem se você estiver muito perto da barra de sensor. De resto o jogo é de fácil adaptação e em nenhum dos modos você terá problemas para aprender e melhorar.
Avaliação: 9,5

Dificuldade: O jogo é bem fácil mesmo nas últimas fases. Você só terá alguma dificuldade quando estiver aprendendo, coisa que não leva mais do que um modo de jogo para completar (o tutorial é o suficiente). Caso queira deixar o jogo mais difícil, tente ganhar medalha de ouro em todas as fases.
Avaliação: 6,0

Diversidade: CRIADOR DE FASES (!), possibilidade de baixar fases na internet e muitas... MUITAS fases disponíveis no jogo em si. De ruim mesmo é que você tem que completar os levels no modo single para desabilitar várias coisas no criador. Nada que um save baixado da internet não resolva.
Avaliação: 9,0

Som: Algumas músicas são repetitivas e os "grunhidos" dos bichos das fases também, mas não chegam a atrapalhar sua concentração e deixam até o jogo "engraçadinho". Já os sons dos eventos foram bem escolhidos e são empolgantes.
Avaliação: 8,5

Multiplayer: Modo cooperativo e competitivo que dá a possibilidade de jogar todos os modos disponíveis com um ou mais amigos. Com o Criador de Fases dá para criar levels com mais de um jogador. Possibilidade de jogar com um único Wii Remote para 2 ou mais pessoas em fases de turno. Pra ficar melhor só faltou um multiplayer online.
Avaliação: 9,5

Geral: Boom Blox vale a pena de ser jogado em qualquer tipo de ocasião: você tendo um Wii, seu amigo tendo um Wii, você jogar Wii em uma locadora... pode não parecer grande coisa na primeira impressão, mas é estupidamente divertido, multiplayer excepcional e um CRIADOR DE FASES que possibilita expandir sua vida útil de uma forma fascinante.

Com todos esses aspectos, Boom Blox ganha a medalha de bronze com folga.

Avaliação Final: 8,5 / 10 (Muito Bom)



YOU WIN! GOLD!

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The end por agora. Tem vários jogos de Wii que quero analisar, mas farei isso com mais planejamento da próxima vez.

E o próximo jogo que vou analisar é o Unreal Tournament.

Sim, o UT Classic!

FODA!²³²³³²³³³²³³³

Devo admitir que a análise será apenas para dar a primeira medalha de ouro a um jogo.

Ops... essa saiu sem querer.

Mas... até breve!

o/

quarta-feira, 18 de março de 2009

Análise: Patapon 2 (2008)


Não é necessário ser um leitor assíduo do blog pra saber que já falei de Patapon em outra ocasião.

Esse review ia ficar para maio, mas para a minha surpresa o jogo saiu na europa em março. Eu já tinha jogado a versão em japonês, então passei a ter a oportunidade de jogar em inglês.

E quanto ao que eu acho de Patapon 2?

Bem...

A Sony não esperava que tivesse um sucesso tão grande em Patapon 1. Provavelmente o jogo foi lançado apenas para criar uma versão alternativa de "LocoRoco" ou algo parecido.

Mas o jogo vendeu bastante e como eles queriam mais dinheiro lançaram Patapon 2.

Provavelmente no medo de perder fãs (ou que pra eles significa: CLIENTES), a Sony fez o Patapon 2 quase como uma expansão do 1.

Hoje é festa! Fênix pro jantar!

Como assim? Deixe-me exemplificar:

Doom, lançado em 1993 pela iD Software fez um puta sucesso. Um sucesso extraordinário mesmo. O jogo vendia mais do que big big quando era 5 centavos.

Passado um ano, Doom ainda vendia bastante, mas não o suficiente para os mercenários da iD. Então o que a desenvolvedora fez?

Lançou Doom 2, claro!

Eu costumo dizer que se a iD continuasse lançando Dooms com o nível de novidade que tinha entre o Doom 1 e o 2, chegaria a 1996 com mais ou menos umas 7 versões de Doom tranquilamente.

Graças a Deus eles foram inteligentes e sabiam que a série ia ser desgastada se lançassem vários Dooms diretamente.

Como eles sabiam? Commander Keen teve 7 jogos em 2 anos. Acho que é mais do que o suficiente. Foram tantos jogos que Commander Keen só foi aparecer para o Nintendo 64 anos depois e depois sumiu totalmente.

O caso é que Doom 2 tinha exatamente as mesmas coisas do Doom 1. Adicione um chefão a mais, uma arma a mais (Super Shotgun) e uns 4-5 monstros a mais.

Além das 30 fases novas, mas que de "novas" mesmo não tinham muita coisa. Os objetivos eram os mesmos e você se sentia jogando não um Doom 2, mas um "fim de história" do Doom 1.

Super shotgun owna!

E por que eu comentei isso? Patapon 2 segue as mesmas coisas.

A história continua, sim, claro. Eles construíram um barco, foram pro mar e foram atacados por uma lula gigante. Se fuderam e acabaram virando náufragos em uma ilha doida lá.

Se você jogou a versão européia do Patapon 1 (o que foi meu caso), você tem o direito de importar os itens conquistados no 1, independente se você zerou ou não. Se você jogou o Patapon 1 EUR, não deixe de importar tais itens. Serão BEM úteis ao continuar o jogo.

Pássaro gordo estúpido.

A coisa que eu fiquei puto da vida mesmo foi logo no início.

Lembra no Patapon 1 que você tinha que acordar o Patapon da música (esqueci o nome dele, sorry) com Pon Pon Pon Pon, logo depois aprender o Pata Pata Pata Pon e levar eles até o fim escapando de um dragão?

Substitua o dragão por uns guerreiros com máscaras que cercaram Meden (princesa estúpida!!) e that's it.

O resto é ABSOLUTAMENTE A MESMA COISA!

Se você não jogou Patapon 1, nem jogue. Você irá se sentir um total estúpido quando perceber que enquanto o jogo passa, você enfrenta exatamente QUASE TUDO do Patapon 1.

Claro, trouxe várias novidades, mas tudo já existente no Patapon 1 já estava aí.

Das novidades contamos com:

-Escolher entre speaker e headset mode. Cada um para uma ocasião.
-3 níveis de dificuldade a escolha. O Easy é muito fácil de início, mas depois se torna um grande problema. Jogando Patapon 1 ou não, recomendo que comece nessa dificuldade caso não queria passar mais horas em Patapon que em Monster Hunter.
-Novos tipos de guerreiros a escolher. Na verdade MUITOS tipos mesmo:
-E como visto acima, uma tela de evolução. Isso facilitou bastante você criar Patapons novos e provavelmente muitos acabaram conhecendo tipos de Patapons que não conseguiram no 1.
-Novos itens, armas, milagres e mini-games.
-Novos climas de fases. Agora além de sol, chuva, sol torrante e tempestade, contamos com neve, nevoeiro e ensolarado frio (neve na terra, mas não está nevando).
-Patapon herói.
-Novas músicas. Algumas bem legais por sinal.

As novidades provavelmente ajudaram a Patapon 2 não ser uma sequência fracassada.

No Speaker mode, os sons são mais altos, mas com qualidade menor. No Headset mode, os sons são mais baixos, mas com qualidade bem superior. É nítido a diferença até.

Isso faz falta no Patapon 1. Ou você jogava com headphone, ou tinha que jogar em algum lugar totalmente silencioso para poder ouvir perfeitamente.

Quanto aos níveis de dificuldade, o jogo explica o porquê. No Easy você vai achar o jogo mais fácil que roubar pirulito de criança no início. Você faz fever com combo x3 (o que no Patapon 1 só acontecia caso você fosse um total viciado sem vida real) e é MUITO difícil de perder o Fever. Por 2 motivos:

-Quando você acerta o ritmo, o último som toca mais forte para identificar que você acertou por completo.
-Quando você erra o ritmo por quase muito, uma caveirinha aparece ao lado do fever para avisar que se você não fizer um ritmo razoável depois, você perde seu fever.

Você falhou no ritmo. Please die

No entanto, enquanto o jogo vai avançando, ficar no fever se torna de algo muito bom a algo indispensável. Até mesmo para fazer os milagres você fica receoso, porque só no tempo que você vai precisar recuperar o fever, você pode perder 1 ou 2 guerreiros.

A tela de evolução também é algo meio exagerado.

São muitas opções para escolher e umas requerem mais recursos que outras mais avançadas. Você cria tal Patapon e ele se torna inútil depois, mesmo em níveis maiores, porque os recursos que ele pede são muito mais difícieis de conquistar do que em Patapons mais fortes.

Ou seja: conta com uma boa diversidade, mas boa parte dela completamente sem sentido de existência.

Os mini-games que contaram com uma EXCELENTE evolução. Agora não é apenas aleatório e você ganha muito mais itens do que no Patapon 1. Todos eles contam com 3 niveis e a única coisa que você precisa para jogar tais níveis é ter ka-ching disponível (tirando o ferreiro e o Shuraba Yapon, que exigem ka-ching e um iron ou apenas itens respectivamente).

Tsun Tunpon e Tsuku Tsukupon. Rockeiros do Patapon :D

No Patapon 1, caçar era chatíssimo, mas necessário. Se você não caçasse, você não teria ka-ching e nem alguns itens comuns para criar patapons.

Em Patapon 2, além de ter os 3 níveis em cada mini-game, o que permite que você tenha quase todos os itens de todos os tipos (tirando os seeds, coisa nova no Patapon 2 por sinal que você precisa caçar para conseguir), você ainda conta com um mini-game que te dá ka-ching. Quando você conquista esse mini-game, que ainda é no início, você praticamente anula a necessidade de caçar.

Os novos climas deixaram Patapon mais bonito visualmente. Jogar na neve é bem legal e no nevoeiro realmente você sente uma solidão, assim como em um nevoeiro comum. A visão é prejudicada e tal.

Já sobre os milagres, os novos não são tão úteis. Já zerei o jogo 2 vezes (uma na versão JAP e outra na versão EUR) e não vi nenhuma utilidade sequer para o milagre da neve. Só faz congelar meus Patapons e não resolve muito com o inimigo. Existe um milagre para deixar os patapons mais fortes, mas dura apenas 40 segundos e até você entrar no fever novamente (o que aproveitaria tal potência), você não ataca sequer 2 vezes até que o milagre termine.

Holy crap! 1152 de Ka-ching!

O Patapon Herói é uma mão na roda. Sem ele o jogo fica praticamente imbatível. Há fases inclusive que sem ele você não passaria da metade.

Ele inclusive pode se tornar qualquer tipo de Patapon, desde que você já tenha criado.

Cada tipo de patapon que você escolha pro seu herói conta com o seu ataque especial.

Morra, inseto!

Mas saindo das novidades e partindo para as mudanças.

A pergunta que muitos que jogaram Patapon 1 e não jogaram o 2 fazem é: o que mudou?

A história tem praticamente a mesma temática. Substitua os zigotons por esses mascarados. Do resto, tornaram apenas mais cômica.

O Patapon herói mesmo é quase um anti-herói. É forte e tudo mais, mas é como se não estivesse nem aí para o salvamento dos Patapons e só luta com você apenas porque você é o deus dele.

Pobre dragão.

Várias fases que você joga dá pra notar uma grande semelhança com fases parecidas em Patapon 1.

Começando da primeira fase, fase de caça onde aprende a atacar, o dragão azul, aprendizado de novos ritmos, onde os arqueiros e os guerreiros aparecem, atravessar o deserto, resgatar Meden e por aí vai.

Para mim o jogo era apenas uma expansão qualquer do 1 do início. Mais pra frente a coisa vai mudando, mas a cada fase que passa você sente mais raiva por ter perdido tempo com Patapon 1.

O motivo disso é que tudo, eu disse TUDO que você viu em Patapon 1, você verá no 2 ou verá algo parecido.

Os gráficos estão iguais. Só dá para perceber de qual Patapon estamos falando quando você vê novidades nas screenshots.

Tá nevando! Que mágico!

A jogabilidade está a MESMA coisa. O esquema de ritmo igual e você conta com 2 ritmos novos, mas que você só vai conquistar lá da metade pro fim do jogo.

Aí vem uma segunda pergunta: preciso jogar o Patapon 1 para jogar o 2?

E eu digo: não.

Se você jogou Patapon 1 ou não, não fará a mínima diferença no final das contas. A história que você tem que saber está praticamente resumida logo no início do 2.

Se você jogou, ótimo. Não vai sentir menor dificuldade logo de início, vai saber os ritmos e só começará a ter problemas lá para o meio do jogo, quando é praticamente obrigatório ter patapons em níveis altos para continuar.

Odeio minhocas

Isso significa que já está muito tarde para abandonar. Eu pelo menos não consigo abandonar um jogo em que eu já esteja na sua metade.

Mas o jogo é auto explicativo. Se o 1 era pra um "público limitado", o 2 é para todos.

Uma coisa que o Patapon 2 trouxe realmente de legal foi um multiplayer.

Isso era cobrado por muitos no 1. Diziam que Patapon era um ótimo jogo, mas faltava um multiplayer. Tenho de concordar com isso.

No 2 esse multiplayer está aí e tem 3 modos de jogo. Não joguei nenhum dos 3, mas sei que existem modos cooperativo e competitivo.

Multiplayer!

O cooperativo se baseia por carregar um ovo, destruir um chefão (ou uma fase carregada de mascarados) e conseguir algum item útil nesse ovo.

O competitivo é mais briga de ritmos. Quem acertar mais ganha.

Não é grande coisa. Eu esperava um cooperativo em que um jogador fosse jogando alguma fase enquanto eu já estava jogando outra com outro exército. Exemplo: um cara vai caçar enquanto o outro tá lá destruindo o dragão azul. Assim ganha ka-ching e ao mesmo tempo vai evoluindo o jogo.

Tornaria o jogo mais rápido e mais legal até, convenhamos.

Infelizmente, como não joguei, não posso falar mais do que minha opinião para um bom multiplayer.

Let's go!

Mas concluindo:

É claro que a série Patapon se tornou um grande "blockbuster". Fez sucesso e isso foi o suficiente para que a Sony fizesse um jogo para "todos".

Nada contra isso, mas eu esperava grandes evoluções no Patapon 2.

O jogo vai lhe fazer passar menos raiva que no Patapon 1, mas você se pergunta se passar por tudo parecido (ou até mesmo igual) ao que passou em Patapon 1 é realmente necessário.

Então minha opinião para Patapon 2 é:

Já jogou Patapon 1 e quer jogar o 2? Jogue se for um fã. Se achou Patapon 1 um jogo qualquer que jogou por 1 hora e tudo mais, nem chegue perto do 2.

Nunca jogou Patapon 1 e quer jogar o 2? Vai fundo. Patapon 2 torna-se um grande jogo quando você nunca jogou a série. Divertido, inovador e diferente.


Dúvida sobre as pontuações e a nota final? Veja o post de explicação das pontuações.

O fim de Patapon 2 já deu idéia que haverá um 3.

Que a Sony não cometa o mesmo que cometeu em Patapon 2, senão a série começará a ficar desgastada.

Morra, seu... seja lá o que seja isso!

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Mais um review concluído.

O próximo jogo que falarei é um do Wii, o Boom Blox.

Parece infantil. E é?

O jogo se tornou famoso por começar a idéia de "realidade virtual" pro Wii, apesar de que não dá pra ver grandes coisas no jogo em si.

Se é bom saiba no próximo capítulo.

Até breve!

o/

sexta-feira, 6 de março de 2009

Análise: Left 4 Dead (2008)


Não sei quanto a você, mas eu sou fã de jogos e filmes de zumbi.

Resident Evil, Dawn of the Dead, 28 Days Later, 28 Weeks Later.

28 Days/Weeks Later, dois clássicos incomparáveis.

Os melhores filmes de zumbis da história!

Trilha sonora estupenda, filmes com objetivo, expressões dos personagens são mais "reais" e por aí vai.

E foi exatamente isso que me atraiu pra jogar Left 4 Dead.

A premissa do jogo era ser um grande cooperativo. Outro grande motivo que me fez ter vontade de jogá-lo.

E eu amo jogos em cooperativo. Já disse isso por aqui.

O jogo tem modo cooperativo com 4 players e com split screen (!!), é de zumbis e FPS.

Parece um jogo feito exclusivamente para mim! haha

Mas L4D é essas "coca-colas" todas?

EU QUELU!

Bem...

O vídeo inicial conta o que está acontecendo, mas não conta o porquê que está acontecendo. Você não sente falta até então.

É bem feito e mostra que os sobreviventes devem estar juntos para sobreviverem. O espírito de união reina aqui.

Apesar de ser estupidamente longo, cumpre seu papel e é praticamente um "promo" mostrando o que vem por aí.

Na versão PC não há split screen (alguma novidade?). Na do Xbox 360 basta você apertar start nos controles que queira jogar (caso tenha mais de 1).

Daí você escolhe um entre os 4 personagens. Os 4 personagens são:

-Bill: um meia-idade parecido com John Locke do Lost. Parece ser fodão, mas no fundo dá pra perceber que não fez muito em toda a sua vida.

E não, ele não me parece do exército. Apenas um patriota americano qualquer.

Exército? Ham... sei.

-Francis: um daqueles caras trintões que teve uma adolescência e o início da idade adulta misturado com gangues, o que explica as tatuagens.

Ou simplesmente ele é um revoltado e frustrado que botou várias tatuagens e quer tirar onda de porreta.

Bom, tanto faz.

O fato que ele é tão revoltado que odeia tudo. Árvores, elevadores, zumbis...

Com molotov na mão até eu tenho coragem

-Zoey: a mulher do grupo. Jovem, bonita e gostosa e não dá para saber muito sobre ela.

CARALHO, ZOEY! O HUNTER TÁ ATRÁS DE VOCÊ, PORRA!

-Louis: representa a classe "normal", ou seja: o adulto simples que trabalha 8 horas diárias, volta pra casa e assiste TV e repete tal rotina todos os dias. Nos fins de semana vai a shoppings e come fora se possível e o principal: não sabe porra nenhuma de caça a zumbis.

Pensativo, hein?

Bom, não que alguém saiba de caça a zumbis, mas muitos teriam reações melhores que a maioria das pessoas (entenda a "maioria das pessoas" como "Louises") teriam.

E não citarei que ele é o único negro do grupo senão me chamarão de racista por falar sobre isso.

...

Não faz diferença quem você escolha. Não é porque você escolha Louis que ele não saberá atirar e não é porque você escolhe a Zoey que ela não terá força para algumas armas e por aí vai.

Apesar de eu criticar muito essa falta de diversidade, tenho de concordar que as supostas vantagens/desvantagens de cada um atrapalhariam nas escolhas e provavelmente você não escolheria um dos personagens por tal motivo.

Independente de quem você escolha, você ainda escolhe 4 níveis de dificuldade (Easy, Normal, Hard e... esqueci o nome da quarta dificuldade), o cenário e o estágio.

Todos os estágios ficam disponíveis para a escolha já de início e como o jogo não conta com um "save game" ajuda bastante para quando você completar uma fase, poder jogar depois.

OK, Bill. Chega de pose e mata a PORRA DO ZUMBI QUE TÁ NA SUA FRENTE!

Digamos que você escolha o primeiro cenário "No Mercy" e a primeira fase. Logo no loading você vê uma imagem com todos os personagens como se fosse um poster de filme.

Quando o jogo começa, você tem uma disposição militar a sua escolha que aparece como em um passe de mágica em cima de uma mesa.

Você só pode carregar uma arma por vez e a pistola (ou pistolas. Dá pra usar 2 ao mesmo tempo). Dá para ter também pipebombs (lembra de Duke Nukem 3d?) ou molotovs, um kit de primeiros socorros e analgésicos.

Não demora muito para você descobrir que a uzi e a rifle são completamente inúteis. E o porquê?

As fases são entupidas de zumbis!

E eu não estou exagerando. São ENTUPIDAS mesmo!

Holy shit! HOLY SHIIIIIIIITT!! FUUUUUUUUUUUUUUUUUU-

Suas balas terminam em menos de 5 minutos de jogo e 100m andados. Para isso não acontecer, teria que ter disponivel umas 2000 balas reservas.

Como você não é rambo não dá para fazer isso.

Então, como qualquer pessoa inteligente, depois de ler essa parte você escolhe a shotgun.

Você também tem disponível uma sniper. Não de início, mas conforme você vai avançando no jogo.

E usar a sniper é tão prazeiroso como um exame de fezes.

Não sei se você assistiu o filme que citei no início do post, o Dawn of the Dead, mas se você não assistiu eu vou explicar: os zumbis daquele filme são maratonistas e isso se repete em Left 4 Dead.

Foi comer demais. Viu no que deu?

É muito legal parar 500 zumbis retardados com uma sniper em cima de um prédio, o caso é que no Left 4 Dead os zumbis não são tão retardados, são rápidos e NÃO HÁ UM LUGAR PARA UTILIZAR A SNIPER!

Quer dizer: até que existem os lugares, mas todos os monstros (eu disse: TODOS) sabem subir prédios e outras coisas gigantescamente altas.

Qual é a utilidade da sniper se você não tem como e onde utilizá-la?

Isso é quase tão útil quanto o cogumelo azul e raivoso de Super Mario Bros: The Lost Levels!

Ou tão útil quanto um abridor de latas americano!

Até hoje eu tento usar esse troço direito.

A uzi e a rifle são as MELHORES armas do jogo, mas NÃO TEM BALA!

Isso é quase como você ir lutar na segunda guerra mundial com uma bazuca com apenas 1 missil e sem misseis reservas!

Apesar de você ter 6 armas disponíveis no jogo, o que não é uma má variedade, apenas 3 delas são úteis: as 2 espingardas e a pistola.

Por mais estrategista que você seja, tenha certeza que seus planos serão tão infalíveis quanto os de Cebolinha caso queira utilizar a rifle, a uzi ou a sniper.

Selei o dono da lua!

Aliás, eles serão incrivelmente sem objetivo com qualquer arma que você tenha e o motivo disso? Não há como fazer estratégias.

Eu gosto de jogos estilo "mate o quanto puder na loucura", mas até mesmo nos jogos mais imbecis desse tipo há partes em que dá para ser estrategista. Como lançar uma granada em cima de 10 caras.

No Left 4 Dead isso SIMPLESMENTE NÃO EXISTE! Ou você mata ou você morre. Simples assim.

Se o jogo fosse apenas de zumbis seria repetitivo pra caralho, mas teria algum sentido. Só que existem outros tipos de inimigos.

Milharal. Who cares? Kill the zombies!

E falando nos tipos de inimigos... além dos zumbis, existem mais 5 tipos de inimigos:

-Boomer: é um obeso mórbido que vomita ou explode em cima de você. Se o vômito dele ficar em cima de você, atrai mais zumbis.

Tá precisando de um regime. Tá criando até caroços de gordura.

SIM! MAIS ZUMBIS!

JÁ NÃO ERA O SUFICIENTE, NÃO É MESMO??

-Hunter: é algum ser provavelmente geneticamente modificado que tem grande capacidade de pulo e é bem rápido. Lembra um pouco os hunters de Resident Evil 1, mas não são monstros e nem matam de vez.

Me lembra aqueles brancos que falam como rappers

-Smoker: tem uns tentáculos que tentam te estrangular e ao morrer deixam uma fumaça que não presta pra absolutamente nada além de seus caras ficarem tossindo.

Dá pra usar essa língua em outra coisa... não é nada sujo, seu pervertido!

-Witch: uma menina semi-nua (nada sexy, seu doente) que chora como uma criança e quando você incomoda ela, ela te persegue até te matar (te deixa incapacitado e logo depois começa a te espancar de raiva).

Eu disse que não era sexy.

Para não incomodar a Witch, você não pode:
*Ligar a lanterna na cara dela.
*Chegar perto dela.
*Atirar nela.
*Andar.
*Se mexer.
*Respirar.
*Existir.

Não é tão dificil, convenhamos.
-Tank: um monstrão gigantesco com quase 10000 de vida com a força de um Hulk (até se parece com um, só não é verde) e que te deixa incapacitado com 2 murros.

Olha a língua dele de: não to nem aí pra vocês! HA-HA!

Apesar da variação de inimigos ser menor do que a encontrada em Wolfenstein 3d (um jogo 16 anos mais antigo) esse não é o maior dos problemas.

O caso é que é tudo aleatório.

Isso implica que pode aparecer zumbis e hunters, zumbis e smokers, zumbis e boomers, zumbis e witch, zumbis e tank... sempre com zumbis, mas variado.

Você joga uma fase e nela se apareceu hunter na primeira vez, pode não aparecer ninguém ou aparecer um smoker no seu lugar. E por aí vai.

Devo dizer inclusive que esse random é um remendo para que o jogo não se torne repetitivo. É um remendo tão protetor quanto um band aid por sinal.

Comentando no geral, o jogo na primeira fase parece o melhor do mundo: bem feito, divertido, variado, objetivo, armas que servem para ocasião...

OH MEO DEOULS! HUNTER EM CIMA DE MIM! HELP! HELPP!!!

A primeira vez que o Boomer aparece você pergunta "Que porra é essa?" e quando ele vomita em cima de você bate o desespero, a primeira vez que o Hunter aparece você grita mais que o Louis, a primeira vez que o Smoker aparece você fala pro seu amigo: "CARALHO! ATIRA NESSA PORRA! VAI ME MATAR!", a primeira vez que a Witch aparece você nem sequer vê quem te matou e a primeira vez que o Tank aparece você se manda e como um filho da puta deixa seus amigos matarem o Hulk morto vivo.

Como diz o velho ditado: a primeira vez é inesquecível.

Bom... não foi exatamente assim.

O problema é que não existe uma daquelas máquinas de apagar memória do Men in Black, então vem a segunda vez, a terceira, a quarta...

Mais hunters, mais smokers, mais tanks, mais boomers malditos, mais witches...

Toda fase, eu disse TODA fase tem pelo menos 5 tipos de inimigos. Não importa que dificuldade você esteja jogando. Os únicos que podem variar nas fases que aparecem são os tanks e as witches. Ainda assim nas fases finais, eles aparecem direto.

Os cenários terminam quando você chama o transporte de resgate. É claro que os transportes de resgate não chegam rápido e você tem que esperar. O que acontece nesse meio tempo?

Mais monstros aparecem, claro!

Sério, eu joguei o modo cenário com meu primo no Normal, segunda dificuldade das 4 e apareceram 3 tanks enquanto o helicóptero não chegava.

Só um já é complicado. Imagine 3!

TRÊS TANKS!

Sem contar os 15 hunters, 10 smokers, 20 boomers e 54565 zumbis.

Imagine a quarta dificuldade?

O que resolvemos fazer então? Jogar no easy.

Nem tanks apareceram e provavelmente nem uns 2 hunters e 3 boomers. Não lembro nem de smokers.

Há uma variação IMENSA de dificuldade. Puta merda!

Mas enfim...

Apesar de ter vários pontos completamente revoltantes, o jogo conta com suas vantagens.

Assim como o UT3, a engine dele é bem leve. Provavelmente rode no seu PC comprado em 2006/2007 facilmente (se acha isso pouco, me diga quantos jogos de fim de 2008 e início de 2009 você consegue jogar com uma GeForce 6600?). Os gráficos não são grande coisa, mas não chegam nem perto de serem ruins. São acima do padrão "aceitável" de hoje em dia.

Além, é claro, do modo cooperativo. Provavelmente um dos jogos que tenha o melhor modo cooperativo de todos os tempos e eu não estou exagerando. É bem COOPERATIVO mesmo. Se seus amigos morrerem, você está completamente vulnerável no jogo. Ataques de Smokers e Hunters são impossíveis de serem parados pela vítima.

Fiquem todos juntos!

Outra grande vantagem é a variação de cenários. Enquanto em inimigos o jogo é revoltantemente repetitivo, os cenários são exatamente o contrário. Você joga em casas, cidades, cemitérios (!!), milharais, hospitais, esgotos...

Quanto ao modo Versus: não posso opinar sobre tal. Já que acabei não jogando. Uma pena. Tudo que sei é que é como se fosse um "Deathmatch" do Left 4 Dead. Você pode escolher os sobreviventes ou os monstros. Deve ser bem legal jogar com o Hunter ou com Tank.

E assim como a maioria de filmes/jogos de zumbis não há uma história. Você vive o presente e só. Pelo menos até onde joguei no jogo tudo que fiz foi matar zumbis e monstros variados e nada foi explicado. Inclusive cada cenário me pareceu apenas versões alternativas da "história" principal.




Como a maior vantagem do Left 4 Dead é o multiplayer minha recomendação é que: ainda não jogou? Quer jogar? Então arrume alguém para jogar!

Se for jogar a versão PC, arrume alguém que possa jogar em rede ou online.

O single player dele é muito razoável e não vale o esforço nem o preço que custa.

E lembre-se: se for incomodar a Witch, deixe esse trabalho para Zoey :D

Isso você não odeia né, safadinho? Tenho que admitir que eu também não :~

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Terminado mais um review!

O próximo é a parte 2 dos "jogos que merecem um remake"

Resident Evil já foi um dos "premiados". :D

Não viu a parte 1? É o primeiro post do blog.

Até breve.

o/